Contratações no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste em Minas Gerais somaram R$ 1,7 bilhão no acumulado do ano até 19 de outubro, de acordo com o BNB | Crédito: Divulgação / BNB

Até o dia 19 de outubro deste ano, o Banco do Nordeste somou 210.091 operações em Minas Gerais, somando R$ 1,43 bilhão em contratações. Desse total, R$ 829,21 milhões têm como origem o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

No mesmo período, na esfera do Crediamigo, que é o maior programa de microcrédito urbano de toda a América do Sul, foram 162.981 operações e mais de R$ 449 milhões em contratações.

Quando se avalia os mesmos meses do ano passado, até o dia 18 de outubro, os números do BNB revelam ainda que foram realizadas 216.894 operações, configurando R$ 2,23 bilhões em contratações, sendo que R$ 1,7 bilhão de aplicações estão relacionadas ao FNE.

Já no que diz respeito ao Crediamigo, na mesma época, das operações globais foram 158.777 operações e R$ 367,91 milhões aplicados.

Os números deste ano representam uma queda de 3,1% nas operações quando comparado a 2019. Já no que diz respeito às contratações, a retração verificada no período chegou a 35,8%.

A redução nos números, de acordo com o superintendente do Banco do Nordeste para o Estado de Minas Gerais, Wesley Maciel, se dá basicamente em função da pandemia da Covid-19. Conforme explica, foi traçada uma estratégia de socorro às organizações, que envolveu prorrogação de prazos.

“Quando a pandemia foi estabelecida, o banco viu uma dificuldade iminente para as empresas. Precisávamos socorrê-las para que pudessem ter saúde financeira, garantir os empregos. Com isso, traçamos estratégias”, conta ele.

Dessa forma, uma das ações adotadas está ligada ao fato de que o BNB prorrogou as operações que venceriam em 2020, colocando o prazo de vencimento ainda para o ano que vem.

Além disso, as operações mais estruturadas ficaram mais para o segundo semestre deste ano. Maciel explica, inclusive, que diante desse cenário, não significa, portanto, que os números de 2020 serão menores do que os registrados em 2019.

“Não quer dizer que vamos aplicar menos em 2020, mas que houve remanejamentos para o segundo semestre. Quando fechar o ano de 2020, é bem provável que se tenha aplicação até superior do que foi em 2019. Projetos robustos de infraestrutura continuam existindo, vão ser contratados neste ano ainda”, salienta.

Setores – Os dados do BNB também revelam quais foram os setores mais beneficiados em Minas Gerais até o dia 19 de outubro deste ano.

A pecuária é a área que ocupa a primeira posição no ranking e corresponde a 42,8%. Depois vêm comércio (21%), agrícola (14,4%), industrial (12,7%), serviços (8%) e agroindústria (1,2%).