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Economia

Sondagem da Fiemg aponta uma queda na produção

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Índice de utilização da capacidade instalada efetiva da indústria em comparação à usual marcou 43,3 pontos em agosto - Crédito: Divulgação

A Sondagem Industrial de agosto, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), mostra que o setor ainda encontra dificuldades para se recuperar.

O indicador de evolução da produção apresentou um recuo de 4,2 pontos entre julho e agosto, indo de 54,9 pontos para 50,7 pontos. No entanto, ainda houve crescimento da produção, apesar de ter sido menos intenso, já que os números ficaram acima da linha dos 50 pontos.

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A analista econômica da entidade, Daniela Muniz, destaca que esse avanço menor da produção em agosto foi motivado, principalmente, pelo fato de o mês passado ter tido menos dias úteis do que julho, embora outros fatores também possam ter influenciado os números.

O índice de evolução no número de empregados, por sua vez, marcou 48,4 pontos em agosto, o que representa queda de 0,3 ponto em relação a julho, que registrou 48,7 pontos. O índice reduziu 1,5 ponto em comparação a agosto do ano passado. Os números indicam, ainda, que houve recuo do emprego pela quinta vez consecutiva.

Já o índice de utilização da capacidade instalada efetiva em comparação à usual marcou 43,3 pontos em agosto, mostrando um leve avanço de 0,2 ponto em relação a julho, que registrou 43,1 pontos.

Mesmo com a pequena alta, o indicador permanece abaixo da linha dos 50 pontos, o que revela que a indústria operou com capacidade menor do que a habitual para o período.

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“O fato de as indústrias operarem com ociosidade é um fator que está muito em evidência. O que a gente vê é um nível de desemprego elevado, o que faz com que o consumo seja mais baixo, afetando a operação das empresas. A economia ainda está desaquecida”, evidencia Daniela Muniz.

Os estoques apresentaram estabilidade em julho e caíram em agosto, registrando índice de 49,8 pontos. Apesar da redução, porém, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado revelou o acúmulo malquisto de estoques pela 33ª vez consecutiva. “As indústrias estão vendendo menos do que o esperado”, frisa a analista econômica.

Expectativas – Os dados divulgados pela Fiemg revelam ainda que o indicador de expectativa de demanda nos próximos seis meses sofreu uma redução de 1,7 ponto entre os meses de agosto e setembro, passando de 59,3 pontos para 57,6 pontos.

Apesar do recuo, porém, os números ainda permanecem acima da linha dos 50 pontos, o que mostra que os empresários já observam com antecedência a expansão da demanda dos produtos comercializados por eles.

Além disso, esse indicador mostrou avanço de 2,1 pontos em relação a setembro do ano passado, tendo sido o mais alto para o mês em um período de nove anos.

O índice de expectativa de compras de matérias-primas também apresentou recuo na passagem de agosto para setembro, passando de 57,3 pontos para 54,9 pontos, uma redução de 2,4 pontos. Ainda assim, os empresários esperam um aumento das compras de matérias-primas. Em comparação a setembro de 2018, o indicador apresentou avanço de 0,3 ponto e foi o mais elevado para o mês em nove anos.

Já o índice de expectativa do número de empregados nos próximos seis meses apresentou recuo de 1,1 ponto em setembro na comparação com agosto, indo de 51,3 pontos para 50,2 pontos. Trata-se do quinto decréscimo consecutivo. Em relação a setembro do ano passado, o indicador apresentou alta de 0,6 ponto e foi o mais alto para o mês em um período de sete anos.

O índice de intenção de investimento, por sua vez, apresentou relativa estabilidade entre agosto e setembro, marcando 56,5 pontos, após avanço de 5,6 pontos no mês anterior. Em comparação a setembro do ano passado, o indicador apresentou crescimento de 4,1 pontos, sendo o maior para o mês desde o começo da série histórica, no ano de 2014.

Apesar de certa redução no otimismo, os empresários permanecem com boas expectativas, ressalta Daniela Muniz. Isso se deve, de acordo com ela, ao encaminhamento favorável da reforma da Previdência, à inflação controlada e a “medidas pontuais de estímulo ao consumo, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)”, destaca.

“Por outro lado, a redução do otimismo se deve a fatores como a taxa de desemprego muito elevada, o que reduz a capacidade de compra das pessoas”, diz.

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