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Taxa de desocupação em Minas supera 13%

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No 3º trimestre deste ano, a força de trabalho no Estado era composta por cerca de 10,4 milhões de pessoas | Foto: Pedro Ventura/Agência Brasil

Daniel Vilela

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz boas e más notícias sobre o mercado de trabalho mineiro. Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação no terceiro trimestre de 2020 ficou em 13,3%, enquanto a nacional foi de 14,6%. Porém, se comparada com a taxa do terceiro trimestre de 2019 (9,9%), Minas registrou um acréscimo de 3,4 pontos percentuais.

Na maioria dos indicadores analisados, como a taxa de desocupação, força de trabalho e nível de ocupação, não houve variação percentual significativa entre os resultados do segundo trimestre e do terceiro trimestre de 2020.

No terceiro trimestre deste ano, a força de trabalho no Estado era composta por aproximadamente 10,4 milhões de pessoas, 910 mil a menos do que o registrado no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 8%. Do total de pessoas que compunham a força de trabalho em Minas Gerais no terceiro trimestre, 9 milhões estavam ocupadas e 1,4 milhão desocupadas.

Em comparação com o terceiro trimestre de 2019, foi registrada uma queda de 11,5% no total de pessoas ocupadas no Estado, menos 1,2 milhão de trabalhadores. Já o total de desocupados subiu 23,9% (269 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior. Este percentual é maior do que o registrado no País, que foi de 12,6% de acréscimo no número de desocupados.

Segundo o professor de economia do Ibmec Glauber Silveira, em um momento de turbulência, o número mais importante não é a taxa de desemprego e sim a taxa de ocupação. “Quando olhamos para a ocupação, vemos uma queda. O número de ocupados vai refletir com mais precisão a situação atual do mercado de trabalho do que o número de desempregados. Isso porque muitas pessoas que perderam seu trabalho não estão procurando emprego, e, portanto, não fazem parte das estatísticas”, explica o economista.

Em Minas Gerais, o nível de ocupação no terceiro trimestre foi estimado em 50,8%, queda de 7,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019. Nesse quesito, Minas está à frente da média nacional, que foi de 47,1% de ocupados no mercado de trabalho.

Subutilização da força de trabalho No terceiro trimestre deste ano, havia 3,3 milhões de pessoas subutilizadas no mercado. Neste contingente estão incluídas a população desocupada, as pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e também as pessoas que possuíam potencial para se transformarem em força de trabalho. Entre o terceiro trimestre de 2019 e o mesmo período deste ano, foram contabilizadas 587 mil pessoas subutilizadas a mais.

Informalidade atinge 37,8% no Estado

Outro índice que ficou abaixo da média nacional em Minas Gerais foi a taxa de informalidade. Enquanto no terceiro trimestre a taxa de informalidade da população ocupada ficou em 38,4% no País, no Estado o percentual identificado foi de 37,8%.

O contingente de empregados do setor privado com carteira assinada sofreu uma queda de 11% em relação ao terceiro trimestre de 2019, mesmo percentual de recuo identificado no número de pessoas que trabalhavam por conta própria.

Para o professor do Ibmec Glauber Silveira, a informalidade é um grande problema no mercado de trabalho brasileiro. “Temos um percentual muito elevado de pessoas trabalhando sem carteira assinada, e quando somamos outros grupos, como o das pessoas que trabalham por conta própria, os números são até maiores do que o de trabalhadores com carteira assinada”.

“Mudar isso requer políticas públicas voltadas para o mercado de trabalho. Precisamos que a economia esteja em um momento de expansão para que os empregos com carteira também se expandam. A informalidade tende a permanecer alta pelos próximos períodos, isso porque a economia está crescendo pouco e também por causa da incerteza gerada pela pandemia”, complementa o economista.

Construção empregou mais – A Pnad também analisou o número de pessoas ocupadas por grupamentos de atividade econômica em relação ao segundo trimestre deste ano. No setor de construção, houve um aumento de 14,4% no total de ocupados, o que representa 88 mil pessoas a mais.

Em relação ao terceiro trimestre de 2019, a construção registrou perda de 110 mil trabalhadores. Outros grupamentos também tiveram perdas, como comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (menos 288 mil pessoas), indústria geral (menos 244 mil), alojamento e alimentação (menos 193 mil), serviços domésticos (menos 149 mil), outros serviços (menos 93 mil) e transporte, armazenagem e correio (menos 83 mil).

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