A primeira edição do seminário on-line #JuntospelasEmpresasdeMinas, promovido pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com o Instituto Capitalismo Consciente Brasil e as empresas Legacy4Business e Business Tomorrow, teve início ontem.

O objetivo do webinar é fornecer subsídios para promover reflexões sobre como podemos construir negócios melhores para uma sociedade melhor. Os painéis foram distribuídos em três trilhas de conhecimentos: “Inspirar e Propagar”; “Realizar e Transformar” e “Propósito e Legado”. O convidado especial para o painel de abertura foi o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant.

Para Brant, confesso adepto do liberalismo econômico, a grave crise trazida pelo espalhamento do novo coronavírus pelo mundo impõe importantes reflexões – que já eram prementes e agora se tornaram urgentes e inevitáveis. Uma delas é a redefinição do papel do Estado para garantir o bem-estar e segurança da população, especialmente dos mais vulneráveis.

“Vivemos um momento singular, que nos coloca à prova. Precisamos ter claro que o ponto em que estávamos antes da pandemia se perdeu, temos que buscar outra referência. É hora de a gente ratificar nossos fundamentos, valores e princípios e, de outro lado, abrirmos o pensamento para novas ideias. É uma chance de ouro construirmos um novo País. Sou um liberal, mas isso não significa falta de governo. Os governos são fundamentais. Temos que resgatar a ligação entre a sociedade e a política. É preciso um governo melhor que temos no sentido amplo. Há uma série de agendas que tratam de bens públicos que é o governo que tem que cuidar”, pontuou Brant.

O primeiro painel teve como tema “O Capitalismo Consciente e o Novo Normal nos Negócios”. Participaram o chairman do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, Hugo Bethlem; o diretor-geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, Dario Neto, e, como mediadora, a embaixadora e líder do Chapter MG do Capitalismo Consciente Brasil e diretora da Legacy4Business, Francine Pena Póvoa.

Associação oficial – Na abertura, a presidente e diretora Editorial do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Adriana Muls, anunciou a associação oficial do DIÁRIO DO COMÉRCIO ao Instituto Capitalismo Consciente Brasil.

“Desde a sua fundação, o Jornal busca contribuir para o desenvolvimento do Estado. Hoje, em um momento de tanta complexidade, entendemos que também precisamos fazer diferente, um jornalismo propositivo e transformador. E é dentro desse princípio que norteamos a nossa cobertura ao longo dessa crise. A ideia do seminário vem com o objetivo de promover reflexões sobre como podemos produzir negócios diferentes. A crise nos convida a pensar em como podemos sair diferentes, sem deixar ninguém para trás. Cabe a nós construir um novo mundo e podemos começar por Minas Gerais”, avaliou Adriana Muls.

A construção de um capitalismo consciente, responsável, na visão dos painelistas, está ligada à educação e à percepção de que ser consciente também fomenta negócios.

“Existimos para ajudar a transformar o jeito de fazer investimentos e negócios no Brasil. Para isso, precisamos multiplicar os pilares humanos, ético e responsável para diminuir a desigualdade. Cabe aos gestores privados incentivarmos a gestão pública a fazer esse trabalho. Acredito que quem você é nos seus piores momentos nem sempre é o mesmo nos melhores momentos. Valores não são testados nos bons momentos. O papel do líder é reduzir a ansiedade das pessoas, mostrando que estamos todos juntos. Não sabemos quando chegaremos ao fim da crise, mas esse é um momento fundamental para revermos nossos modelos de negócios”, afirmou Bethlem.

Em um cenário em que grande parte das empresas nacionais é classificada como pequenas ou micro, falar em responsabilidade em um contexto que, a despeito da crise mundial, já enfrenta falta de qualificação empresarial, grande burocracia e dificuldade extrema no acesso ao crédito, é um grande desafio.

“Vale a pena voltar na máxima que é o ‘exemplo que arrasta’. O melhor jeito de explicar o conceito e como o Capitalismo Consciente funciona é mostrar que quem faz o bem, se dá bem. Achar os exemplos locais. Falar da prosperidade, do êxito econômico do negócio. Mostrar na prática como o trato com os formadores da cadeia de valor é o melhor jeito de prosperar. E isso é fundamental porque são essas empresas que fazem a economia girar”, completou Dario Neto.