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Supermercados e padarias serão fechados aos domingos em BH

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Apesar de ser atividade essencial, os supermercados não poderão abrir suas portas aos domingos na Capital | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Supermercados, padarias, mercados e indústrias não poderão mais funcionar aos domingos na capital mineira. A decisão da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que valerá a partir do próximo domingo (28), tem o objetivo de conter a proliferação da Covid-19. O decreto deve ser publicado hoje no Diário Oficial do Município.

Somente poderão funcionar aos domingos farmácias e postos de combustíveis. Empresários dos setores envolvidos apoiam a decisão, mas com ressalvas. Eles argumentam que o fechamento de estabelecimentos essenciais pode ter efeito contrário ao planejado pela medida, gerando ainda mais aglomeração.

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“Fomos surpreendidos com o anúncio, mas entendemos perfeitamente o posicionamento da prefeitura diante do avanço da doença. No entanto, é importante frisar que as padarias são comercializadoras de itens essenciais. As pessoas não vão ficar sem o pão, e podem se aglomerar em drogarias ou lojas de conveniência para comprar itens que seriam comprados na padaria. Como esses estabelecimentos não costumam ser tão grandes, o efeito pode não ser o desejado, gerando aglomerações”, observou o presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), Vinícius Dantas.

Essa também é a preocupação da Associação Mineira de Supermercados (Amis). Em nota, a entidade informou que está pronta a colaborar com as autoridades neste momento difícil. Mas alertou que “toda e qualquer medida no sentido de reduzir o número de dias e horários de funcionamento preocupa o setor, porque significa menos alternativas ao cliente, e pode trazer aglomeração, exatamente o que é preciso combater neste momento”. A entidade sugere à prefeitura a adoção de outras medidas, como, por exemplo, maior eficiência pra reduzir aglomeração no transporte público.

Esse também é o ponto de vista do presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado do Cruzeiro, Wayne Stochiero. “Entendemos que a intenção da prefeitura é reduzir as contaminações. O momento é muito preocupante, com o sistema de saúde colapsado. Mas essa medida pode favorecer maior concentração de clientes aos sábados, causando aglomerações ainda maiores, caso os comércios funcionassem aos domingos”.

Segundo Stochiero, há funcionários por todo o mercado do Cruzeiro incumbidos de dispersar aglomerações. “Mas nem todo mundo entende a gravidade da situação”, pontuou.

Já na opinião do diretor-financeiro do Mercado Central, José Agostinho Oliveira Quadros, a decisão da prefeitura é pertinente. “Nós, comerciantes, já estamos sendo impactados há um ano. Se esse vírus não for contido, não vamos ter clientes no futuro. Quanto mais a pandemia avança, mais a economia sofre. Então, o momento é de cautela e de cuidado. E nós entendemos isso. Não deve ter sido fácil para o prefeito tomar essa decisão”.

Indústrias da cidade terão que parar

De acordo com o comunicado da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) divulgado ontem, as indústrias também não poderão funcionar aos domingos. Mesmo o setor sendo considerado como atividade essencial e tendo o funcionamento previsto na vigência da onda roxa em Minas Gerais, na capital mineira, o que valerá é a decisão do município.

“Não há impedimento para que os municípios adotem medidas mais restritivas que as da onda roxa. Portanto, após publicação do decreto municipal, as indústrias só poderão funcionar de segunda a sábado, em Belo Horizonte”, informou a prefeitura em nota à reportagem.

O fechamento em um único dia da semana vai impactar alguns segmentos da indústria mineira. “Há equipamentos que funcionam 24 horas direto, sem desligamento. O simples fato de desligar e religar alguns equipamentos já geram inúmeros prejuízos”, explicou o presidente da fabricante de eletrodomésticos Suggar, com sede no bairro Olhos D’água, Leandro Costa.

Costa completou que a indústria foi considerada essencial na onda roxa exatamente por ser um local com baixo índice de casos. “A indústria vem fazendo a sua parte para barrar o contágio. Na Suggar, a gente já trabalha aos domingos com pessoal reduzido. Além disso, adotamos medidas rígidas de combate à Covid como, por exemplo, o aumento do número de ônibus no transporte de nossos colaboradores, além dos protocolos rígidos de higienização. Entendemos que a situação é gravíssima e continuaremos fazendo nossa parte”, ressaltou.

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