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Vendas da Black Friday sobem 0,63% em BH

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Os consumidores optaram por lojas físicas neste ano | Crédito: ROVENA ROSA / AGÊNCIA BRASIL

Levantamento realizado pelo Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas), divulgado ontem, aponta um crescimento médio de 0,63% nas vendas da Black Friday deste ano em relação às de 2020 na capital mineira. Apesar do resultado positivo, vale destacar que a base de comparação é fraca, uma vez que a pandemia de Covid-19 afetou os números do exercício passado.

A pesquisa do Sindilojas mostra ainda que, para 55,43% dos entrevistados, a Black Friday 2021 superou as expectativas de vendas, comparada com as vendas do ano anterior, e para 44,57% dos lojistas, as vendas caíram em relação ao ano passado.

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Já outros varejistas foram mais otimistas: para 25% dos consultados as vendas registraram alta de 10% e para 27,17% dos entrevistados as vendas caíram 30%. “De modo geral, podemos dizer que os números foram positivos para o comércio na liquidação da Black Friday deste ano. É possível afirmar que a maioria dos empresários relataram que a liquidação foi um pouco melhor em vendas que a de 2020”, salientou o presidente do Sindilojas, Nadim Elias Donato.

Outro ponto de atenção da pesquisa é que nesta Black Friday os consumidores compraram mais nas lojas físicas em comparação ao ano de 2020, em função de estarem mais dispostos a visitar os centros de compras. “Com a retomada da normalidade das atividades, as pessoas sentem-se seguras de sair de casa”, complementa o presidente do Sindilojas.

O presidente da Associação dos Lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (AloShopping), Alexandre Dolabella, explica que a Black Friday deste ano foi marcada pelas lembrancinhas. Grande parte dos consumidores optou por comprar produtos essenciais, como alimentos, bebidas e utensílios para o lar. “Neste ano, os consumidores foram mais cautelosos nos gastos. De modo geral, as compras foram voltadas para produtos essenciais e produtos pessoais”.

Na pesquisa, 84,8% dos lojistas relataram que sacrificaram a margem de lucro como estratégia para aumentar os descontos para a superliquidação. A média de desconto adotada pelo comércio, de acordo com o Sindilojas, foi de 29,96% nos produtos em geral.

Consumidor mantém a cautela




Alexandre Dolabella acrescenta que como o poder de renda dos consumidores também caiu, devido à elevação da inflação, muitas pessoas optaram por não adquirirem bens duráveis. “Houve pouca procura por produtos como televisores, geladeiras, camas e fogões. Grande parte da população está receosa de fazer grandes dívidas, principalmente parceladas”, opina.

Pensamento compartilhado pelo economista Paulo Casaca, da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), que pontua a incerteza econômica como fator crucial para que os consumidores não realizassem grandes compras na Black Friday.

“Primeiro porque o poder de compra das famílias caiu bastante com a inflação superior a 10%. O segundo motivo é em relação aos descontos. As pessoas já aprenderam a avaliar o valor real do produto antes da liquidação e durante as promoções e já perceberam que, em alguns casos, não vale a pena gastar o pouco dinheiro, ou investir em longo prazo, em um produto que a variação de preço é mínima. E por último, as pessoas não sabem como será o futuro. A questão do emprego, as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do ano que vem. A inflação de 2022 deverá seguir a tendência de alta, então, as famílias já perceberam que o melhor é não se comprometer com dívidas longas”, salienta o economista.

Paulo Casaca ressalta ainda que, apesar do receio em gastar, a estimativa é a de que o Natal seja melhor neste ano em relação ao de 2020. “Estamos em condições melhores da crise sanitária, apesar da chegada da nova variante. Apesar do receio de gastos, as pessoas estão optando, pelo menos, pelas lembrancinhas, e ainda teremos a chance de encontrar com a família e amigos, mas sem aglomeração”, finaliza.

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