Economia

Seguro de carro custa até 73% mais na região Oeste do que no Centro de Belo Horizonte

Levantamento mostra diferenças expressivas entre regiões da capital mineira; Região Leste registra o maior índice para seguro de motocicletas
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Seguro de carro custa até 73% mais na região Oeste do que no Centro de Belo Horizonte
Foto: Roosevel Cassio / Reuters

Um levantamento da Serasa Experian divulgado no Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM) mostra que o preço do seguro de veículos varia significativamente entre as regiões de Belo Horizonte. Em maio de 2026, o seguro de automóveis na região Oeste custou, em média, 5,2% do valor do veículo, enquanto no Centro o índice foi de 3,0%, uma diferença de 73,3%.

No caso das motocicletas, a zona Oeste registrou índice de 8,9%, 41,3% acima dos 6,3% observados na região Central. Já a zona Leste apresentou o maior custo para motos na Capital, com índice de 10,7%.

Segundo o gerente executivo de Seguros da Serasa Experian, Rodolfo Brandão, a localização do veículo é um dos principais fatores considerados pelas seguradoras na formação do preço.

“O seguro é calculado a partir de uma combinação de variáveis de risco, e o CEP do segurado está entre as mais relevantes nesse processo. Cada região apresenta um histórico distinto de exposição a eventos como roubos, furtos, colisões e custos de reparação, que são considerados pelas seguradoras na precificação”, explica.

Brandão ressalta que a diferença entre a zona Oeste e o Centro não decorre de um único fator, mas da combinação de variáveis utilizadas nos modelos atuariais das seguradoras. Além da localização, também influenciam o valor do seguro o perfil do motorista, a idade do veículo, a classe de bônus, o fabricante e o tipo de utilização.

Seguro de motocicletas é mais caro na região Leste

A maior diferença para motocicletas foi registrada na região Leste, onde o seguro atingiu 10,7% do valor da moto. Embora os valores sejam resultado de múltiplas variáveis, o executivo explica que o levantamento não identifica fatores isolados, como infraestrutura urbana ou criminalidade, para explicar o resultado.

“O que os dados mostram é que, para as seguradoras, a zona Leste reúne um conjunto de características que resulta em uma percepção de risco mais elevada para motocicletas”, afirma. “A frequência de utilização, a exposição diária ao trânsito e o histórico de sinistros costumam ter um peso relevante na precificação”, acrescenta.

RMBH também tem variação no preço do seguro

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o índice médio foi de 4,5% para automóveis e de 8,5% para motocicletas. Entre as nove regiões metropolitanas analisadas pelo estudo, a Grande BH ocupa uma posição intermediária.

De acordo com a Serasa Experian, o mercado segurador identifica um nível de risco superior ao de regiões como Curitiba, mas inferior ao observado em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Essa classificação considera fatores como histórico de sinistros, roubos e furtos, frequência de acidentes, custos de reparação, características da frota e perfil dos segurados.

No cenário nacional, o índice médio ficou em 4,6% para automóveis e 8,9% para motocicletas em maio de 2026. Apesar da alta em relação ao mês anterior, os dois indicadores permanecem abaixo dos registrados em maio de 2025, quando eram de 5,4% e 9,7%, respectivamente.

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