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BC aposta em acomodação das saídas de capital e melhora nas contas externas

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No último mês, o fluxo cambial líquido ao País foi positivo em mais de US$ 3 bilhões, no primeiro superávit desde julho de 2019 | Crédito: Guadalupe Pardo / Reuters

Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou, em apresentação divulgada ontem, que as saídas de capital do País vão se acomodar e que as contas externas vão melhorar, ressaltando que os fluxos de capital e o câmbio local foram severamente afetados pelo Covid-19.

Em maio, o fluxo cambial líquido ao País foi positivo em mais de US$ 3 bilhões, no primeiro mês de superávit desde julho do ano passado, em resultado sustentado pela conta comercial. As operações financeiras ainda seguiram negativas, em US$ 882 milhões.

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O impacto da pandemia sobre a economia brasileira foi amplo, mostrou Campos Neto na apresentação a investidores, na qual destacou dados do Produto Interno Bruto (PIB), Caged, IBC-Br e de confiança.

Sobre a política monetária, Campos Neto afirmou que o País tem adotado uma abordagem cautelosa e tem espaço para políticas convencionais. Ele reforçou a mensagem do Comitê de Política Monetária (Copom) de que considera um corte na taxa de juros de até 0,75 ponto para sua próxima reunião – que ocorre nos próximos dias 16 e 17 – a depender do cenário fiscal e dos dados da economia.

O presidente do BC também reiterou a avaliação de que problemas de liquidez podem se tornar problemas de solvência se não forem bem gerenciados.

Crédito – O presidente do BC mostrou ainda um levantamento mais atualizado sobre o desempenho do mercado de crédito no País, apontando que, de 16 de março a 29 de maio, as novas operações somaram R$ 554,3 bilhões e as renovações, R$ 156,9 bilhões.

No mesmo período, foram renegociadas dívidas, com extensão de prazos, no valor de R$ 594,3 bilhões, com maior concentração nos bancos públicos (R$ 291,2 bilhões).

Campos Neto também reforçou indicação de que o governo deve estender por dois meses o programa de financiamento à folha, elevando de R$ 10 milhões para R$ 50 milhões o teto do faturamento anual das empresas autorizadas a participar e também flexibilizando a restrição a demissões.

A ideia é que o financiamento possa ser autorizado a empresas que se comprometam a manter até 50% dos seus funcionários – a versão original do programa exige a manutenção de 100% das vagas. (Reuters)

TransferWise ganha aval para operar corretora

São Paulo – A fintech de transferências internacionais de recursos TransferWise informou ontem que recebeu aval do Banco Central (BC) para operar corretora de câmbio no Brasil.

Com a licença, a plataforma de origem britânica promete reduzir até à metade a tarifa cobrada sobre as transações, hoje de ao redor de 1,5% do valor das remessas, já que não precisará de outra corretora. Além disso, o serviço também permitirá que pessoas físicas enviem dinheiro para empresas, como escolas.

“Mais adiante, poderemos também ter outros tipos de operações, como para serviços de turismo e para algumas transferências entre empresas”, disse à Reuters a gerente geral da TransferWise no Brasil, Heloisa Sirotá.

Criada há nove anos, a TransferWise se popularizou em vários países ao usar um sistema ágil e mais barato para processar transferências internacionais. A fintech usa um sistema de compensações entre contas bancárias locais, com câmbio oficial, modelo que afirma já custar aos usuários cerca de um terço da tarifa média cobrada por bancos e corretoras de bancos no País.

Há cerca de um ano, recebeu um investimento de quase US$ 300 milhões, o que avaliou a companhia em torno de US$ 3,5 bilhões.

Mercado prioritário – No Brasil, opera desde 2016. Desde então, afirma já ter movimentado mais de R$ 26 bilhões entre o Brasil e o exterior, atuando como correspondente cambial do MS Bank e do Banco Rendimento, com operações de até R$ 30 mil cada.

“O Brasil se tornou um dos cinco mercados prioritários da TransferWise, com um crescimento 57% maior do que a média que vimos nos países em que atuamos”, disse Diana Ávila, líder da fintech na América Latina. (Reuters)

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