Finanças

Aprovações de crédito do BNDES para Minas crescem 8,5% no primeiro trimestre

Foram R$ 4,75 bilhões, total 8,5% maior que o verificado em igual período de 2025; R$ 3,44 bilhões foram para as micro, pequenas e médias empresas
Aprovações de crédito do BNDES para Minas crescem 8,5% no primeiro trimestre
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou as aprovações de crédito para Minas Gerais no primeiro trimestre deste ano, alcançando R$ 4,75 bilhões. O valor aprovado para o Estado foi 8,5% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 4,38 bilhões).

De acordo com a instituição de fomento, os recursos aprovados beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuária (R$ 1,68 bilhão), infraestrutura (R$ 1,63 bilhão), comércio e serviços (R$ 963,3 milhões), indústria (R$ 472,4 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 3,44 bilhões do total de crédito aprovado, valor 89,9% maior do que o computado em igual período do ano passado (R$ 1,81 bilhão).

No primeiro trimestre de 2026, o volume de recursos desembolsados pelo banco para o Estado foi de R$ 3,3 bilhões, aumento de 69% na comparação com o mesmo período de 2025.

“Os números mostram que o BNDES, sob a orientação do presidente Lula, retomou seu papel de parceiro estratégico do desenvolvimento. O BNDES tem atuado para facilitar o acesso ao crédito, ampliar investimentos, aumentar a produtividade, reforçar a infraestrutura e promover a inovação, impulsionando o pequeno empreendedor, a agropecuária e a indústria”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Ele ressalta que em Minas Gerais, além do financiamento a projetos de biocombustíveis e da indústria, o BNDES está apoiando plano de investimentos contra enchentes na capital mineira e as obras de expansão e melhorias dos aeroportos de Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro, e de Montes Claros, no Norte de Minas. Também há recursos voltados para as rodovias que ligam o Estado a Goiás e ao Rio de Janeiro, como a BR-050 e a BR-116.

Entre 2023 e o primeiro trimestre deste ano, o BNDES destinou R$ 59,3 bilhões para Minas Gerais, volume 78,6% superior ao registrado entre 2019 e 2022, de R$ 33 bilhões. Na média anual, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 119,3%, passando de R$ 8,3 bilhões para R$ 18,2 bilhões. Apenas em 2025, o banco de fomento aprovou R$ 23,2 bilhões em crédito para o Estado, montante que representa um recorde na série histórica iniciada em 1995.

Sudeste

As aprovações de crédito para a região Sudeste alcançaram R$ 17,75 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Os valores aprovados neste período atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 6,63 bilhões), comércio e serviços (R$ 5,32 bilhões), agropecuária (R$ 3,14 bilhões) e indústria (R$ 2,66 bilhões). Do total das aprovações, R$ 9,33 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 273,06 bilhões, valor 69,8% superior ao registrado entre 2019 e 2022 (R$ 160,78 bilhões).

Nacional

O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 17% sobre o resultado de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o lucro recorrente, de R$ 15,6 bilhões, foi o maior da história, alta de 22% em relação a 2022 (R$ 12,5 bilhões).
Nos primeiros meses de 2026, os ativos totais se aproximam de R$ 1 trilhão, atingindo R$ 995 bilhões, maior valor nominal da história, crescendo mais de 45% desde 2022, e a carteira de crédito alcançou R$ 678,2 bilhões, alta de 14% em relação a 2025 e maior patamar desde 2016.

O resultado operacional da instituição também manteve a trajetória de crescimento no primeiro trimestre de 2026, com aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 254% sobre 2022.

Os desembolsos do BNDES atingiram R$ 36,2 bilhões no trimestre, aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2025 e de 145% frente ao primeiro trimestre de 2022, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida.

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