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Vale retoma o Projeto Apolo com novo conceito de mineração

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No novo Projeto Apolo, a Vale prevê a produção de 14 milhões de toneladas por ano, sem uso de água no beneficiamento do minério | Crédito: Divulgação

Anunciado pela Vale em 2009, sob investimentos de R$ 4 bilhões, o projeto Apolo, que seria implantado entre as cidades de Caeté e Santa Bárbara, na região Central de Minas, não saiu do papel, basicamente, por questões ambientais relacionadas à Serra do Gandarela. Agora, 12 anos depois, a mineradora reinicia o processo de licenciamento ambiental do complexo, alegando profunda reformulação e novo conceito no projeto, que inclui mina, usina, ramal ferroviário de oito quilômetros para conexão à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e dispensa o uso de barragem de rejeitos.

O empreendimento prevê a produção de cerca de 14 milhões de toneladas de sinter feed por ano à umidade natural, ou seja, sem uso de água no beneficiamento do minério de ferro. A vida útil estimada é de 29 anos e a expectativa da empresa é que a licença prévia saia em 2024, para conclusão da implantação do empreendimento até 2027 e início da operação em 2028. Para isso, o novo Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) foi protocolado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em setembro deste ano.

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No pico da implantação deverão ser gerados cerca de 2.600 empregos temporários. Na fase de operação, serão cerca de 2.800 vagas de trabalho, sendo 740 empregos diretos (entre próprios e terceiros) e 2.100 indiretos e induzidos. Ainda durante a operação, estima-se a movimentação de cerca de R$ 138 milhões em massa salarial anualmente, além de uma adição de R$ 151 milhões em impostos (Cfem e TRFM) por ano.

Conforme a Vale, o projeto passou por diversas revisões para atender às mudanças na legislação e solicitações da sociedade civil e a nova proposta é resultado de pesquisas e evoluções nas práticas de engenharia para uma mineração mais segura e sustentável. “Além da eliminação do uso de barragens, a versão remodelada também traz reduções significativas na área do projeto, no consumo de água e na emissão de carbono”, garante a empresa.

De maneira detalhada, o novo Projeto Apolo ocupa uma área 32% menor do que a proposta inicial de 2009, passando de 2.000 hectares para 1.368 hectares. “A área do empreendimento também não interfere com os limites do Parque Nacional da Serra do Gandarela, criado em 2014 com uma área de 31.270 hectares, dos quais cerca de 15.000 hectares estão em processo de possível doação pela Vale para o ICMBio”, diz a empresa.

Além disso, o consumo de água reduziu em cerca de 95% devido ao processamento a seco do minério de ferro. Atualmente, a necessidade do insumo para o projeto está prevista em aproximadamente 100 m³/h, contra 1.900 m³/h estimados em 2009. E para aumentar as condições de segurança e reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera, serão utilizados caminhões autônomos na área de lavra para transporte do minério.

Projeto Apolo da Vale é discutido na ALMG

Em função do histórico do projeto e os possíveis impactos da retomada do mesmo, a Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou ontem (23) audiência para debater a implantação do complexo. A reunião foi pedida pelo vice-presidente da comissão, deputado Bernardo Mucida (PSDB), e o diretor de licenciamento ambiental da Vale, Rodrigo Dutra Amaral, representou a empresa.

Amaral frisou que a mineradora fez alterações no projeto inicial, que agora propõe um novo conceito de mineração para a região, sem barragem e sem o uso de água no beneficiamento do minério de ferro.

Já os deputados participantes consideraram que esses podem ser avanços positivos e citaram as vítimas dos rompimentos das barragens da Vale em Mariana (Central) e em Brumadinho (RMBH). Eles também manifestaram preocupação com a localização do empreendimento, que fica próximo ao Parque Nacional da Serra do Gandarela, e com impactos sobre as comunidades, a mobilidade e o tráfego na região.

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