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Coronavírus prejudica mercados financeiros pelo mundo

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Crédito: Andrew Kelly/Reuters

Londres/Los Angeles – O número de pessoas infectadas com coronavírus em todo o mundo ultrapassou 100 mil na sexta-feira (6), quando o surto atingiu mais países e os danos econômicos se intensificaram, com distritos financeiros de várias cidades começando a ficar vazios e as bolsas de valores em queda.

Um número crescente de pessoas enfrenta uma nova realidade, já que muitas foram orientadas a ficar em casa em vez de ir para o trabalho, escolas foram fechadas, grandes reuniões e eventos tiveram que ser cancelados, lojas de artigos básicos estão esvaziadas e máscaras faciais tornaram-se uma visão comum.

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O surto matou mais de 3.400 pessoas e atingiu mais de 90 países, sendo que seis deles relataram seus primeiros casos na sexta-feira.

O surto se espalhou pelos Estados Unidos, aparecendo em, pelo menos, quatro novos estados, e também em San Francisco.

Mais de 2 mil pessoas ficaram presas no navio Grand Princess depois que ele foi impedido de retornar ao porto de San Francisco, porque pelo menos 35 pessoas a bordo desenvolveram sintomas semelhantes aos da gripe. Kits de exames foram entregues no mar para a embarcação.

Os movimentos de algumas grandes economias, incluindo os Estados Unidos, de cortar as taxas de juros e prometer bilhões de dólares para combater a epidemia pouco fizeram para amenizar os temores sobre a propagação do vírus e as crescentes consequências econômicas, com cadeias de suprimentos comprometidas em todo o mundo, especialmente na China.

Em Nova York, o JPMorgan dividiu sua equipe entre locais centrais e um lugar secundário em Nova Jersey, enquanto o Goldman Sachs mandou alguns traders para escritórios secundários próximos em Greenwich, Connecticut e Jersey City.

Em Londres, capital financeira da Europa, o bairro de Canary Wharf estava extraordinariamente calmo. O escritório da S&P Global ficou vazio depois que a empresa enviou seus 1.200 funcionários para casa, enquanto o HSBC pediu que cerca de 100 pessoas trabalhassem de casa após exame positivo para a doença em um funcionário.

“Há uma preocupação de que, embora tenha havido uma resposta do Fed, dada a natureza do problema, isso é algo com que o banco central pode realmente ajudar?” disse John Davies, estrategista de taxas do G10 no Standard Chartered Bank em Londres.

Mercados em queda – As ações europeias continuaram em queda depois que o mercado japonês caiu para o menor nível em seis meses, com 97% das ações no quadro principal da bolsa de Tóquio no vermelho.

Ações de companhias aéreas e viagens estão entre as mais atingidas, uma vez que as pessoas cancelaram viagens não essenciais. Norwegian Air Shuttle, ação mais atingida entre as transportadoras europeias, perdeu mais de um quarto do seu valor de mercado na sexta-feira e caiu quase 70% desde o início de fevereiro.

Os índices futuros de ações dos EUA caíram acentuadamente devido aos temores sobre a epidemia, o que provocou um corte acentuado nas previsões de crescimento econômico global para 2020. O índice S&P 500 se encaminhava para fechar a semana mais de 10% abaixo do seu recorde de alta em 19 de fevereiro.

“Se isso realmente aumentar, poderemos ver muito mais atualizações dramáticas da indústria de viagens e das companhias aéreas”, disse Chris Beauchamp, analista de mercado da IG. “O que impressiona sobre o movimento atual é que provavelmente subestima o grau de interrupção que poderíamos enfrentar nos EUA e na Europa”.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de longa data caíram para nível recorde, enquanto o ouro estava em curso para seu maior ganho semanal desde 2011, uma vez que investidores fugiram para ativos vistos como refúgios.

Na Europa, os rendimentos britânicos de 10 anos também tiveram queda recorde, enquanto os rendimentos do Bund alemão caíram a uma distância impressionante das mínimas recordes.

Os rendimentos caem à medida que os preços aumentam. (Reuters)

Especialistas apostam em novo corte do Fed em março

Washington – Operadores estão apostando que o Federal Reserve (Fed) fará outra redução maior nos custos dos empréstimos na reunião de política monetária de meados de março, com preocupações sobre a disseminação do coronavírus se sobrepondo a dados que mostraram uma robusta contratação por empregadores norte-americanos no mês passado.

Com os casos da doença respiratória às vezes mortal causada pelo vírus ultrapassando 100 mil em todo o mundo e a continuação de um surto nos Estados Unidos (EUA), os contratos futuros vinculados à principal taxa de empréstimos do Fed refletiam, de forma não vista até então, apostas de que o banco central dos EUA cortará ainda mais os juros, em 0,75 ponto percentual, na reunião de 17 e 18 de março.

Isso se somaria a um corte emergencial de juros de 0,5 ponto percentual realizado no início desta semana para ajudar a proteger a economia dos EUA dos efeitos do surto.
Falando à Bloomberg Television na sexta-feira (6), o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que mais ações do banco central dos EUA poderiam ocorrer “a qualquer momento”, à medida que monitora a situação.

A observação parecia colocar mais do que apenas cortes de juros à mesa para o Fed. Mas não está claro quão eficazes outras medidas poderiam ser.

Quarentena para dólares – O dólar enfrenta o mesmo destino que muitos viajantes que retornaram para os Estados Unidos da China e de outros pontos com alta incidência do coronavírus.

O Fed também começou a colocar em quarentena os dólares físicos que repatria da Ásia, antes de recirculá-los no sistema financeiro dos EUA, como medida de precaução contra a propagação do vírus, disse uma porta-voz do Fed à Reuters.

Ela disse que os bancos regionais do Fed que ajudam a gerenciar o suprimento de dinheiro deixarão paradas remessas de dólares vindas da Ásia por sete a dez dias antes de processá-las e redistribuí-las às instituições financeiras. A medida, informada primeiro pela Reuters, foi implementada em 21 de fevereiro, informou a autoridade.

O surto se originou na China e mais de 100 mil pessoas foram infectadas em mais de 85 países, segundo um relatório da Reuters baseado em declarações de ministérios da saúde e funcionários do governo.

Segundo o CDC, “pode ser possível” transmitir o vírus através de objetos que tiveram contato direto com ele, mas o contato pessoa a pessoa é o principal meio de disseminar a doença. O CDC recomenda que os residentes dos EUA que retornem da China e de outros países de alto risco fiquem em casa por 14 dias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, tem sido muito mais cautelosa quanto aos riscos apresentados pelas notas de moeda, aconselhando os consumidores a usar pagamentos sem contato sempre que possível, de acordo com vários relatos da mídia britânica. (Reuters)

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