COTAÇÃO DE 29/11/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6090

VENDA: R$5,6100

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6470

VENDA: R$5,7730

EURO

COMPRA: R$6,3216

VENDA: R$6,3229

OURO NY

U$1.783,43

OURO BM&F (g)

R$322,48 (g)

BOVESPA

+0,58

POUPANÇA

0,4412%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Uberlândia é o melhor município mineiro em saneamento básico

COMPARTILHE

A estação de Capim Branco, em Uberlândia, recebe um aporte de R$ 300 milhões | Crédito: Divulgação

A edição 2021 do Ranking do Saneamento Básico, divulgada pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, aponta Uberlândia e Uberaba, ambas na região do Triângulo, como as duas cidades mineiras mais bem posicionadas, em terceiro e 11º lugar respectivamente.

O estudo aborda os indicadores de água e esgotos nas 100 maiores cidades do País com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – ano-base 2019, divulgado pelo Ministério das Cidades. Também aparecem no ranking: Montes Claros, no Norte de Minas (23º lugar); Belo Horizonte (37º); Contagem (53º), Betim (64º) e Ribeirão das Neves (68º), as três na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); e Juiz de Fora, na Zona da Mata (71º).

PUBLICIDADE

Uberlândia subiu duas posições, voltando ao terceiro lugar da lista e continuando em primeiro em Minas Gerais. O levantamento mostra que a cidade também é a primeira da lista nos municípios com mais de 500 mil habitantes e com um serviço 100% público. Outro destaque se refere à tarifa cobrada pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), terceira menor de todo o ranking e primeira entre as cidades melhores colocadas, na média de R$1,89 por metro cúbico.

De acordo com o diretor-geral do Dmae, Adicionaldo Cardoso dos Reis, o bom resultado é fruto de um trabalho contínuo e bem planejado, que tem total apoio da prefeitura e envolve todos os funcioários do departamento.

“Realizamos esse trabalho voltado para a população há muitos anos. Isso exige planejamento e continuidade. Estamos terminando o investimento de R$ 300 milhões em Capim Branco. E já temos o projeto de ampliar a nossa primeira estação de tratamento e estamos contratando mais uma às margens do Rio Uberabinha. Sempre buscamos novos investimentos que devem ser feitos de maneira coordenada. Não adianta só tratar a água se não cuidarmos do esgoto”, explica Reis.

A estação de Capim Branco, já está com as obras concluídas e em fase de pré-operação, é composta por 20 quilômetros de adutoras e reservatório com capacidade de 10 milhões de litros. O sistema, que já têm capacidade de produção de 2 mil litros por segundo, pode garantir água tratada para até 1,5 milhão de habitantes.

Desempenho nacional do saneamento básico

O novo Ranking do Saneamento Básico confirma que o País não oferece serviços de água tratada para quase 35 milhões de habitantes, sendo 5,5 milhões nas 100 maiores cidades. São, aproximadamente, 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta de esgotos, sendo 21,7 milhões nesses maiores municípios. Além disso, o Brasil ainda não trata quase metade dos esgotos que gera (49%).

Segundo o pesquisador do Instituto Trata Brasil, Pedro Scazufca, o País ainda está longe de cumprir a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento Básico, que prevê a universalização dos serviços até 2033.

“O Brasil vem evoluindo muito lentamente e, para alcançar a meta, precisamos dobrar o volume de investimentos imediatamente. O estudo faz esse ranking com as 100 maiores cidades olhando os indicadores de atendimento e o esforço para universalizar o serviço e torná-lo mais eficiente. Percebemos que existe uma grande disparidade entre os 20 primeiros colocados e os 20 últimos. Os primeiros já universalizaram os serviços ou estão muito próximos a isso. Já os que estão no fim da lista estão infinitamente atrasados”, pontua Scazufca.

Comparando, por exemplo, os resultados entre Uberlândia e a cidade classificada na 80ª posição – São Luís, capital do Maranhão -, é possível perceber a discrepância. A cidade mineira, com 691 mil habitantes, teve indicador de atendimento total de água de 100% e indicador de atendimento total de esgoto de 99,93%. 

Ao mesmo tempo, a capital nordestina, com 1,1 milhão de habitantes, apresentou indicador de atendimento total de água de 83,25% e indicador de atendimento total de esgoto de 49,65%. No total de investimentos a diferença é também bastante significativa. Ao passo que Uberlândia investiu R$ 433,25 milhões nos últimos cinco anos, São Luís investiu R$ 284,77 milhões no mesmo período. 

A universalização dos serviços tem dois efeitos econômicos diretos: o primeiro é a diminuição de gastos com a saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cada real investido em saneamento pode economizar até nove em saúde. De outro lado está o aquecimento da economia local. A infraestrutura de saneamento, geralmente, exige grandes obras que demandam a contratação de empresas que utilizam mão de obra intensiva, fazendo com que uma grande cadeia produtiva seja movimentada.

A perspectiva de que a crise econômica deflagrada pela pandemia possa impedir grandes investimentos nos próximos anos pode levar o Brasil a uma piora significativa nos resultados.

“Projetos de saneamento são de longo prazo. 2033 não está distante e quem não começou já está muito atrasado. Devemos entender que esse tipo de investimento reduz os gastos com saúde, melhora a qualidade de vida da população, melhora as condições do meio ambiente com limpeza dos rios e mares, por exemplo. E, por outro lado, obras de saneamento têm a capacidade de girar a economia local, com fortes impactos diretos e indiretos”, afirma o pesquisador do Instituto Trata Brasil.

Em Uberlândia a promessa é que os investimentos serão mantidos mesmo com o agravamento da pandemia nos últimos meses. “São obras que demandam planejamento e investimentos de longo prazo. Apesar do aumento da inadimplência em consequência da crise da Covid-19, vamos buscar outras formas de financiamento. Os recursos que já estavam garantidos serão utilizados nas obras contratadas”, completa o diretor-geral do Dmae.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!