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Economia
A mudança é impulsionada por uma demanda da chamada geração millennials - Giovanni Rocha

O ano de 2019 será marcado pela servitização para quem está interessado em empreender. O termo pode, inicialmente, causar alguma estranheza, mas nada mais é do que a ampliação da prestação de serviços de forma a garantir ao consumidor uma experiência positiva. A tendência é tão marcante que o relatório Negócios Promissores em 2019, divulgado ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), aponta a prestação de serviços como aposta de negócio para este ano. Outro fator que interfere positivamente no segmento é a perspectiva de recuperação da economia brasileira.

“Estamos falando de uso e posses. Hoje, as pessoas querem mais usar do que adquirir. E estão focadas em uma experiência positiva. É uma lógica cultural diferente. Essa tendência de mercado vai impregnar todos os setores”, diz o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Ênio Pinto.

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Com isso, a orientação do Sebrae é que as pessoas que queiram empreender em 2019 voltem suas atenções para o setor de serviços. “Ao invés de vender uma furadeira, o ideal é que a pessoa crie um serviço de aluguel de furadeiras”, exemplifica Ênio Pinto.

Segundo ele, essa mudança é impulsionada por uma demanda da chamada geração millennials, que valoriza mais o uso do que o produto. O exemplo mais clássico é o Uber: normalmente, uma pessoa da geração millennial não se interessa pelo carro, mas quer a mobilidade.

Ele indica ainda que esse movimento vem acompanhado da necessidade de uma experiência positiva. Dessa forma, o dono de um restaurante não deve só caprichar no prato, mas deve também cuidar do ambiente, pensar em detalhes, agregando valor ao serviço.

Opção viável – A essa característica comportamental estão aliados fatores econômicos e financeiros que devem interferir no bom desempenho do setor de serviços em 2019. Segundo Ênio Pinto, no atual cenário de recuperação econômica lenta, esse segmento pode ser uma opção viável a empreendedores por demandar menor custo. Ele lembra que os empreendimentos industriais requerem investimentos em máquinas e equipamentos. O comércio exige, muitas vezes, o aluguel de um imóvel. Já a implantação de um modelo de negócios com prestação de serviço demanda um investimento menor, o que não inviabiliza o projeto.

Se, no momento atual, a economia ainda caminha a passos lentos, a expectativa é que a atividade se recupere ao longo do ano. Com a perspectiva positiva, há projeção de melhoria da renda, possibilitando o incremento da contratação de serviços. A expectativa positiva está amparada na inflação controlada, queda de desemprego e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Tudo isso traz otimismo”, resume o especialista.

De acordo com o relatório do Sebrae, alguns modelos de micro e pequenas empresas (MPEs) que podem ter bom desempenho são aquelas voltadas à prestação de serviços pessoais, como cuidador de idosos, instalação e manutenção elétrica, entregas, transporte de passageiro, marketing direto e produção de conteúdo para internet, além dos negócios que atendem às necessidades básicas da população: alimentação, vestuário, calçados e construção.

O relatório também aponta que a safra agrícola esperada para 2019, próxima ao recorde histórico de 238 milhões de toneladas de grãos, tende a beneficiar as MPEs que ofertam serviços voltados para esse setor.

Mercado externo – De acordo com o Sebrae, no caso das exportações, os mercados com maior potencial de expansão de negócios para as MPEs continuam sendo os Estados Unidos e países asiáticos, como China, Índia, Indonésia e Tailândia. As empresas que já exportam madeira serrada, mármores e granitos, pedras preciosas e semipreciosas, móveis, vestuário e calçados serão as mais beneficiadas. Por outro lado, a Argentina deve apresentar retração da demanda devido ao cenário de recessão que vive.

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