Economia

Volume de serviços no Brasil recua em maio e frustra expectativas

Queda de 0,4% em maio, impulsionada por transportes, frustra ganhos esperados e a moderação da atividade econômica
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Volume de serviços no Brasil recua em maio e frustra expectativas
Foto: Pilar Olivares / Reuters

O setor de serviços brasileiro voltou a contrair em maio pressionado por transportes e outros serviços, frustrando a expectativa de ganho em meio à projeção de moderação da atividade econômica.

O volume de serviços teve queda de 0,4% em maio na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após alta de 1,1% em abril.

O setor registrou ainda avanço de 0,4% em relação a maio de 2024. Os resultados ficaram aquém das expectativas em pesquisa da Reuters de ganhos de 0,1% no mês e de 0,9% na base anual.

Com isso, o setor está 0,5% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2024.

A atividade de serviços se favorece de um lado de medidas de estímulo do governo ao consumo e do mercado de trabalho aquecido, mas enfrenta por outro uma política monetária restritiva, com a taxa básica de juros Selic a 14,25%.

No ano até maio, o setor registrou dois resultados mensais positivos, dois negativos e um mês de estabilidade.

Em maio, o setor foi impactado pelas quedas de 1,0% no volume de transportes e de 1,9% em outros serviços, com ambos eliminando ganhos observados em abril, de 0,9% e 1,9%, respectivamente.

Por outro lado, apresentaram ganhos os serviços profissionais, administrativos e complementares (+1,9%) e aqueles prestados às famílias (+0,2%). Já o volume dos serviços de informação e comunicação ficou estagnado na comparação com abril.

O índice de atividades turísticas registrou recuo de 0,4% em maio frente ao mês anterior, após ter avançado 4,1% em abril. Com isso, o segmento está 2,5% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024, segundo o IBGE.

Conteúdo distribuído por Reuters

 Camila Moreira
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Camila Moreira

Reuters

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