Para 2019, segmento supermercadista de Minas continua estimando avanço de 4% nas vendas - CRÉDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Apesar de as vendas dos supermercados mineiros terem crescido em março tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação com o ano passado, no acumulado do primeiro trimestre houve desaceleração nos níveis de comercialização do setor no Estado. Os resultados são atribuídos ao número de dias úteis de cada período e não interferem na expectativa para 2019, mantida em avanço de 4% sobre 2018.

Os números constam do Termômetro de Vendas, pesquisa mensal da Associação Mineira dos Supermercados (Amis). A pesquisa é feita com empresas de todos os portes, em todo o Estado, e os dados estão deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE e, de acordo com o superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala, não chegam a preocupar.

Conforme ele, as vendas dos supermercados registraram avanço de 1,27% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já na comparação com fevereiro, houve crescimento de 11,1%.

“Estes números foram influenciados pelo maior número de dias úteis, já que, neste ano, o Carnaval aconteceu em março”, afirmou.

Já no acumulado dos três primeiros meses deste ano, as vendas do setor apresentaram alta de 1,74% sobre o primeiro trimestre do ano passado, com desaceleração nessa base. Nesse caso, segundo Claret, a influência existiu em função da Páscoa.

“Nos primeiros três meses de 2018, tivemos o incremento das vendas da Páscoa, movimento que esperamos recuperar com os números do acumulado de abril neste exercício”, explicou.

Com isso, a expectativa para este exercício está mantida em alta de 4% sobre o ano anterior. O otimismo, conforme o superintendente da entidade, deve-se aos desempenhos de cada mês.

Regiões – Em relação às regiões do Estado, todos os resultados foram positivos na comparação entre março e fevereiro de 2019. De acordo com o Termômetro de Vendas, na região Central houve avanço de 11,47%; no Centro-Oeste, de 10,84%; no Norte, de 9,63%; no Rio Doce, de 10,12%; no Sul, de 10,75%; no Triângulo, de 11,24%; e na Zona da Mata, de 11%.

“Em termos de regiões, o melhor desempenho ocorreu na Central, talvez pelo fato de o Carnaval nesta região ser mais forte e, com isso, ter havido incremento das vendas. A Zona da Mata apareceu logo em seguida, confirmando uma tendência padrão”, comentou.