COTAÇÃO DE 25/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,8200

VENDA: R$4,8210

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,8900

VENDA: R$5,0160

EURO

COMPRA: R$5,1520

VENDA: R$5,1546

OURO NY

U$1.853,68

OURO BM&F (g)

R$287,13 (g)

BOVESPA

-0,98

POUPANÇA

0,6724%

OFERECIMENTO

Economia zCapa

Arrecadação de Belo Horizonte registra crescimento de 3,2%

COMPARTILHE

Fachada da Prefeitura de Belo Horizonte
CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE

Belo Horizonte teve um aumento de 3,2% na receita de 2018 na comparação com 2017, passando de R$ 9,4 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os dados são do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), feito com 41 cidades da região Sudeste do País. A publicação usa como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os fatores que mais contribuíram para esses números, de acordo com Tânia Vilela, economista e editora do anuário, foram o aumento da arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS), do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), da transferência de capital da União e das operações de crédito “que é o que tem ajudado muito as grandes cidades”, destaca ela.

PUBLICIDADE




No entanto, apesar desse crescimento de 3,2%, o número ainda não é algo expressivo, conforme afirma a economista. Além disso, a receita do ano passado em Belo Horizonte, diz ela, só foi maior do que a registrada em 2017 e em 2011, sendo, portanto, que, de 2012 a 2016, os números foram melhores.

Esse cenário ainda não tão positivo, porém, está dentro do esperado, tendo em vista a situação pela qual o País passou nos últimos anos. A editora do anuário lembra que a recuperação é mesmo tímida no momento, pois leva-se, naturalmente, um tempo para ela se apresentar de maneira mais intensa.

A economista salienta que, com a crise, “os municípios perderam bastante a capacidade de investimento. E, apesar de em 2018 ter havido uma pequena expansão da receita, esse fato não é suficiente para que as cidades recuperem a sua capacidade de investir. Muitas vezes, elas tentam resolver essa questão com operações de crédito”, diz.

Mesmo com uma expansão da receita ainda tímida, entre as capitais do Sudeste, Belo Horizonte apresentou um aumento maior do que o registrado por São Paulo (SP), que foi de 1,2%, passando de R$ 51,6 bilhões para R$ 52,3 bilhões. Vitória (ES), por sua vez, teve o maior crescimento, de 4,9%, passando de R$ 1,5 bilhão em 2017 para R$ 1,6 bilhão em 2018, seguida por Rio de Janeiro (RJ), que teve incremento de 4,2%, pulando de R$ 22,2 bilhões para R$ 23,1 bilhões.

PUBLICIDADE




Já quando os dados abrangem todas as cidades selecionadas para o estudo da FPM, uma mineira teve destaque entre as outras. Montes Claros, no Norte do Estado, foi a que teve a maior alta em sua receita, de 17,1%, passando de R$ 639,6 milhões em 2017 para R$ 748,7 milhões em 2018. “Esse volume é maior do que o de 2017 e o de 2016, mas não do que o registrado de 2012 a 2015”, diz Tânia Vilela.

De acordo com ela, os principais fatores que motivaram a alta em Montes Claros em 2018 na comparação com 2017 foram semelhantes aos percebidos em Belo Horizonte, como o incremento do fundo de participação dos municípios, arrecadação de ISS e transferência de capital da União.

Despesas – Entre as capitais do Sudeste, Belo Horizonte foi a que mais apresentou redução dos gastos, sendo de 1,1%, passando de R$ 9,6 bilhões para R$ 9,5 bilhões. A capital mineira foi seguida pelo Rio de Janeiro, que diminuiu 0,9%, passando de R$ 23,3 bilhões para R$ 23,1 bilhões. Já Vitória e São Paulo tiveram alta de 6,4% e de 1,7%, respectivamente. Os valores são corrigidos pelo IPCA médio.

“A despesa com pessoal em Belo Horizonte teve crescimento de 1,3%. Para o município chegar a esse nível de variação, é porque está segurando os gastos”, diz a economista Tânia Vilela, que destaca que outro fator que contribuiu para a diminuição das despesas na capital mineira foi a redução do custeio. “Eles estão administrando, fazendo uma gestão para manter o equilíbrio fiscal, e a gente percebe isso”, diz.

Já em Montes Claros, houve aumento de 37,4% nas despesas, a maior alta entre as cidades pesquisadas. Os gastos principais, segundo a editora do anuário, estão relacionados à despesa com pessoal e ao custeio. “Isso é algo esperado. No período de crise, há uma série de reduções. Quando tem o aumento da receita, existe uma demanda reprimida, uma série de despesas que foram sendo adiadas”, diz.

Futuro – De acordo com Tânia Vilela, a tendência é que 2019 continue mostrando recuperação quando o assunto são as receitas dos municípios, “mas nada de extraordinário”, lembra ela. “Não estamos mais em recessão, porém é uma recuperação lenta. O que podemos dizer é que, de forma geral, os municípios estão em equilíbrio”, conclui.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!