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Segmento chegou a registrar retração de 50% nas vendas

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O setor de materiais de construção de Belo Horizonte e região ainda amarga perdas em função da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. As vendas do segmento varejista estão cerca de 30% menores quando comparadas com o período antes da pandemia.

Em maio, o setor conseguiu reduzir um pouco as perdas, que chegaram a registrar até 50% de retração no faturamento gerado com as comercializações, e está mantendo a estabilidade em junho.

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As estimativas para os próximos meses são cautelosas, principalmente, pelas incertezas relacionadas ao controle da disseminação do Covid-19 e ao receio do novo fechamento do comércio para conter o avanço da doença, que vem crescendo no Estado. Na ocasião da entrevista, o retorno para a fase 0 ainda não tinha sido anunciada na Capital.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco), Júlio Gomes Ferreira, em maio, houve uma pequena melhora na comercialização dos itens de construção. A variação aconteceu pela dinâmica do mercado.

“Com os bares, restaurantes, lojas de vestuário e outros segmentos ainda fechados, os consumidores não estão comprando e acabam investindo em reformas ou construção. Com isso, conseguimos reduzir a queda nas vendas para cerca de 30% em maio e estamos mantendo este resultado até o momento”.

Ainda segundo Ferreira, a apreensão em relação ao mercado ainda é grande. Além das incertezas provocadas pela pandemia, o receio de um novo fechamento das atividades que obtiveram permissão para voltar a funcionar em Belo Horizonte e região, pode provocar novas perdas.

“Este é um grande receio do setor. Estamos vendo os casos confirmados de coronavírus aumentando no Estado e os governos já falando da possibilidade de suspender novamente a abertura de parte do comércio. Caso isso ocorra, teremos perdas, com toda a certeza. Além disso, as incertezas são grandes. Em algumas cidades, como Santa Luzia, por exemplo, as lojas estão funcionando em dias alternados. É um cenário muito diferente e difícil de estimar resultados futuros”.

Em relação aos impactos no setor, os empresários, para reduzirem as perdas, estão buscando formas de diminuir os custos. Mesmo com as vendas ainda menores, as demissões no setor estão estagnadas, a maior parte, aconteceu ao longo das primeiras semanas do isolamento social para o enfrentamento da pandemia.

Para minimizar os impactos negativos, os empresários também aderiram às medidas lançadas pelo governo federal. Utilizando a suspensão dos contratos de trabalho e também redução de carga horária e de trabalhos. Foram concedidas férias e o afastamento dos funcionários que estão no grupo de risco.

Crédito – O entrave principal enfrentado no setor é referente às linhas de financiamento lançadas pelos governos federal e estadual para auxiliar as empresas que enfrentam dificuldades, principalmente, com capital de giro. Mesmo com o lançamento, o acesso não tem acontecido.

“O sindicato tem orientado os empresários e buscado soluções, mas o acesso ao crédito está muito difícil e poucos conseguiram”, disse.

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