Queremos dobrar o número de unidades no Estado em 2020, afirmou Edmar Mothé - Crédito: Divulgação

A busca por uma alimentação saudável tem resistido à crise econômica. Embora sejam produtos de maior valor agregado, os itens ligados à saudabilidade e, especialmente, os que atendem a quem tem algum tipo de restrição alimentar, quando entram na lista de compras não costumam sair facilmente. De acordo com a agência Euromonitor Internacional, o segmento deve crescer anualmente cerca de 4% até 2021 no Brasil.

E é dentro dessa tendência que a brasiliense Bio Mundo tem crescido a taxas expressivas, encerrando 2019 com 100 unidades abertas. As lojas oferecem itens sem glúten, sem lactose, diet, light, integrais, orgânicos, iogurtes, sucos, alimentos congelados e refrigerados e suplementos esportivos. Além da venda a granel de grãos, sementes, farinhas, frutas desidratadas, oleaginosas, chás e temperos. A Bio Mundo também conta com uma linha exclusiva de encapsulados naturais, atendendo a diversos tipos e necessidades dos clientes, como reposição de nutrientes, manutenção e preservação da saúde.

De acordo com o CEO da Bio Mundo, Edmar Mothé, Minas Gerais é o terceiro mercado da marca, com 10 unidades – sendo oito na Capital, uma em Uberlândia (Triângulo) e outra em Juiz de Fora (Zona da Mata) -, atrás apenas do Distrito Federal e Rio de Janeiro, e ainda tem muito a crescer. “Queremos dobrar o número de unidades no Estado em 2020. Minas é um mercado muito importante e buscamos cidades acima de 100 mil habitantes”, explica Mothé.

São dois modelos de loja – com 50 metros quadrados e 80 m² – com investimento médio a partir de R$ 300 mil. E já está em teste o formato quiosque, com investimento médio 70% mais barato. O objetivo do novo formato é atender cidades menores e servir como teste para shopping centers menos consolidados e para parceiros que têm menor capacidade de investimento, especialmente os entrantes na rede.

“Estimulamos os franqueados multiunidades. Este ano, 50% da nossa expansão se deu por esse modelo. Com quatro anos de existência temos franqueados que já estão com cinco unidades”, comemora o CEO da Bio Mundo.

A consolidação do mercado de alimentação saudável acontece em um contexto de descobertas científicas e valorização de profissionais do setor de saúde como os nutrólogos. À medida que problemas ligados ao consumo do glúten e lactose, entre outras substâncias, foram identificados, a indústria alimentícia também se mobilizou para atender um nicho de mercado ávido por produtos apropriados e capaz de pagar por eles.

“Até poucos anos atrás poucas pessoas falavam em comer bem. Hoje todo mundo fala sobre alimentação, está na mídia. Naquela época, marmita era coisa de quem tinha pouca condição financeira. Isso mudou. O executivo leva marmita. Houve uma mudança cultural que obrigou a indústria a investir. Os alimentos dessa categoria agora são bonitos e têm sabor, coisa que não acontecia antes. Tudo isso deu fôlego ao nosso mercado”, avalia o executivo.