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Rentabilidade de setor de obras industriais pode seguir em queda neste ano

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Obras industriais devem registrar alta de 15% em Minas neste ano
Crédito: Divulgação
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O setor de obras industriais tem conseguido executar contratos e manter os empregos em Minas Gerais, apesar das adversidades da pandemia. Porém, a rentabilidade das empresas diminuiu em 2020, podendo seguir esse movimento em 2021, caso não ocorra um reequilíbrio financeiro nos contratos antigos, assinados em 2019.

Isso ocorre por conta do aumento excessivo no preço de alguns insumos, interrupções no fornecimento de alguns materiais, alta de custos motivada pela adoção de protocolos contra a Covid-19 e a postergação de prazos de execução de obras.

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“Contratos de obras industriais têm prazos entre 24 e 36 meses. Então, a maior parte dos contratos executados em 2020, e muitos que ainda estão sendo executados neste ano, foram assinados no cenário de 2019, não levando em conta os aumentos excessivos de custos e redução de horas trabalhadas, motivados pela pandemia ou por mudanças no cenário econômico”, explicou o presidente da Câmara de Obras Industriais da Fiemg, Ilso José de Oliveira, que também preside o conselho de administração da empresa Reta Engenharia.

Segundo ele, desde o início da pandemia, as empresas se estruturaram para cumprir todos os protocolos de combate à doença. “Houve aumento dos custos por conta de mudanças que vão desde o transporte de trabalhadores até a diminuição nos turnos, seguindo esses protocolos. Além disso, em muitas obras, houve redução do ritmo também por conta de interrupção no fornecimento de alguns materiais, como aço, derivados de petróleo e cimento. A postergação de contratos devido a esses fatores aumentou os custos das obras, reduzindo a rentabilidade”.

O custo do combustível, que registrou sucessivos aumentos em 2020 e neste ano, também pesou nas obras industriais, segundo Oliveira, já que a maior parte das máquinas e equipamentos usados nas obras têm motores a diesel.

Expectativas – Para 2021, as expectativas são boas com a assinatura de novos contratos e perspectiva de reequilíbrio financeiro em contratos já em execução, assinados em 2019. Os setores industriais que mais têm demandado obras, de acordo com o presidente da câmara setorial da Fiemg, são os de mineração, siderurgia, logística, energia, papel e celulose e saneamento.

“Acreditamos em um crescimento do volume de atividades com geração de novas oportunidades de trabalho. Há, entretanto, uma premente necessidade de evoluirmos com as reformas estruturantes no País para um cenário econômico mais favorável. Também precisamos solucionar eficazmente a regularidade nos fornecimentos e a política de preços dos insumos, além de uma adequação satisfatória para o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos em andamento”, concluiu.

Produção da indústria fecha março com recuo no País

São Paulo/ Rio de Janeiro – A indústria brasileira encerrou o primeiro trimestre com queda da produção em março e voltou ao nível pré-pandemia, pressionada por veículos em um momento de intensificação das medidas de restrição devido ao recrudescimento da pandemia de Covid-19 no País.

Em março, houve recuo da produção de 2,4% em relação ao mês anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A leitura divulgada ontem marcou o segundo mês seguido de perdas na indústria, depois de queda de 1,0% em fevereiro, mas foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de perda de 3,5%.

“O resultado predominante negativo tem a ver com a pandemia, restrições de mobilidade, de deslocamentos, de cadeia produtiva, matérias-primas mais caras e escassez e redução na demanda doméstica”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

“A fotografia é de claro arrefecimento de produção”, completou.

Com os resultados negativos de fevereiro e março, o setor industrial voltou ao mesmo patamar de antes da pandemia. De acordo com o IBGE, de maio de 2020 a janeiro de 2021 houve ganho acumulado de 40,1%, levando a produção industrial a ficar 3,5% acima do patamar de fevereiro de 2020.

“Mas, com as perdas de fevereiro e março deste ano, nós zeramos esse acumulado que tinha até o mês de janeiro”, disse Macedo.

Ele está ainda 16,5% abaixo do nível recorde registrado em maio de 2011, mas acumula no ano crescimento de 4,4%.

Em relação a março de 2020, houve alta de 10,5%, contra expectativa de aumento de 7,6%, na taxa mais alta desde junho de 2010 (11,2%) e marcando o sétimo mês de crescimento consecutivo. Esses resultados, entretanto, devem-se à base baixa de comparação, já que em março de 2020 a indústria já era afetada pelo isolamento social.

Com esses resultados a produção encerrou o primeiro trimestre com recuo de 0,4% na comparação com os três meses anteriores, depois de dois trimestres positivos, com o setor enfrentando no período arrefecimento da atividade.

O mês de março foi marcado por uma piora da pandemia de coronavírus, com o País se tornando o epicentro mundial da doença, e consequente aumento das restrições de mobilidade.

O cenário para frente continua sendo de crise sanitária, com lentidão na vacinação e impactos sobre a atividade de forma geral, além de desemprego ainda elevado no Brasil e inflação alta.

“No mercado de trabalho ainda tem muita gente desempregada, a inflação subiu e a ausência do auxílio emergencial são fatores que explicam o desaquecimento da demanda doméstica”, disse Macedo. (Reuters)

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