Onze países pedem cessar-fogo imediato para EUA, Israel e Irã em nome da estabilidade econômica
Liderados pelo Reino Unido, ministros das Finanças de 11 países pediram nesta quarta-feira (15) que Estados Unidos, Israel e Irã implementem integralmente o cessar-fogo e afirmaram que o conflito pesará sobre a economia global e os mercados, mesmo que seja resolvido em breve. A informação foi divulgada pela agência Reuters.
Uma declaração conjunta, assinada pelos ministros das Finanças da Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e Nova Zelândia, bem como do Reino Unido, foi acordada um dia depois de o Fundo Monetário Internacional ter reduzido suas previsões de crescimento econômico global devido à guerra.
Conforme a Reuters, a declaração apelou a “todas as partes” para que implementassem integralmente o cessar-fogo acordado no início deste mês e afirmou que a guerra causou perdas de vidas inaceitáveis.
“A retomada das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade da perturbação no Estreito de Ormuz representariam sérios riscos adicionais para a segurança energética global, as cadeias de abastecimento e a estabilidade econômica e financeira”, afirmou.
“Mesmo com uma resolução duradoura do conflito, os impactos sobre o crescimento, a inflação e os mercados persistirão”, consta no comunicado, divulgado pelo governo britânico durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington
De acordo com a Reuters, reconhecendo o aumento da dívida pública para ajudar famílias e empresas durante a pandemia covid-19 e pelo conflito na Ucrânia, os ministros comprometeram-se a ser fiscalmente responsáveis com qualquer novo apoio que seja direcionado àqueles que mais precisam de apoio.
“Comprometemo-nos a evitar, e apelamos a todos os países para que evitem, ações protecionistas, incluindo controles de exportação injustificados, formação de estoques e outras barreiras comerciais nas cadeias de abastecimento de hidrocarbonetos e outras afetadas pela crise”, afirmaram eles.
Segundo a agência, a ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, manteve seus apelos pelo fim do conflito, que Londres não apoiou.
“Um cessar-fogo sustentado e evitar reações impulsivas são essenciais para limitar os custos para as famílias”, disse ela em sua própria declaração nesta quarta-feira.
Conteúdo distribuído por Estadão Conteúdo
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