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Vestuário não atingiu recuperação integral

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A indústria mineira do vestuário voltou a contratar neste final de ano, com vagas permanentes, segundo informou Sindivest-MG | Crédito: Alisson J. SIlva/Arquivo DC

Os patamares de crescimento e vendas alcançados em 2019, no período pré-pandêmico, ainda não são a realidade de recuperação de muitos segmentos da economia mineira. No caso da indústria do vestuário, por exemplo, o desempenho das atividades já aquece os resultados, mas só deve chegar ao patamar do ano anterior à crise sanitária a partir de 2022, conforme projeta o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais (Sindivest-MG), Rogério Márcio Vasconcellos. 

Segundo Vasconcellos, a indústria do vestuário está recebendo pedidos dos comércios que levam os produtos até o consumidor final neste final de ano. Apesar de não ter dados atualizados para os comparativos dos últimos três anos, o Sindivest-MG havia projetado, em setembro passado, um crescimento de 40% neste segundo semestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. 

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Mas, apesar do cenário mais otimista e que se aproxima aos poucos dos resultados de 2019,  o momento ainda demanda cautela, conforme ressalta o presidente do sindicato. “O grande desafio da indústria do vestuário é a manutenção do mercado. Nós precisamos nos recuperar dos prejuízos deixados pela pandemia da Covid-19. E a indústria está muito endividada ainda”, afirma Vasconcellos. 

O segundo desafio do segmento e que persiste há alguns meses está relacionado aos insumos. De acordo com o presidente do Sindivest-MG, o acesso à matéria-prima continua sendo uma barreira no dia a dia da indústria. “Os tecidos subiram muito de preço e, além disso, está faltando muito material no mercado. A maioria dos tecidos é importada, e, com o câmbio alto, o processo fica mais difícil”, aponta Vasconcellos. Nesse sentido, vale pontuar que os tecidos mais caros são aqueles naturais, como é o caso do algodão. 

Trabalho e arrecadação — Atualmente, os desafios não competem necessariamente com o emprego na indústria do vestuário. Ainda de acordo com Vasconcellos, a indústria voltou a contratar neste período do ano e, diferentemente das contratações sazonais do comércio que nesta época dedica os reforços para o Natal e Ano Novo, esses empregos não são temporários. 

De acordo com o Panorama Setorial da Indústria do Vestuário e Acessórios, feito pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), desde abril a geração de postos de trabalho no setor está crescendo. No acumulado que compreende o período de setembro de 2020 ao mesmo mês de 2021, a indústria do vestuário de acessórios saltou de um saldo de empregos negativo de 8.447 para o saldo positivo de 10.231, dado que mostra a recuperação gradual do setor. 




Além disso, o Panorama Setorial revela que o crescimento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) da indústria do vestuário cresceu, no acumulado de janeiro a outubro, de R$ 125,14 milhões (2020) para R$ 162,39 milhões neste ano, uma variação positiva de 29,77%. 

As informações do Panorama Setorial, baseadas em bancos de dados nacionais e regionais, demonstram que existem em Minas Gerais mais de 5.700  empresas dedicadas à indústria do vestuário, nas quais cerca de 60 mil pessoas trabalham, sendo que o Estado representa 12,9% da produção nacional — com base em dados do Ministério da Economia de 2019.

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