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Vale da Eletrônica pode ser obrigado a parar produção

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Fábricas na região têm buscado seguir recomendações dos órgãos de saúde e medidas de prevenção | Crédito: Divulgação

Com a chegada do novo coronavírus (Covid-19) ao País, a situação no Vale da Eletrônica, localizado em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, agravou-se. Até então, a preocupação das indústrias locais dizia respeito ao abastecimento de peças e componentes vindos da China para montagem de equipamentos eletrônicos.

Agora, problemas de logística e restrições na produção também afetam o Arranjo Produtivo Local (APL), que não descarta paralisação completa nas próximas semanas.

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As informações são do presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto. Segundo ele, ainda não é possível calcular os prejuízos do setor, mas as perdas são certas.

“Assim como a influência na vida e na saúde das pessoas, o impacto econômico também será inevitável e, talvez, muito sério. Tudo vai depender de como a população vai se comportar, como tem alertado as autoridades. Se cumprirmos as recomendações de isolamento e restrição de contatos, os efeitos e as consequências poderão ser menores”, avaliou.

O presidente do Sindvel disse que as cerca de 150 empresas da cidade estão, neste momento, enfrentando três situações diferentes em função da pandemia do novo coronavírus.

Uma delas diz respeito ao abastecimento de matérias-primas vindas da China. Conforme o dirigente, o gigante asiático está gradativamente retomando o envio de equipamentos e a chegada das peças ao polo têm levado de uma a oito semanas, dependendo do componente eletrônico. No caso de itens utilizados por outras indústrias do mundo, o abastecimento está levando de uma a três semanas. Já no caso de peças específicas para o APL mineiro, as indústrias chinesas estão pedindo de seis a oito semanas para entregar.

Outra, é que, com o avanço da doença, as logísticas nacional e internacional também têm sido comprometidas. “Temos acompanhado o fechamento de fronteiras, portos, aeroportos e aduanas sendo comprometidas. Daqui para frente, a tendência é aumentar a limitação, o que vai impactar ainda mais a produção de toda a indústria brasileira e não apenas a de equipamentos eletroeletrônicos”, comentou.

Nova rotina – Por último, mas não menos importante, conforme Souza Pinto, as alterações no funcionamento e rotinas das fábricas da cidade. Segundo o presidente do Sindvel, todas estão unanimemente em estado de alerta, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde e adotando medidas internas de prevenção contra o Covid-19.

Isso inclui a higienização adequada das instalações, máquinas e equipamentos, a orientação dos funcionários, o cancelamento de trabalhos externos como viagens e visitas a fornecedores e clientes, a opção de home office para alguns colaboradores e até a antecipação de férias individuais e coletivas.

“Inclusive, acredito que, na próxima semana, poderemos ter medidas mais drásticas como a paralisação total dos trabalhos no APL. Os empresários estão cientes do problema e aderindo a todos os cuidados e recomendações. A depender de como a situação avançar, a possibilidade não está descartada, se for o melhor para conter a disseminação do vírus no País e retomarmos a normalidade o quanto antes”, disse.

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