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Mães empreendedoras buscam flexibilidade

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Erica Timponi: com a maternidade tive que ser ainda mais planejada | Crédito: Divulgação
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Elas não são super-heroínas, nem especialmente abençoadas por Deus. As mães empreendedoras são mulheres de luta, muitas vezes sobrecarregadas, que viram no empreendedorismo uma forma – ou a única forma – de se manterem no mercado de trabalho enquanto mães.

Independentemente da classe econômica ou da história de vida, elas buscam, principalmente, autonomia para gerenciar seus horários e metas. O objetivo é equilibrar a vida familiar e profissional, dedicando um tempo de mais qualidade para os filhos.

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Foi em 2012 que a empresária Vivian Deus criou o Joaninha Brechó Infantil. Tudo começou quando ela repassava peças da filha para um brechó que existia na época. A ideia deu certo e a empresa hoje é uma franquia com mais de 20 lojas. Segundo ela, todos os produtos que chegam ao brechó passam por uma etapa rigorosa de avaliação antes de serem comprados e revendidos para o mercado. O investimento médio para a abertura de uma unidade é de R$ 150 mil.

“Hoje somos mais de 20 mães empreendedoras na rede e vejo minha história se repetir com elas. Naquela época, precisando aumentar minha renda familiar, tentei várias coisas que não deram certo. Um dia conheci um brechó infantil, que era uma coisa que nunca tinha ouvido falar, e virei freguesa. Fez tanto sentido que percebi que queria fazer aquilo. Comecei com um espaço de quatro metros quadrados e logo fui para as redes sociais, naquela época, o Facebook. Hoje tenho uma loja conceito no bairro Castelo, onde são feitos os treinamentos. Quero que as minhas franqueadas tenham mais unidades. Ao longo da pandemia tentei passar para elas que de tudo a gente aprende algo. Não fechamos nenhuma unidade nesse tempo, ao contrário, crescemos. Temos agora três candidatos fechando contrato”, explica Vivian Deus.

Franqueadas Joaninha Brechó | Crédito: Divulgação
Equipe Joaninha Brechó | Crédito: Divulgação

Rede de apoio

Além da busca por mais tempo para o convívio familiar, muitas mulheres se tornam empreendedoras por não conseguirem voltar ao mercado de trabalho formal após a maternidade. A comunidade independente “Filhas de Farani” se propõe a ajudar essas mulheres. Ela é um movimento de apoio para mulheres empreendedoras ou que estão em transição de carreira e principalmente para mulheres afetadas financeiramente pela Covid-19.

De acordo com a gestora na área alimentícia e fundadora do Grupo Filhas de Farani, Ana Karoline Andrade, via de regra, as mulheres nessas condições tomam a decisão de empreender movidas pela emoção e falta apoio para a gestão dos negócios.

“Segundo pesquisas, 68% das mulheres que se tornam mães também se tornam empreendedoras. Muito da vontade de empreender em casa é pra ficar mais perto do filho. Muita gente gosta de romantizar o excesso de trabalho e a remuneração baixa. Não podemos mais aceitar isso. Por estar sobrecarregada essa mulher não consegue pensar em soluções para o negócio dela. O Filhas de Farani funciona como essa rede de apoio. Formamos 85 embaixadoras e cada uma presta esse apoio dentro da sua área. Ainda existe uma punição às mulheres na volta da licença ou na própria contratação quando mulheres mães não são admitidas”, denuncia Ana Karoline Andrade.

Ana Karoline Andrade | Crédito: Divulgação

Conciliação

Um ritmo mais lento para acompanhar o crescimento da filha era o desejo da franqueada da Divino Fogão, em Belo Horizonte, Erica Timponi. Ela sempre trabalhou no segmento de alimentação e veio de uma família que empreendeu em restaurantes. Após 22 anos dedicados a um negócio de bandeira independente, passou a administrar uma unidade da Divino Fogão, no BH Shopping, em 2017.

Ao se tornar mãe este ano, a empresária desacelerou o ritmo de trabalho para dar mais atenção à filha recém-nascida. Aos poucos, ela vem retomando a rotina normal, mas precisou se adaptar.

“Sempre fui empreendedora e também sempre soube que quando fosse mãe eu ia pegar os aprendizados do empreendedorismo para exercer a maternidade de uma forma mais fácil. A pandemia acabou me ajudando porque eu fiquei dentro de casa todo o tempo da gestação. Após o nascimento da Liz, fiquei três semanas em casa. Depois já consegui ir à loja. Se fosse empregada em uma empresa, só com a imposição do horário fixo já seria mais difícil. Sou uma pessoa que gosta de planejamento. Com a maternidade tive que ser ainda mais planejada. Psicologicamente foi extremamente desafiador durante a pandemia por conta das mudanças. O fato da Divino Fogão ser uma franquia facilita demais. A vantagem é que os processos já são desenhados. Muito serviço operacional já está pronto e é só executar”, afirma Erica Timponi, que comemora a reabertura do negócio após um longo período de fechamento como medida preventiva à Covid-19, imposto pela prefeitura. 

“Tive sócias em outro negócio há mais de 10 anos e foi difícil aceitar a mudança de foco delas quando se tornaram mães. A empresa deixou de ter tanta importância na vida delas. Surpreendentemente dei conta de não mudar assim. Vi que é possível conciliar as duas coisas”, avalia a franqueada Divino Fogão.

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