UFMG é a primeira em ranking de universidades federais brasileiras
A UFMG está no grupo das melhores instituições de ensino superior avaliadas - Crédito: Divulgação

Não é de hoje que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fundada em 7 de setembro de 1927, figura entre as melhores instituições de ensino do Brasil e do mundo.

O mais recente reconhecimento do tipo foi a primeira colocação entre as universidades federais brasileiras de ensino superior no Emerging Economies University Rankings 2020, da revista britânica Times Higher Education (THE), divulgado neste mês.

Esta é a primeira vez que a UFMG integra o primeiro quartil de classificação do ranking, aparecendo no grupo das 25% melhores instituições entre todas as universidades incluídas na avaliação.

De acordo com a universidade, ao todo, 533 escolas de ensino superior de 47 países ou regiões foram listadas na edição deste ano do Emerging Economies University Rankings, que avalia mais de 30 campos do conhecimento.

“A UFMG alcançou a quarta colocação no Brasil (132º lugar geral), atrás da USP (14ª posição geral), Unicamp (55ª colocação) e a PUC-Rio (88º lugar). A segunda federal brasileira mais bem posicionada no levantamento é a UFRGS (134º lugar geral)”, destacou a instituição em comunicado.

Ainda conforme a UFMG, com o resultado, a instituição de ensino passa ser a única federal brasileira a figurar entre as 25 mais bem classificadas pelo ranking, o que indica que a universidade “tem feito bem o seu dever de casa”.

“Estar bem colocado em um ranking deve ser consequência das políticas implantadas pela instituição. No caso da UFMG, a busca da excelência, com equidade, é permanente. Quando investimos e avançamos – como na inovação acadêmica, na construção de uma política própria de avaliação da pós-graduação e pesquisa, na internacionalização e na ampliação dos mecanismos de inclusão social -, esses resultados refletem-se nessas avaliações externas”, avaliou a reitora Sandra Regina Goulart Almeida.

Nos últimos anos, a UFMG manteve curva crescente em sua colocação no levantamento. Em 2017, em um universo de 300 instituições, a universidade mineira integrava o percentil 43, ocupando a 129ª posição. No exercício seguinte, com 378 instituições avaliadas, a universidade apareceu na posição 150ª, migrando para o percentil 40.

No ano passado, diante de 443 instituições, a UFMG alcançou a 127ª posição, alcançando o percentil 29 das instituições mais bem classificadas. Já em 2020, o universo de instituições avaliadas chegou a 533 e a universidade ficou na posição 132ª, passando pela primeira vez a integrar o percentil 25 das instituições mais bem avaliadas.

Outras universidades mineiras também apareceram no levantamento, como a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc Minas), e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

Para o levantamento, o Emerging Economies University Rankings considera as instituições de países classificados como “emergentes avançados”, “emergentes secundários” ou de “fronteira” pelo grupo FTSE, organização independente, de propriedade da Bolsa de Valores de Londres e do jornal “The Financial Times”, que cria e gerencia índices de ações. O Brasil está classificado como nação emergente avançada.

A avaliação considera os seguintes indicadores e pesos na nota atribuída a cada instituição: ensino (30%), pesquisa (30%), citações (30%), imagem internacional (7,5%) e integração com a indústria (2,5%).