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A Vale estima uma diminuição de US$ 70 milhões por ano nos custos de energia com a usina fotovoltaica | Crédito: REUTERS/Amit Dave

Daniel Vilela 

A Vale S.A. anunciou, ontem, projeto bilionário para a construção de uma usina solar em Jaíba (Norte de Minas). Segundo a companhia, o Projeto Solar Sol do Cerrado faz parte do processo de transição para mineração neutra em carbono. Quando estiver em operação, a usina de Jaíba aumentará em 13% a capacidade nacional de autoprodução de energia da empresa.

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Com investimento estimado em R$ 2,6 bilhões (US$ 500 milhões), a usina fotovoltaica do município de Jaíba será composta por 17 subparques, totalizando uma capacidade instalada de 766 megawatts pico (MWp). A usina contará também com uma subestação elevadora, além de linha de transmissão e bay de conexão em 230 kV. O projeto prevê a assinatura de contratos para a conexão ao Sistema Interligado Nacional brasileiro.

De acordo com o diretor-executivo de Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani Pires, o Sol do Cerrado trará economia para a empresa. “O investimento é alternativa estratégica que, além de auxiliar no alcance das metas de sustentabilidade e competitividade, irá proporcionar redução de cerca de US$ 70 milhões por ano nos custos de energia elétrica”, afirmou em comunicado ao mercado.

O início da operação da usina fotovoltaica de Jaíba está previsto para o quarto trimestre de 2022. A Vale informou que a estrutura deve produzir cerca de 193 megawatts médios (MWm) de energia para as operações da empresa por ano, o que corresponde a 13% da demanda estimada da companhia em 2025.

O projeto de construção da usina já foi aprovado pelo Conselho de Administração da Vale, mas ainda precisa da chancela da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Autossuficiência – O Projeto Sol do Cerrado fará parte do portfólio de geração de energia renovável da Vale, que conta também com participação nos projetos eólicos Gravier e Acauã, no Ceará e no Rio Grande do Norte, respectivamente, além da opção de compra de 60% ou 100% das ações do Projeto Folha Larga Sul, em Campo Formoso (BA).

“O Projeto (Sol do Cerrado) faz parte do total de US$ 2 bilhões em investimentos para redução das emissões de carbono pela Vale. Seu desenvolvimento é contribuição importante para a meta de 100% de autoprodução de energia a partir de fontes renováveis no Brasil, até 2025, e de consumo de 100% de eletricidade renovável globalmente até 2030”, afirmou a companhia no comunicado.

A demanda por eletricidade da Vale é estimada em aproximadamente 1.000 MWm em 2020. Atualmente, a companhia possui autoprodução correspondente a 68% da demanda. Para 2025, a demanda prevista é de 1.400 MWm.

Redução de emissões – A Vale também chamou atenção para a contribuição do projeto Sol do Cerrado para redução das emissões de carbono. Segundo a companhia, a usina de Jaíba deverá reduzir as emissões em até 136.407 toneladas de CO2 equivalentes /ano. Através do Acordo de Paris, a empresa se comprometeu a reduzir em 33% as emissões de carbono até 2030 e a neutralizar todas as emissões até 2050.

Investimentos devem somar US$ 4,2 bi

São Paulo – A Vale estimou investimentos de US$ 4,2 bilhões em 2020, estável ante previsão revisada anteriormente, enquanto projetou um capex de US$ 5,8 bilhões em 2021.

Na média dos próximos cinco anos, o investimento anual será de US$ 5,5 bilhões. Dentro deste valor, a companhia espera investir US$ 4,5 bilhões em atividades de manutenção e US$ 1 bilhão para crescimento.

A Vale também apontou desembolsos de caixa para descaracterização de barragens de US$ 400 milhões em 2021, US$ 500 milhões em 2022 e US$ 300 milhões nos próximos anos até 2025.

Devidos a ajustes nos projetos de descaracterização e obras para melhorias da segurança, a Vale espera registrar uma provisão adicional de aproximadamente US$ 670 milhões (valor nominal) para a execução do plano de descaracterização nas demonstrações financeiras do quarto trimestre, disse a companhia.

Com isso, o total dessas provisões somará, aproximadamente, US$ 2,7 bilhões (valor nominal) em 31 de dezembro de 2020, valor que está sujeito a revisão.

Essas provisões deverão fazer frente às descaracterizações de 29 estruturas e barragens a montante até 2029. Em 2019, foram feitas três descaracterizações, em 2020 outras duas, e mais três estão esperadas para 2021.

A dívida líquida expandida (considerando 100% da distribuição do fluxo de caixa) deverá fechar 2020 em US$ 10 bilhões, caindo para US$ 8,6 bilhões no próximo ano e US$ 7,4 bilhões em 2022.

Para 2021, a Vale estimou impacto negativo no fluxo de caixa de US$ 640 milhões da divisão de carvão, ante US$ 1,1 bilhão em 2020, enquanto vê outros US$ 350 milhões negativos com a unidade de níquel VNC, ante US$ 380 milhões neste ano.

