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Resiliência do setor agropecuário de Minas é um diferencial diante das crises

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Crédito: MARIA TERESA LEAL / SISTEMA FAEMG

Nem mesmo a pandemia da Covid-19 foi capaz de segurar a pujança do agronegócio de Minas Gerais. Em um ano com diversos desafios, o setor foi capaz de superar os problemas, atender a maior demanda interna por alimentos – puxada pelo pagamento do auxílio emergencial – e também ampliar os embarques.

A tecnologia foi uma grande aliada do setor, permitindo que as capacitações, treinamentos e eventos importantes fossem realizados. Os produtores se adaptaram e criaram novos canais de vendas. Assim como o trabalho remoto que não deixou o setor parar.

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Para 2021, as incertezas são grandes e é difícil traçar os rumos do setor. Mas, de acordo com o presidente do Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg), Roberto Simões, a resiliência do produtor rural mineiro é um diferencial e as crises serão enfrentadas com trabalho e força.

Como a pandemia da Covid-19 impactou o setor agropecuário de Minas Gerais?

Foi um ano extremamente atípico com a chegada da pandemia. No primeiro momento, ela nos apavorou, entre março e abril, e, assim como todos os demais setores, nos afetou de certa forma. Nosso setor sentiu, com cidades e estradas fechadas e prejudicando o deslocamento da produção. Mas o que ficou evidente para nós foi a resiliência do nosso setor. Tomamos as rédeas e fomos orientando os produtores, permitindo a retomada das atividades. Embora trabalhando a distância, em 2020, trabalhamos muito. Todos colaboraram. Nesses momentos de crise, percebemos que a solidariedade e a vontade de ajudar crescem.

Com todo o empenho do setor, é importante ressaltar que não faltou um grama de alimento no Brasil e ainda conseguimos exportar, atendendo à demanda mundial.

Como foi o desempenho do Sistema Faemg?

Internamente foi um ano bastante produtivo. Estamos fazendo um processo de reformulação administrativa, desenhando um novo organograma para trabalharmos mais fortes. Renovamos nosso portal, que ficou mais eficiente e prático. Entramos em projetos grandes e importantes na silvicultura. O Senar Minas continuou com os programas de assistência técnica e ampliou para o virtual, atendemos mais de 12 mil produtores e vamos aumentar em 2021.

O Inaes também continuou buscando coisas novas, tivemos uma entrada mais forte na tecnologia, na inovação, criando um hub de startups do agro, com as agritechs na nossa Faemg. Fizemos uma parceria interessante como a FCJ Venture Builder, criando o NovoAgro Venture, com vários investidores para ajudar as startups a progredirem.

Também iniciamos o AgroBR, projeto que tem o objetivo de capacitar e preparar pequenos e médios produtores rurais para que possam exportar.

Quais foram os destaques do setor em 2020?

Em 2020, tivemos uma safra recorde de grãos, um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) recorde e impulsionado pela valorização dos preços de diversas mercadorias, tendo em vista a exacerbada demanda pelos produtos da alimentação. As exportações também ficaram maiores, até outubro, cresceram 10% e atingiram mais de US$ 7 bilhões. Em volume, a expansão foi de 27%, com 11 milhões de toneladas. Somando os fatores, acabamos tendo um ano razoável.

Houve expressivo aumento na demanda por alimentos em 2020. O que provocou esse movimento?

A demanda exacerbada da China, tendo em vista as dificuldades de negociação com os Estados Unidos, fez com que a procura pelos produtos brasileiros crescesse assustadoramente e nós conseguimos atender. O dólar valorizado frente ao real foi um dos fatores que também favoreceu às exportações. No mercado interno, é importante ressaltar a atitude admirável do governo federal de colocar recursos financeiros, com o pagamento do auxílio emergencial, nas mãos de mais de 60 milhões de brasileiros das classes menos favorecidas, o que estimulou a demanda por alimentos.

Em relação à produção agrícola, quais foram os destaques?

Minas Gerais bateu mais um recorde na produção de grãos, superando 15 milhões de toneladas. Ficamos anos e anos na casa das 12 milhões de toneladas e conseguimos superar em 2020, com crescimento na soja e no milho, principalmente. No café, a produção foi sensacional. Tivemos uma safra cheia, com 33,5 milhões de sacas de 60 quilos e 36% maior que a do ano anterior. Respondemos por 54% da produção nacional de café, um desempenho muito forte.

Neste ano, também tivemos alta no setor sucroalcooleiro, cuja safra cresceu 13%. A maior parte da produção foi para o açúcar, que recuperou preços. Já no etanol, houve queda de consumo com a paralisação da população devido às medidas de isolamento social.

O que podemos destacar na pecuária de Minas Gerais em 2020?

Na pecuária, as produções de bovinos, suínos e aves apresentaram bons resultados, com as exportações e o consumo interno contribuindo de forma positiva.

Já no leite, enfrentamos problemas com alta nos custos, mas os preços subiram também. Vamos fechar o ano com aumento no VBP do leite, que cresceu 11% e chegará a R$ 18,6 bilhões. Resultado puxado pela valorização dos preços.

O que é esperado para 2021 no setor agropecuário de Minas Gerais?

Apesar dos pesares, para 2021, a Conab prevê uma das maiores safras de grãos. Ainda não são dados definitivos, mas a tendência é de crescimento. O setor é resiliente e cumpre o papel de abastecer o mercado interno e atender ao exterior. Em 2021, pelo menos os primeiros três ou quatro meses, serão de absolutas incertezas. A pandemia vai ser controlada? O que acontecerá? Será que teremos uma segunda onda ou vamos ter a vacina? A nossa expectativa é que as coisas sejam melhores.

Outra dúvida é se o País continuará pagando o auxílio emergencial. Indicadores mostram que não, que já temos dívidas suficientes. Se não tiver esse pagamento, poderemos ter queda de consumo interno.

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