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Receita da mineração cresce 14,5% em MG

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A produção nacional de minério de ferro rendeu R$ 23,28 bilhões de abril a junho, de acordo com o Ibram | Crédito:

O setor mineral do Estado faturou R$ 14,75 bilhões no segundo trimestre deste exercício. O valor representa um avanço de 14,6% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, quando o resultado atingiu R$ 12,87 bilhões. Os dados foram divulgados, nessa terça-feira(21), pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Minas respondeu por 36% do faturamento do setor no País no segundo trimestre. De abril a junho, o faturamento da indústria nacional de mineração chegou a R$ 39,2 bilhões, em dados que excluem a produção de petróleo e gás. O montante representa aumento de 9% sobre o primeiro trimestre de 2020, quando o faturamento havia sido de R$ 36 bilhões.

À frente de Minas Gerais, apenas o estado do Pará, cujas receitas ficaram em R$ 17,77 bilhões – ou o equivalente a 43% do montante brasileiro.

De acordo com o balanço da entidade, no Brasil, a produção de minério de ferro rendeu às empresas uma receita de R$ 23,28 bilhões apenas no último trimestre, representando 53,9% do total. Logo em seguida vieram ouro (R$ 5,4 bilhões) e cobre (R$ 3 bilhões).

“O aumento se deve, basicamente, à valorização cambial e à variação dos preços internacionais, principalmente de minério de ferro, ouro e cobre, que juntos representaram 81% das cifras do setor”, comentou o diretor-presidente do instituto, Flávio Ottoni Penido, durante coletiva de imprensa on-line.

Também somam 81% as representatividades dos estados do Pará e Minas Gerais no faturamento nacional. O dirigente alertou que isso demonstra a necessidade de um maior investimento em pesquisa mineral no País, levando-se em consideração principalmente a extensão territorial brasileira. “Precisamos conhecer melhor nosso território”, indicou.

Perda da liderança – Já o presidente do conselho diretor do Ibram, Wilson Brumer, comentou a perda da liderança de Minas Gerais, historicamente o maior produtor mineral do País, para o Pará, especialmente no último ano.

Conforme ele, apesar dos grandes volumes do projeto SD11 da Vale, na cidade Carajás, e da maior diversidade de minerais daquele estado, a recuperação do posto por Minas poderá ocorrer no curto prazo, em função da qualidade do minério de ferro das terras mineiras.

É que a queda na produção em Minas Gerais foi suprida pelas mineradoras australianas, cujo minério possui teor semelhante ao extraído no Quadrilátero Ferrífero mineiro. Com o blend do minério rico (como o do Pará) com os de teores mais baixos (como o de Minas), o retorno das atividades extrativas poderá fazer com que Minas Gerais, pelo menos, se aproxime dos níveis produzidos no outro estado.

“Temos que lembrar que a perda da liderança ocorreu em virtude da queda da capacidade produtiva do Estado após o rompimento da Barragem da Vale, em Brumadinho, na RMBH. A mineradora ainda tem operações suspensas que quando forem retomadas, certamente permitirão aumentar a produção, o faturamento e o recolhimento da Cfem (Compensação Financeira pela Exploração Mineral)”, explicou.

Perspectivas – Já as perspectivas do setor para o restante do ano são cautelosas, mas otimistas, principalmente ao se considerar uma menor expansão de casos de Covid-19 no País e no mundo nos próximos meses. Penido justificou que a pandemia não está 100% sob controle, porém, há indicadores positivos a serem considerados.

“Os mercados compradores estão em fase de retomada das atividades, então os minérios brasileiros voltam a ter demanda aquecida e preços em elevação. Isso é muito favorável, pois proporciona saldos positivos da balança comercial, essencial para a estabilidade econômica”, avaliou.

Brumer, por sua vez, disse que, em razão da pandemia, o faturamento não deverá ser muito diferente do apurado no ano passado, quando o montante chegou a R$ 153,4 bilhões. Assim como, em 2020, não deverá haver grandes acréscimos em termos de volume e os preços também não deverão ceder.

“Os preços dos principais minerais subiram. Além disso, a China está consumindo muito e poderá compensar os impactos dos meses críticos da pandemia”, concluiu.

Produção da Vale no Estado recua no semestre

JULIANA SIQUEIRA

A produção de minério de ferro da Vale em Minas Gerais atingiu 43,634 milhões de toneladas no primeiro semestre deste ano, o que representa uma queda de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado (53,383 milhões de toneladas).

No entanto, os resultados do trimestre revelam um panorama positivo. No segundo trimestre deste ano, a produção de minério da companhia no Estado foi de 24,489 milhões de toneladas. O número mostra um avanço de 27,9% quando comparado ao trimestre anterior (19,145 milhões de toneladas). Em relação ao mesmo período do ano passado (22,029 milhões de toneladas), o crescimento foi de 11,1%.

Sistema Sudeste – Somente o Sistema Sudeste, que inclui as minas de Itabira (Cauê, Conceição e outros), Minas Centrais (Brucutu e outros) e Mariana (Alegria, Timbopeba e outros), produziu 12,721 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, um incremento de 7,9% em relação ao trimestre anterior, apesar da queda de 19,8% em comparação ao mesmo período de 2019.

Já no semestre, a produção foi de 24,510 milhões de toneladas, o que representa recuo de 30,8% na comparação com o mesmo período do ano passado (35,434 milhões de toneladas).

Segundo a Vale, o avanço do Sistema Sudeste no segundo trimestre deste ano pode ser explicado, sobretudo, pelo desempenho melhor do Complexo da Alegria e também pelo retorno das operações a seco, em junho, em Timbopeba. Isso compensou, embora não integralmente, relata a Vale, a paralisação do complexo de Itabira por um período de 12 dias no sexto mês de 2020 e a da mina de Fazendão por um trimestre.