Já a fundação Renova, criada para realizar reparações pelo desastre da Samarco, terá impacto negativo no fluxo de caixa de US$ 550 milhões em 2021, ante US$ 400 milhões em 2020.

O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, reiterou que a empresa segue buscando um acordo global junto ao Estado para reparações pelo desastre de Brumadinho, e que a empresa separou R$ 19 bilhões para isso. Contudo, ressaltou ele, isso não impedirá pagamentos de dividendos extraordinários referentes ao ano de 2021.

A empresa apresentou também metas para melhorar a segurança, prevendo redução em 50% da exposição de empregados a riscos até 2025, e citou que terá uma abordagem mais proativa na gestão de riscos, ao suspender nove operações e projetos preventivamente para melhorar a segurança. (Reuters)

Meta de produção para 2021 é conservadora

Spinelli destacou que a empresa pode ter uma ampliação de capacidade no próximo ano | Crédito: Copyright Matt Writtle

São Paulo – A meta de produção de minério de ferro da Vale em 2021 é “conservadora” e haveria espaço para um aumento maior na comparação com 2020, ano em que a empresa ficará abaixo de seus objetivos, disse ontem o diretor-executivo de Ferrosos da mineradora, Marcello Spinelli.

Conforme as metas revisadas para este e o próximo ano reveladas mais cedo, a produção de minério de ferro da Vale poderia aumentar em até 11,7% em 2021 ante 2020.

A companhia estima sua produção na faixa de 315-335 milhões de toneladas no ano que vem, ante 300-305 milhões de toneladas agora esperadas para 2020.

“O racional para isso, para o ponto menor do intervalo (de 2021), consideramos a nossa capacidade hoje, com alguns possíveis riscos operacionais, de chuvas ou manutenções, considerando nenhuma evolução no plano de recuperação. É um número bem mais conservador”, explicou Spinelli, durante o Vale Day.

“O ponto maior do intervalo, consideramos que vamos receber algumas autorizações e os novos ativos vão entrar em operação dentro do programado. Mas também consideramos algumas contingências, algumas frustrações. Então podemos ter alguns aumentos, mas preferimos ser mais conservadores, colocando 335 milhões como produção máxima para 2021”, acrescentou ele.

Os volumes projetados para o próximo ano pela companhia – que já foi a maior produtora global de minério de ferro, posto perdido para a anglo-australiana Rio Tinto– ficam abaixo até mesmo do que a empresa havia estimado originalmente em 2019 para 2020.

Já a produção de 2020 deve ficar abaixo da meta projetada mais cedo no ano, de 310 milhões a 330 milhões de toneladas, enquanto a companhia ainda lida para retomar capacidade em meio a efeitos do desastre de Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), em janeiro de 2019, em um ano em que sofreu efeitos da pandemia e também de chuvas que reduziram a flexibilidade das operações.

No Vale Day do ano passado, antes de uma revisão nas metas, a companhia havia projetado entre 340 milhões de 355 milhões de toneladas para 2020 e 375-395 milhões para 2021.

Anteriormente, Spinelli havia dito que a companhia estava produzindo em um bom ritmo no quarto trimestre, “na casa de 1 milhão de toneladas ao dia”, mas também tinha citado riscos de atrasos, como o caso do projeto Serra Leste.

A companhia anunciou apenas ao final de novembro a obtenção da licença para retomada e expansão de Serra Leste.

Analistas do Bradesco BBI afirmaram que o guidance de produção inferior foi um pouco decepcionante, mas que não justificava nenhuma mudança estrutural na visão para a companhia. O banco tem recomendação outperform para os papéis da Vale, com preço-alvo de US$ 18 para os ADRs.

No longo prazo, a empresa espera ter capacidade de 450 milhões de toneladas, para ter maior flexibilidade de operação.

Outros minerais – Já a produção de cobre foi estimada em 390 mil toneladas em 2021 e em 455 mil toneladas na média de 2022 a 2024, enquanto a divisão de níquel terá 200 mil toneladas em média entre 2021 e 2023.

Segundo apresentação, a empresa alcançará capacidade de 500 mil toneladas de cobre com projetos que já estão no plano, incluindo Salobo III, Alemão e Cristialino, com a região de Carajás sendo a plataforma para a companhia crescer nesse metal.

Além disso, a companhia espera aumentar a produção de níquel a partir das unidades do Atlântico Norte, confiante de que o negócio apresentará forte geração de caixa, diante do potencial do metal para ser utilizado em produção de baterias.

A Vale também apresentou pela primeira vez meta dentro do escopo 3 de redução de 15% as emissões líquidas relativas à sua cadeia de fornecedores e clientes, até 2035.

O percentual de redução considera como base o ano de 2018, quando foram contabilizadas 586 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MTCO2eq) oriundas da sua cadeia de valor.

A meta, que já considera o aumento de capacidade de produção para 400 milhões de toneladas de minério de ferro a ser atingida ao final de 2022, será revista em 2025 e, depois, a cada cinco anos. Hoje, 98% das emissões de CO2 da Vale são provenientes de escopo. (Reuters)

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