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Transações em consumo sobem no País

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Empresários que hoje lideram setor varejista têm feito pesados investimentos em transformação digital | Crédito: Pixabay

Um estudo realizado pela KPMG, que analisou a tendência em fusões e aquisições realizadas pelo setor de consumo e varejo no Brasil durante o ano passado, apontou que nesse período foram realizadas 104 transações, 30% maior em relação ao ano anterior. Além disso, foram movimentados US$ 3 bilhões, o que representa uma queda de cerca de 40% em relação ao ano anterior.

O levantamento mostrou ainda que essas operações sofreram uma desaceleração devido à pandemia da Covid-19, de abril a agosto do ano passado, quando atingiram os níveis mais baixos, mas que foram retomadas a partir de setembro pela influência da consolidação da indústria.

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Além disso, a pesquisa indicou que o mercado de capitais registrou um aumento em IPOs (sigla em inglês para oferta pública inicial), com varejistas aproveitando a janela de mercado para fazer uma forte capitalização, reforçando posições de liquidez e se preparando para financiar o seu crescimento. A maioria dessas operações (13) foi realizada pelas empresas somente no segundo trimestre.

“O ano passado registrou várias tendências no setor de varejo, como a aceleração da migração da compra tradicional para o formato on-line, que registrou aumento considerável, com os varejistas observando um crescimento equivalente aos últimos cinco anos em apenas três meses. Hoje, os empresários que estão liderando o setor estão bem posicionados com diversificação de canais e produtos, seguindo com pesados investimentos em transformação digital e com uma estrutura de capital bastante robusta, que permite fôlego para aguentar bem a cauda longa da pandemia com uma posição de liquidez forte”, analisa o sócio-líder de consultoria em negócios para o setor de consumo e varejo da KPMG no Brasil, Alan Riddell.

Perspectiva 2021 – O estudo trouxe ainda tendências de fusões e aquisições para este ano. O levantamento indicou que os fundos de private equity continuarão realizando desinvestimentos por meio dos mercados de capitais, trazendo exemplos como as operações realizadas pela Warburg Pincus, que liquidou dois ativos, e Participações e a Advent que vendeu a lojas Quero-Quero.

“Pela rápida resposta e recuperação do mercado após o anúncio recente da vacina da Covid-19, é esperado um volume estável de transações no setor este ano após a desaceleração liderada pela pandemia. Diante desse novo cenário, os varejistas devem buscar implementar um modelo de negócio mais leve em termos de ativos e mais focado em eficácia e digitalização para melhorar a liquidez e ampliar o comércio digital e a logística”, finaliza.

Ibovespa abre maio em alta

São Paulo – O principal índice da Bovespa fechou ontem em leve alta, com investidores de carteiras comprando ações de bancos e de empresas mais capazes de serem beneficiadas pela reabertura da economia e realizando lucros com papéis ligados a commodities, no início de um mês tradicionalmente volátil nos mercados.

Fortalecido pelo avanço do setor financeiro, que tem grande peso em sua composição, o Ibovespa cresceu 0,27%, aos 119.209,48 pontos. O giro financeiro da sessão totalizou R$ 31,3 bilhões.

Atentos ao Sell in May and go away (venda em maio e vá embora) típico no Hemisfério Norte, quando investidores de lá vendem ações antes do verão, gestores no Brasil avaliam que há espaço para sequência da avanço de algumas ações domésticas, mesmo após alta acumulada de 8% do Ibovespa entre março e abril.

Em Nova York, os principais índices fecharam sem direção única, com S&P 500 e Dow Jones em alta e Nasdaq no vermelho.

Setor financeiro Aqui, o setor financeiro foi uma destacada escolha de compras na sessão. Além dos resultados acima das expectativas do Santander Brasil na semana passada, agentes do mercado intensificaram a previsão de que o Banco Central indicará nesta semana compromisso com o ciclo de aperto monetário para segurar a inflação, quando deve anunciar uma nova alta de 0,75 ponto da Selic, para 3,5% ao ano.

“Esse é um cenário que tende a beneficiar os bancos”, disse em nota Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.

Em outra frente, ações de operadoras de shopping centers foram destaques positivos, após sinais de atividade intensa do comércio paulista neste final de semana com flexibilização adicional de medidas de isolamento para conter a pandemia.

“Boas notícias sobre avanço da vacinação estão incentivando as ações de empresas mais ligadas à retomada da economia a partir do segundo semestre”, afirmou Sérgio Zanini, sócio e gestor da Galapagos Capital.

As perdedoras do dia foram ações de empresas de commodities, incluindo as gigantes Petrobras e Vale, além das siderúrgicas e de outras grandes exportadoras, como JBS e Suzano, na cola da queda do dólar frente ao real. (Reuters)

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