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Safra de café cresce 36,3%, apesar da pandemia

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Seca que afetou cafezais do Sul de MG e Cerrado deixou produtores apreensivos para 2021 | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

Maior produtor de café do País, Minas Gerais superou os desafios impostos pela pandemia de Covid-19 e colheu uma safra de café com alta qualidade e 36,3% superior a 2019. Ao todo, o Estado atingiu 33,46 milhões de sacas beneficiadas. Minas é responsável por 54,3% da produção nacional do grão, estimada em 61,62 milhões de sacas.

Em 2020, com a desvalorização do real frente ao dólar, as exportações foram estimuladas, assim como os preços. Porém, a moeda norte-americana valorizada aumentou os custos de produção.

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Para 2021, existe uma grande apreensão, já que a seca afetou parte dos cafezais e pode resultar em uma queda maior da produção. Para o próximo ano, a estimativa já era de uma safra menor devido à bienalidade, o que pode ser agravado com a estiagem.

Das 33,46 milhões de sacas de 60 quilos colhidas em 2020, o Estado produziu 33,14 milhões de sacas de café arábica e 318 mil sacas de conilon.

De acordo com o vice-presidente do Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg) e presidente das comissões técnicas de Café do Sistema Faemg e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, o ano começou com muitas dúvidas e ameaças devido à pandemia.

“A colheita este ano foi de ciclo alto e os produtores e colaboradores trabalharam fortemente. A preocupação com a Covid-19 é muito grande, mas colhemos a safra com muita responsabilidade, adotando todos os protocolos para evitar a disseminação da doença. Na cafeicultura manual e de montanha, já existe uma separação natural entre os apanhadores porque são ruas com uma distância média de 3,5 metros. Deu tudo certo. Colhemos uma safra muito boa, com altos volumes e alta qualidade”, observou Mesquita.

Clima – Ele ressaltou que a qualidade superior do grão é resultado da falta de chuvas durante a colheita. Mas, se por um lado a qualidade foi favorecida com a seca, por outro, a produção no próximo ano pode ser afetada de forma negativa, já que a estiagem perdurou até novembro. Com a falta de chuvas, muitas lavouras, principalmente, no Sul de Minas e no Cerrado, foram afetadas. A tendência é de uma queda mais forte em 2021 e, dependendo do estado dos cafezais, os efeitos podem interferir também na safra 2022.

“A falta de chuvas gerou uma insegurança muito grande. Os relatos que temos – mais fortemente no Sul e Cerrado – são de perdas significativas para a safra 2021. Ainda é cedo para estimar os volumes. A Faemg, em conjunto com a Conab e Emater, está fazendo um levantamento para quantificar as perdas. Infelizmente, essa seca também irá refletir na safra 2022, já que mudanças nos cafezais que deveriam ser feitas foram adiadas, como o esqueletamento, decote, cortar o café embaixo, por exemplo. Isso deveria ter sido feito em agosto e setembro. Sem as chuvas, não foi possível”, explicou Breno Mesquita.

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