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Serviços têm alta de 1,2% em julho em Minas Gerais

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Avanço da vacinação e flexibilização já surtem efeito no segmento de bares e restaurantes | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Na comparação de julho com junho de 2021, Minas Gerais apresentou um aumento no volume de serviços de 1,2%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS),  divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do Estado é levemente superior ao registrado no Brasil, que avançou 1,1%, sendo a terceira região do País que mais contribuiu para o crescimento no período.

O analista da PMS, Luiz Almeida, explica que o setor de serviços encontra-se  -5,1%, abaixo da máxima histórica para a pesquisa em Minas Gerais (setembro de 2013) e nos mesmos patamares de março de 2015. “Cabe salientar que a mínima histórica se deu em maio de 2020, com uma distância de 27,7% do pico da série”.

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Ainda de acordo com Almeida, esta é a terceira taxa positiva seguida desde maio de 2021 neste indicador que acumula uma alta de 6,7% de maio a julho de 2021.

No que se refere ao indicador mensal, o Estado, conforme informação do analista, apresentou uma taxa de 25,4% em julho de 2021 em relação a julho de 2020. “Novamente superior ao valor verificado para o Brasil de 17,8%. Sendo o segundo Estado que mais contribuiu para o aumento registrado no Brasil no mês de julho”, pontua.

Minas Gerais é o quarto Estado que mais superou os patamares de fevereiro de 2020 (antes da pandemia), operando num patamar 13,8% acima de fevereiro do ano passado. No acumulado do ano a taxa foi de 16,3%, melhor que a taxa do País, que ficou em 10,7%.

Os serviços prestados às famílias, que engloba bares, restaurantes e hotéis subiram 3,8% e acumulam ganho de 38,4% entre abril e julho conforme divulgado na pesquisa do IBGE. Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6%, com crescimento de 4,3% nos últimos três meses. “Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, reforça Almeida.

Nos serviços prestados às famílias, destaque para o desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer em julho devido às férias escolares. Já nos serviços de transportes, profissionais, administrativos e complementares, destaque para as atividades jurídicas, serviços de engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos.

Setores de destaque

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logísticas do Estado de Minas Gerais (Setcmeg), Gladstone Lobato, avalia que o aumento corresponde à demanda reprimida em decorrência do coronavírus. “Com o avanço da vacinação, o comércio, a indústria retomando as atividades, o transporte de carga tem obtido resultados positivos. Somos um setor vital para a economia do País, porque transportamos alimentação, insumos para a indústria, produtos para o comércio e tudo o que o Brasil precisa”, pontua.

Lobato destaca ainda que apesar dos números positivos, a categoria ainda não voltou à normalidade. “A alta do combustível é nossa grande preocupação. Não estamos conseguindo repassar aos nossos clientes, além disso, também sofremos com a falta de insumos e até caminhões”, completa.

Para o presidente do Sindicato de Bares, Restaurantes e Hotéis de Belo Horizonte (Sindbares), Paulo Cesar Pedrosa, os números positivos são reflexo do que é comprovado nas ruas da Capital. “O movimento dos restaurantes, lanchonetes e bares tem aumentado significativamente. As pessoas estão sentindo mais segurança em sair de casa com o avanço da vacinação, o que estimula a ocupação desses espaços de lazer”, avalia.

Conforme informações do Sindbares, a expectativa para esse segundo semestre é de contratação de um terço dos trabalhadores que foram dispensados no início da crise pandêmica. “Ano passado o setor teve que dispensar aproximadamente 18 mil empregados. Já começamos a contratar e a nossa meta para este fim de ano é preencher 6 mil vagas e o resultado positivo de Minas Gerais no setor de serviço mostra que estamos sim, conseguindo essa recuperação economia”, conclui Pedrosa.

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