Projeto Muralha: Prefeitura de BH publica edital para compra de câmeras inteligentes
Anunciado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em outubro de 2025, o projeto que busca implantar um sistema integrado de monitoramento inteligente da cidade avança com a abertura de pregão eletrônico para aquisição dos equipamentos necessários à iniciativa. O edital foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) no sábado (9). O valor da disputa não foi informado.
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No texto, o Executivo especifica o interesse em “futura contratação de uma solução de manutenção e sustentação tecnológica e de equipamentos para CFTV (Circuito Fechado de Televisão), incluindo câmeras inteligentes, servidores de gravação, infraestrutura de conectividade e demais componentes necessários à implantação, expansão e operação do Projeto Muralha BH, conforme especificações detalhadas no Projeto Básico e anexos do edital”.
Ainda conforme o documento, os interessados em participar do pregão precisam se credenciar no site Compras.gov, onde devem obter senha de acesso à disputa. No sistema, será necessário cadastrar preços até as 8h50 (horário de Brasília) do dia 26 deste mês, com início da sessão às 9h da mesma data.
O edital e outras informações podem ser consultados no site prefeitura.pbh.gov.br/prodabel; na avenida Presidente Carlos Luz, 1.275, sala 105, no bairro Caiçara, na Capital; ou pelos telefones (31) 3277-9966 e 3277-7271.

O Diário do Comércio procurou a PBH para obter informações sobre o valor destinado à licitação. Em nota, a Prodabel esclarece que, conforme lei federal, o valor estimado do contrato a ser celebrado por empresa pública ou sociedade de economia mista é sigiloso. “A mesma diretriz está reproduzida no artigo 30 do Regulamento de Licitações e Contratos da Prodabel, segundo o qual o orçamento deve permanecer sigiloso até a fase de homologação da licitação, podendo ser divulgado anteriormente na fase de negociação, caso conveniente”.
“A medida tem por finalidade preservar a competitividade do certame, evitar que o orçamento público funcione como referência artificial para as propostas e buscar a obtenção do preço mais vantajoso para a Administração. O sigilo do orçamento estimado não afasta a transparência do procedimento, uma vez que os elementos técnicos necessários à formulação das propostas constam do edital e o orçamento permanece disponível aos órgãos de controle interno e externo, sempre que solicitado”, segue o texto.
Por fim, a Prodabel reafirma que o procedimento segue “integralmente” a legislação vigente, “conciliando competitividade, economicidade e transparência, com observância dos controles legais aplicáveis e compromisso com a correta execução de projeto estratégico para a segurança e a gestão inteligente da cidade”.
Muralha BH terá mais de 12 mil câmeras
De acordo com a PBH, o projeto Muralha BH é um sistema integrado de monitoramento inteligente de escolas municipais, parques, praças, principais vias e corredores, incluindo o Anel Rodoviário, além de centros de saúde municipais. Com isso, segundo a Prefeitura, são esperados impactos positivos na segurança e na qualidade de vida dos cidadãos, incluindo redução da criminalidade e melhoria da mobilidade urbana.
Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, em parceria com a Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), o projeto prevê a distribuição de mais de 12 mil câmeras em áreas mapeadas da cidade, conforme a divisão a seguir:
Rede de Vigilância Inteligente
- 8 mil câmeras de segurança, sendo 1.890 do tipo PTZ, com giro de 360º, além de unidades fixas;
- 2.650 câmeras LPR, próprias para leitura de placas veiculares;
- 1,5 mil equipamentos com capacidade de reconhecimento facial;
- Total: 12.150 equipamentos.
Segundo a Prefeitura, as imagens captadas serão monitoradas no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), espaço estratégico com funcionamento 24 horas por dia e que reúne representantes da Guarda Municipal, BHTrans, Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), polícias Civil e Militar, entre outros órgão.
“A partir de software próprio e da utilização de inteligência artificial, serão criados mecanismos analíticos capazes de emitir alertas diante da detecção de placas de veículos roubados, pessoas procuradas pela polícia ou desaparecidas e gestos suspeitos. As equipes de plantão no COP-BH atuarão de forma imediata, direcionando as ações dos órgãos competentes, reduzindo o tempo de resposta das equipes de segurança e tornando as abordagens mais eficazes”, declarou a PBH, à época do lançamento do projeto, em outubro.
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