COTAÇÃO DE 16 A 18/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4540

VENDA: R$5,4540

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4700

VENDA: R$5,6130

EURO

COMPRA: R$6,3181

VENDA: R$6,3210

OURO NY

U$1.767,23

OURO BM&F (g)

R$309,68 (g)

BOVESPA

+1,29

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia Economia-destaque

Vendas da Black Friday frustram lojistas

COMPARTILHE

Crédito: Divulgação

Daniel Vilela

As pesquisas realizadas pelo Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas BH) e a Associação de Lojistas de Shopping Centers (Aloshopping), apontaram que a Black Friday deste ano foi ruim para a maioria dos lojistas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Entre os comerciantes entrevistados pela Aloshopping, 90% reportaram queda nas vendas em comparação com 2019. Para 19,4% as vendas caíram de 41% a 50%

PUBLICIDADE

“Foi a pior Black Friday que o comércio teve”, lamentou o presidente do Sindilojas BH, Nadim Donato. Segundo a pesquisa do sindicato, 64% das empresas que participaram das promoções, afirmaram que a campanha não ajudou na recuperação das perdas contabilizadas nos últimos meses.

Para o superintendente da Aloshopping, Alexandre Dolabella França, a Black Friday deste ano foi “realmente uma decepção”. “Os lojistas deram desconto, reduziram a margem de lucro, não puderam sequer negociar com os fornecedores”, ressaltou. De acordo com a pesquisa da entidade, 44,8% dos lojistas entrevistados praticaram descontos acima de 40%.

França reclamou também do resultado das vendas do domingo. “Foi o primeiro domingo que abriu, e foi muito ruim ainda”, afirmou. Para 68,3% dos lojistas entrevistados pela Aloshopping, as vendas na Black Friday no domingo foram ruins ou péssimas. “O domingo só é bom para as grandes redes, sempre foi péssimo para a maioria dos lojistas. Não adianta abrir domingo”, protestou o superintendente da associação.

Segundo o presidente do Sindilojas, não faltou esforço por parte dos lojistas para atrair os consumidores. “A queda de faturamento no comércio foi em média de 30%. As redes médias e pequenas tiveram queda de 45%. Não tivemos nem o mesmo movimento e tampouco o mesmo número de vendas neste ano”, pontuou Nadim.

O presidente do sindicato especulou sobre um possível fator que pode ter prejudicado as vendas nos três dias oficiais de Black Friday. “Muitos comerciantes anteciparam as promoções para não dar confusão. Talvez essa antecipação possa ter reduzido as vendas sexta, sábado e domingo. Mas só vamos ter certeza disso com o levantamento das vendas de novembro”, ponderou.

Natal – Ao mesmo tempo em que o superintendente da Aloshopping falou sobre a expectativa de um bom Natal em termos de vendas, também expressou sua preocupação com o aumento dos preços. “Os preços estão subindo com a falta de mercadoria e houve também uma queda na cadeia produtiva. A maioria dos produtos teve aumento de preço. Esperamos um Natal melhor, mas não será igual ao do ano passado”, afirmou Alexandre França.

Nadim afirmou que a Black Friday costuma ser um teste para as vendas de Natal. “A Sindilojas acredita que no Natal não vamos ter uma venda satisfatória. E o primeiro semestre de 2021 já começa a ficar preocupante. A Black Friday é um termômetro, ela mexe muito com preço, o consumidor gosta disso, mas o desemprego, a falta de circulação e o endividamento das famílias estão prejudicando. Agora temos uma expectativa menor para o Natal”, admitiu.

Considerada como um termômetro para as vendas do Natal, o desempenho da Black Friday decepcionou os comerciantes | Crédito: ADÃO DE SOUZA-PBH-DIVULGAÇÃO

Comércio eletrônico atinge resultado positivo

São Paulo – As vendas on-line foram, como esperado, o destaque no evento promocional Black Friday no Brasil neste ano, em meio a números ainda elevados de casos de Covid-19 no País, em movimento alinhado à performance em outros mercados no exterior.

A Via Varejo divulgou ontem que atingiu R$ 3 bilhões em vendas (GMV), superando os R$ 2,2 bilhões de período equivalente em 2019 e assim registrando novo recorde para a empresa.

A companhia destacou que segmentou o evento promocional entre 22 e 28 de novembro, a fim de evitar o risco de aglomerações nas lojas físicas diante da pandemia da Covid-19.

As vendas on-line da Via Varejo no período cresceram 99% ano a ano, com participação de 62,4% das vendas totais, acrescentou a companhia, citando dados preliminares e não auditados.

O Magazine Luiza, por sua vez, antecipou ofertas ao longo de novembro também para evitar aglomerações e disse que atingiu no mês alta de vendas no e-commerce “de triplo dígito médio – acima de 100% para fins de esclarecimento”.

Nas lojas físicas, a companhia afirmou que o crescimento no conceito mesmas lojas em novembro se manteve no mesmo patamar dos meses anteriores, sendo mais forte nas primeiras semanas e relativamente estável na véspera e no dia da Black Friday.

Porém, no último sábado, a Cielo reportou que o faturamento nominal das vendas no varejo mostrou retração de 14,5% na sexta-feira da Black Friday, em relação a período equivalente do ano anterior.

ICVA – Conforme o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que monitora 1,5 milhão de varejistas credenciados à empresa de meios de pagamentos, houve declínio de 25,5% no varejo físico, enquanto o comércio eletrônico apurou alta de 21,2%.

Levantamento realizado pela Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostrou que o faturamento apenas em 26 e 27 de novembro somou R$ 5,1 bilhões, alta de 31% ante o mesmo período do ano passado.

Já para a Nuvemshop, focada em pequenas e médias empresas que vendem on-line, a principal data para o comércio eletrônico movimentou R$ 20,4 milhões no Brasil entre 27 e 29 de novembro, 105% acima do registrado na Black Friday do ano passado.

Na visão da equipe do BTG Pactual, o desempenho da Black Friday deve trazer volatilidade aos nomes listados no curto prazo, uma vez que o setor tem apresentando um desempenho superior consistente durante este ano.

No exterior, as últimas estimativas da indústria apontavam que a “Cyber Monday” está na direção de um recorde de até US$ 12,7 bilhões em vendas on-line nos Estados Unidos, superando os números da Black Friday.

“Estamos vendo um forte crescimento à medida que os consumidores continuam mudando as compras do off-line para o on-line neste ano”, disse o diretor da Adobe Digital Insights, Taylor Schreiner. A Black Friday gerou cerca de US$ 9 bilhões em vendas online nos EUA, de acordo com a Adobe.

No Brasil, a Cyber Monday também mostra elevação nas vendas na comparação anual, segundo a Nuvemshop, que apurou cerca de R$ 4 milhões faturados apenas ontem até às 11h30 no País, 71% acima do registrado no mesmo período de 2019. O volume de pedidos mostrava alta de 91%, para próximo de 70 mil, mas o valor médio de cada compra tinha queda de 8%, para R$ 203,00. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!