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Celo4 Earth lança token de créditos de carbono

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Ferreira: trabalhamos com projetos certificados pela ONU | Crédito: Divulgação

Diante de negociações – difíceis – que envolviam lideranças de todo o planeta, a maior conquista da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26), em Glasgow, na Escócia, em novembro, foi o avanço quanto ao estabelecimento de um mercado global de carbono. Um mês após a conferência, a mineira Celo4 Earth lança a maior plataforma de compensação de emissões do Brasil e um token de carbono que promete compensar as emissões de empresas e de pessoas físicas.

De acordo com o fundador da Celo4 Earth, Murillo Ferreira, inicialmente, serão R$ 20 milhões em ativos lastreados em créditos de carbono de projetos sustentáveis. Entre os proponentes, destaca-se a Rima Industrial e seus projetos, empresa mineira líder na produção e comercialização de ligas à base de silício e magnésio no Brasil e único produtor de magnésio primário do Hemisfério Sul.

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“Toda atividade humana interfere no meio ambiente porque fazemos parte do ecossistema, mas esse impacto pode ser positivo ou negativo, podemos ser produtivos e não predatórios se escolhermos assim. A Celo4 nasceu em Belo Horizonte com essa característica de democratizar o acesso a uma solução para empresas e pessoas. O uso da tecnologia do blockchain, voltado para o mercado cripto, faz com que todo o processo de compensação seja seguro, ágil e transparente. Para que todos os envolvidos tenham total clareza de que houve a compensação. Quem precisa compensar suas emissões adquire os tokens e na outra ponta os projetos sustentáveis têm a garantia de que serão mantidos”, explica Ferreira.

Blockchain é um banco de dados transparente e imutável. Ou seja, pode ser visto por todos, mas, depois que as informações são escritas nele, não podem ser alteradas. Essa tecnologia tem sido usada por empresas que querem ser mais transparentes com suas negociações e deixar seus investidores mais confiantes do trabalho que está sendo feito. Já a tokenização é classificada como a substituição dos dados reais por equivalentes no meio digital registrado em um blockchain.

Governos e companhias privadas que precisam compensar suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e que assumiram, nas convenções das Nações Unidas, metas de redução de emissões podem utilizar o novo token para compensar sua pegada de carbono, cumprindo suas metas ambientais.

O token será lançado na rede da Binance Smart Chain (BSC) e poderá ser comprado e vendido na corretora BitcoinToYou. Grandes empresas darão o lastro, a garantia via blockchain e a paridade do ativo com o crédito de carbono.

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“Trabalhamos apenas com projetos brasileiros certificados pela ONU. Isso traz confiança para todo o sistema. Qualquer pessoa ou empresa pode comprar e oferecemos uma calculadora – a Verden– para que possam calcular sua pegada de carbono em atividades cotidianas, como no transporte usado para ir ao trabalho ou o gás de cozinha”, pontua.

Especialistas de mercado estimam que o Brasil possa receber nos próximos anos investimentos de até U$100 bilhões em projetos dessa natureza. Cada vez mais fundos internacionais de investimentos e outros financiadores globais e nacionais colocam entre seus critérios de escolha de projetos itens “conscientes”. Políticas de descarbonização da produção, incentivo ao consumo consciente, e projetos NET Zero são os principais, todos, claro, devidamente comprovados e, de preferência, certificados.

“Projetos assim vão além das questões ambientais, eles alcançam todas as dimensões da sustentabilidade. A questão social está ligada aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Os trabalhadores locais têm acesso à educação e à alimentação de melhor qualidade, garantindo o combate à pobreza. A economia da região gira, mantendo as pessoas nas suas cidades de origem. Todo esse movimento ajuda a criar uma consciência coletiva capaz de atrair mais consumidores e investidores conscientes. À medida que uma empresa adquire os créditos, ela tem um certificado que dá a segurança e informações da compensação para o mercado que pode ser apresentado para efeitos de marketing e também para instituições financeiras que têm linhas de crédito específicas”.

Os créditos de carbono ligados ao token são gerados no Brasil, mas são comercializados em todo o mundo, incluindo os países da Europa – onde mais se compra crédito de carbono no planeta.

“Por mais que a empresa faça, dificilmente chega a 100% de mitigação, por isso a maior delas precisa da compensação via créditos de carbono. Como sociedade temos uma carência de entendimento sobre o que é esse mercado e para onde ele vai. Por isso as empresas devem investir muito mais na conscientização da sociedade brasileira – Inclusive dando publicidade aos projetos – para que todos possamos participar de forma mais ativa dessa causa. O que encontramos com o mercado de carbono é que a preservação do ambiente se tornou tangível. Fez sentido para a economia. É uma oportunidade que o Brasil não pode perder. Temos potencial para liderar a discussão e o mercado. Vemos as empresas mais preocupadas, elas já não precisam tanto ser convencidas, elas já nos procuram”, pondera o fundador da Celo4 Earth.

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