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A produção de aço deve cair 8,2% neste ano no País - Crédito: Divulgação

O mercado do aço passa por um impasse. Ao mesmo tempo em que a valorização do dólar em comparação ao real e a alta do preço do minério de ferro no mercado mundial sugerem uma elevação do preço do produto no Brasil, os indicadores do segmento ainda não mostram números animadores.

As siderúrgicas, que haviam projetado reajuste de valores em maio, conforme noticiado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, ainda não o fizeram.

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Conforme destaca o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, o mercado continua bastante fraco e não apresentou a reação esperada.
Os números da entidade revelam que as vendas de aços planos em agosto tiveram queda de 2,8% em relação a julho, atingindo 280 mil toneladas contra 288 mil.

Já a queda em comparação ao mesmo mês do ano passado foi ainda maior, de 6,4%, já que as vendas tinham alcançado 299,2 mil toneladas no período.

“A demanda está fraca, será que basta aumentar o preço se o consumidor está comprando pouco?”, pergunta Pedro Galdi, analista de investimento da Mirai Asset.

De acordo com o profissional, embora exista um aumento nos custos de produção, esse não é o momento de repassar os valores.

“O que chama a atenção é que, talvez, a economia não comporte esses reajustes, pois ela ainda não despertou”, diz.

Apesar disso, o analista de investimentos acredita que as siderúrgicas vão testar um aumento de 10% em breve.

“Só não tenho segurança se os clientes vão aceitar”, avalia.

Carlos Loureiro, por sua vez, ressalta que o aumento não está acontecendo também por causa da disputa de mercado entre as usinas, uma vez que se está tratando de bens inelásticos, sendo difícil encontrar algo que substitua o aço.

Perspectivas – Apesar de o cenário atual ainda não estar apresentando bons números, as expectativas são de que haja melhoras a partir do ano que vem, frisa Carlos Loureiro, mais precisamente por volta do segundo trimestre de 2020.

A indústria da construção civil é um dos setores que devem contribuir para a movimentação positiva do segmento, segundo o presidente do Inda. “Estamos esperançosos”, ressalta ele.

O economista da Tendência Consultoria Integrada, Felipe Beraldi, lembra que mesmo havendo melhora da atividade interna, porém, existem perspectivas pessimistas para a economia global. A queda do preço do aço no mercado externo faz com que as siderúrgicas encontrem um ambiente menos favorável para reajustes no mercado interno.

Segundo o profissional, porém, a aceleração mesmo que discreta da atividade econômica, o que consequentemente estimula a recuperação das vendas do aço, podem acabar compensando o não reajuste por parte das siderúrgicas.

Outros números – Em relação aos dados atuais, o Inda divulgou também que as compras de agosto apresentaram alta de 1,1% em relação a julho, alcançando 279,7 mil toneladas.

Em relação ao mesmo período do ano passado, no entanto, quando as compras foram de 300,1 mil toneladas, a queda foi de 6,8%.

O estoque do mês passado se manteve o mesmo em comparação a julho, em número absoluto, atingindo 762,5 mil toneladas. O giro foi a 2,7 meses em relação às vendas de agosto.

As importações, por sua vez, apresentaram queda de 7,6% em agosto numa comparação com o mês anterior, com um volume de 89,8 mil toneladas. Em relação à igual período de 2018, a queda das importações foi de 9,5%.

As expectativas do Inda para setembro são de que as compras e as vendas permaneçam no mesmo patamar de agosto.

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