Entre janeiro e setembro as vendas de aços planos somaram 2,61 milhões de toneladas, aponta o Inda | Crédito: Divulgação/Aço Brasil

As vendas de aços planos pelas distribuidoras apresentaram um aumento de 39% em setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto no nono mês deste ano foram comercializadas 403,1 mil toneladas, em setembro de 2019 foram 290 mil toneladas. Já na comparação entre setembro e agosto (373,8 mil toneladas), a alta foi de 7,8%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).

Além disso, de janeiro a setembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, o incremento nas vendas foi de 3,5%, mostrando que o segmento já recuperou tudo o que havia perdido neste ano por conta dos diversos reflexos da pandemia da Covid-19. No acumulado de 2020, foram comercializadas 2,61 milhões de toneladas, contra 2,52 milhões no mesmo período de 2019.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Carlos Loureiro, os resultados mostram que o mercado está muito firme. Além disso, diz ele, há outro fator importante a frisar em todo esse cenário: os consumidores médios consomem, em parte, das usinas, e em parte da rede de distribuição. Com a crise sanitária que refletiu na economia, esses consumidores passaram a consumir mais dos distribuidores.

Outro ponto relevante, segundo o presidente executivo do Inda, está relacionado à demanda reprimida. Loureiro ressalta que, inicialmente, com a pandemia da Covid-19, houve retração do mercado, e os consumidores diminuíram suas compras. Agora, estão refazendo seus estoques.

“Então, eu acredito que é algo provisório, que deve se modificar assim que as usinas e o mercado chegaram à estabilidade. Em janeiro, já deve estar mais ou menos normalizado”, salienta ele.

Mais números – Os dados divulgados pelo Inda também revelam que as compras de aços planos apresentaram um crescimento de 2,6% em setembro na comparação com agosto (316,7 mil toneladas contra 308,6 mil). Já em relação a setembro do ano passado (245,1 mil toneladas), o incremento foi de 29,2%.

Já o estoque de setembro apresentou recuo de 7,8% na comparação com o mês de agosto, chegando a 703,5 mil toneladas. Em relação ao mesmo período de 2019, a retração foi de 2%. O giro de estoque, por sua vez, fechou em queda com 1,7 meses, ainda de acordo com o Inda.

As importações mostraram um avanço de 13,5% em setembro na comparação com agosto. O volume total foi de 67,3 mil toneladas. No entanto, quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado (86,9 mil toneladas), houve uma retração de 22,5%.

Projeções – Para este mês de outubro, as perspectivas, segundo o Inda, são de que as compras permaneçam no mesmo nível apresentado no mês de setembro. Entretanto, é esperada uma queda nas vendas de 5%.

Esse recuo, segundo Loureiro, deverá ser muito em função do estoque que já está esgotando. “Nós não temos nenhum registro do Inda sobre um estoque tão baixo”, afirma ele.