O eletrocentro é uma estrutura que abriga equipamentos de controle de energia | Crédito: Dione Alves

Uma das reflexões que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) trouxe para o mundo dos negócios foi a necessidade do foco de atuação. A Artecal, localizada no município de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), especializada na fabricação de eletrocentros, por exemplo, está sendo beneficiada pela demanda de estruturas metálicas que abrigam dispositivos e equipamentos de controle de energia por parte do setor industrial.

Com isso, segundo o CEO da Epar Business (empresa responsável pela gestão da Artecal desde 2019), Eduardo Luiz, o volume de negócios está cerca de 20% superior ao apurado no ano passado, média que deverá ser mantida ao final deste exercício.

Conforme ele, a projeção é uma surpresa, pois assim como a maioria das companhias, a Artecal também esperava um impacto negativo diante dos resultados da pandemia.

“Na verdade, a empresa já começa a colher os frutos de uma opção estratégica de negócio com foco naquilo que sabe fazer de melhor. E isso acontece, justamente, no momento em que o mundo inteiro e todos os setores estão revendo seus conceitos e atitudes até com relação a desperdício de energia, tempo e dinheiro”, afirmou.

Na prática, de acordo com o executivo, o eletrocentro elimina etapas e processos na implantação de qualquer empreendimento. Além de ser rígida e transportável, a estrutura é projetada para abrigar dispositivos e equipamentos de controle de energia como cubículos de média e alta tensão, assim como nobreaks, painéis de controle de motores, painéis auxiliares, painéis de automação, painéis de inversores, ar-condicionado, sistema de detecção e combate a incêndio, entre outros equipamentos de acordo com as necessidades de cada cliente.

Conforme ele, a projeção da estrutura é resultante de uma solução que envolve tecnologia, condições como carga sobre o teto, situações de vento incidente e peso dos equipamentos internos, tudo analisado por cálculos estruturais.

“Trabalhamos para oferecer produtos projetados, desenvolvidos e fabricados dentro do padrão de qualidade, de acordo com as normas: AWS, ASTM, SAE, DIN, NBR e AISI. Somos a primeira empresa no Brasil a projetar e fabricar cabines de comando, atendendo a norma NBR 10152 (Níveis de Ruído para Conforto Acústico), com Laudo próprio de Garantia Acústica”, citou.

Diante da elevada demanda, a Artecal já prevê investimentos para o ano que vem na implantação de uma nova linha de pintura no centro de fabricação de peças e estruturas metálicas localizado em Juatuba, além da ampliação da verticalização da produção dos eletrocentros na unidade. Segundo Eduardo Luiz, a capacidade fabril da planta aumentará em cerca de 30%.

“Vamos produzir os insumos dos equipamentos, agregando valor ao negócio, verticalizando ainda mais a produção antes da entrega ao mercado. O objetivo é entregar mais solução e mais facilidade para os clientes, com a integração total do produto”, explicou. Hoje, a Artecal já é a segunda maior empresa em capacidade produtiva de eletrocentros do Brasil, ficando atrás apenas da multinacional Weg.

As áreas atendidas pela empresa são as indústrias de siderurgia, mineração, alimentação, energia e automobilística do País. Os principais negócios estão concentrados em Minas Gerais e há alguns projetos também no Centro-Oeste. Já os funcionários hoje somam 70 profissionais.