“A Vale está em processo de licenciamento para expandir a área de lavra de Fazendão; espera-se que a concessão seja emitida no fim de julho de 2020, o que permitirá a retomada das operações”, destaca a companhia.

A Vale também afirma que “as usinas de Conceição utilizam filtragem e disposição de rejeitos nas cavas de Onça e Periquito como alternativa de curto prazo para a parada da barragem de Itabiruçu. A expectativa é de que tais práticas prossigam no 2S20 (segundo semestre) e ao longo de 2021, limitando a capacidade de produção das usinas de Conceição”.

Sistema Sul – Quando o assunto é o Sistema Sul, que engloba as minas de Paraopeba (Mutuca, Fábrica e outros) e de Vargem Grande (Vargem Grande, Pico e outros), a produção de minério de ferro chegou a 11,768 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano.

O número representa um incremento de 60% em relação ao primeiro trimestre e de 90,6% em uma comparação com o mesmo período de 2019. Também houve avanço no semestre, de 6,5%, com 19,124 milhões de toneladas produzidas neste ano contra 17,949 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano passado.

A Vale relaciona o melhor desempenho do Sistema Sul no segundo trimestre de 2020 a uma produção maior do Complexo Vargem Grande, assim como a compras maiores de terceiros.

A mineradora explica que o Complexo Vargem Grande teve sua produção via processamento a úmido retomada no segundo trimestre deste ano, com a filtragem de rejeitos. Para isso, como solução prévia para a disposição de rejeitos, foram usadas a barragem de Maravilhas I e a pilha de estéril de Cianita.

“A solução final, com o startup da disposição de rejeitos na barragem de Maravilhas III, foi adiada do 4T20 para o 2T21 (segundo trimestre), principalmente em razão dos impactos relacionados ao Covid-19”, afirma a companhia.

Segundo a Vale, há, atualmente, ações para a retomada dos sites de Timbopeba, Fábrica, Vargem Grande e Brucutu, que estão sendo implementadas em colaboração com a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e também com empresas de auditoria externa.

Em Timbopeba, Fábrica e Complexo Vargem Grande, há ainda os impactos relacionados ao Covid-19, que diminuiu o número de pessoal nas construções e, assim, compromete a progressão das obras. Deve ainda haver desaceleração do ritmo das obras possivelmente a partir de novembro, por causa das chuvas.

Por fim, a companhia destacou que seu guidance para a produção de finos de minério de ferro continua inalterado para este ano, em 310-330 milhões de toneladas. No entanto, a mineradora acredita que a probabilidade maior é a extremidade inferior do guidance.

Resultado de mineradora ficou abaixo das expectativas

São Paulo – A produção da Vale avançou no segundo trimestre, mas ficou abaixo das expectativas do mercado, o que levou alguns analistas a levantarem dúvidas sobre o atingimento pela companhia da meta de produção de minério de ferro em 2020.

A mineradora informou na segunda-feira (20) que produziu 67,6 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho, alta de 5,5% na comparação anual e de 13,4% ante o primeiro trimestre, contra estimativa de consenso no mercado de 69 milhões de toneladas, segundo relatório do BTG Pactual.

A Vale reiterou sua meta de produção de finos de minério de ferro neste ano, de 310 milhões a 330 milhões de toneladas, mas disse que o cenário mais provável é que o resultado “fique na extremidade inferior” da projeção.

“Embora a Vale não tenha revisado para baixo seu guidance de produção de minério de ferro de 310-330 Mt para 2020, nós ainda acreditamos que está parecendo bem desafiador atingi-lo”, escreveram analistas do Credit Suisse na segunda-feira (20).

Nas contas deles, a empresa precisaria produzir cerca de 91 milhões de toneladas por trimestre no restante deste ano para alcançar a meta, o que significaria um ritmo 35% superior ao registrado no segundo trimestre, ou 21% acima do visto em junho.

“Em suma, acreditamos que o mercado pode agora atribuir uma maior probabilidade de eventual revisão para baixo nas metas de produção da Vale, uma vez que alcançar as projeções agora depende mais do que nunca de um ambiente sem interrupções operacionais no segundo semestre.”

Profissionais do Bradesco BBI classificaram o nível de produção como fraco, embora dentro do previsto devido aos impactos da pandemia de coronavírus, mas também apontaram questionamentos sobre a meta da empresa para o ano.

“Dados os números muito fracos do primeiro semestre e os números ainda voláteis de exportações entre junho e julho, nós acreditamos que será uma tarefa desafiadora para a Vale atingir o intervalo inferior do guidance de 310 Mt (…)”, afirmaram.

Eles também avaliaram que informações apresentadas pela Vale sobre iniciativas em curso para retomada de operações paralisadas na sequência do rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte) em janeiro de 2019 também sinalizam riscos para 2021.

“Enquanto acreditamos que será desafiador atingir 310 Mt neste ano, nós também destacamos que a retomada da produção no próximo ano não deve ser simples. Nós atualmente projetamos produção de 360 Mt em 2021, que vemos como alcançável, mas com riscos de revisão para baixo.”

O BTG Pactual estimou que a produção de finos de minério de ferro da Vale deve somar 306 milhões de toneladas, mas ainda assim destacou não ver motivos para preocupação com a companhia, para a qual reiterou recomendação de compra.

Os analistas do Credit Suisse também seguem otimistas com as ações – eles argumentaram que o mercado de minério de ferro ainda está apertado em termos de oferta e que uma eventual revisão para baixo nas metas de Vale poderia ajudar a sustentar os preços da commodity acima de US$ 100 por tonelada. (Reuters)

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