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Em Ipatinga, no Vale do Aço, com a pandemia da Covid-19, as medidas de isolamento social prejudicaram as vendas do varejo | Crédito: Divulgação

A regressão das regiões do Vale do Aço e do Sudeste de Minas Gerais para a fase mais restritiva do Minas Consciente, plano do governo do Estado para retomada segura e gradual da economia devido à pandemia da Covid-19, traz mais apreensão para o comércio das cidades atingidas.

Mesmo com a alteração do protocolo, que devido ao Natal passou a permitir a abertura do comércio considerado não essencial, mas com ressalvas, o receio do setor é que o consumidor prefira fazer as compras on-line ou reduza a intenção de presentear, o que pode significar novas quedas nas vendas.

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As entidades representativas do comércio estão orientando lojistas a reforçarem os cuidados para evitar a proliferação da Covid-19, como o uso obrigatório de máscara, uso de álcool em gel, limite do fluxo de clientes e na conscientização dos consumidores.

De acordo com o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi), Cláudio Zambaldi, a pandemia e as medidas de isolamento social impactaram fortemente o desempenho de alguns segmentos do comércio, como vestuário, calçados e acessórios, que trabalham com desempenho de vendas cerca de 30% a 40% inferior ao do ano passado. Por isso, a regressão para a onda vermelha deixa o setor mais apreensivo.

“A notícia da regressão para a onda vermelha nos deixa transtornados e preocupados. Alguns segmentos do comércio estão com grandes prejuízos acumulados, principalmente de calçados, vestuário e acessórios. Pelo protocolo, serão exigidas medidas restritivas para que o comércio continue funcionando”, alerta.

Protocolos – De acordo com informações do governo de Minas, com objetivo de equilibrar segurança sanitária e a economia, o Comitê Extraordinário Covid-19 aprovou, na última quarta-feira, novos protocolos para funcionamento do comércio em dezembro, um dos meses mais importantes para o segmento em função do Natal.

Conforme sugestão do grupo técnico, o comércio varejista e atacadista, atualmente permitido na onda amarela, poderá funcionar em onda vermelha, desde que as prefeituras municipais adotem medidas adicionais. Entre os critérios de segurança estão o aumento de fiscalização sobre o uso de máscara, limite de um cliente/consumidor para cada dez metros quadrados e restrição do horário de funcionamento de bares e restaurantes até as 22 horas, com proibição do consumo em pé.

Para Zambaldi, a manutenção do comércio varejista aberto em dezembro é essencial para a recuperação dos prejuízos. Com as festas de final de ano e pagamento do 13º salário, as vendas chegam a crescer até 40% em alguns setores, se comparadas com os demais meses.

“Estamos de portas abertas para discutir as medidas necessárias e manter o comércio funcionando. O comércio não pode ser mais uma vez penalizado, os empresários estão atendendo a todas as regras e ajudando a conscientizar a população. Fechar comércio ou diminuir o horário de funcionamento não é efetivo no combate da Covid-19”, avalia.

Para evitar aglomerações, foi encaminhado à prefeitura de Ipatinga pedido para que nos dias próximos ao Natal, o funcionamento das lojas seja ampliado. “Solicitamos que o horário seja flexibilizado da seguinte maneira. De 14 a 18 deste mês, das 9 horas às 20 horas. No dia 19 (sábado), das 9h às 17h, e no dia 20 (domingo), das 9h às 15h. Entre os dias 21 e 23, das 9h às 21h. E na véspera do Natal, dia 24, das 9h às 20h. Portanto, esperamos que nossa solicitação possa ser atendida pelo poder público, o que beneficiará todo o comércio e clientes”, explica.

Empresários acumulam prejuízos em Ubá

Em Ubá, na Zona da Mata, o retorno para a onda vermelha do Minas Consciente também é visto com preocupação pelos representantes do comércio varejista. Em 2020, muitos empresários sofreram prejuízos provocados pelas medidas de isolamento para contenção da Covid-19 e também pelas chuvas, que causaram três enchentes que atingiram as áreas de comércio do município.

De acordo com a presidente da Associação Comercial e Industrial de Ubá (Aciubá), Izabel Vieira Guimarães, desde o início da pandemia a entidade vem orientando os lojistas para que os mesmos adotem as medidas necessárias para evitar a proliferação da Covid-19, o que tem sido muito bem acatado. A possibilidade de um novo fechamento dos estabelecimentos é vista com receio, já que a data é a mais importante para vários setores.

“O retorno para a onda vermelha pode trazer grandes impactos se houver fechamento ou restringir o horário de funcionamento. Os lojistas estão preparados, com os estoques formados e na esperança de que dezembro seja um mês melhor. Caso seja imposta alguma restrição, mesmo que as lojas adotem o delivery, não será suficiente para efetuar as vendas planejadas”, explica.

Segundo Izabel, ainda que o fluxo de clientes nas lojas esteja menor, o comércio vem sentido sinais de recuperação, com as pessoas comprando mais.

Para atrair os consumidores e estimular as compras, a campanha de Natal da entidade vai distribuir R$ 15 mil em prêmios instantâneos e sortear duas motos. Ao todo, 90 lojistas estão participando da campanha. Também foi pedido para a prefeitura de Ubá que a abertura do comércio seja estendida para atender à demanda do Natal, o que vai evitar aglomerações.

Para a gerente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ubá, Francimélia Marcenes Lima de Nazareth, os lojistas estão conscientes e esperando resultados melhores nas vendas de Natal, mas ainda é preciso fazer um trabalho mais efetivo de fiscalização e conscientização da população em relação ao uso de máscaras e das demais medidas de contenção à pandemia. “O comerciante está adotando todo o protocolo, mas falta fiscalização para que a população se conscientize”, ressalta.

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