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Para fugir da crise, Cruzeiro adota práticas de gestão empresarial

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Entre as principais ações na reconstrução do Cruzeiro está a transformação em clube-empresa - Crédito: Vinnicius Silva - Divulgação

O Cruzeiro Esporte Clube, que vive a maior crise de sua história, e vai disputar a série B do Campeonato Brasileiro em 2020, recorre a práticas da gestão privada em busca de sua reestruturação. Para isso, nomes conhecidos do setor empresarial mineiro, como Saulo Fróes (Lokamig Rent a Car), Vittorio Medioli (Grupo Sada), Pedro Lourenço (Supermercados BH) e Emílio Brandi (Nova Safra), administram o clube interinamente desde o fim do ano passado, até que uma nova diretoria seja eleita, nos próximos meses.

Juntos com outros conselheiros, eles formam o Núcleo Dirigente Transitório e atuarão de maneira voluntária na gestão do time até a eleição da nova diretoria, que deve ser realizada em maio. O grupo já trabalha com ações emergenciais, que inclui a possibilidade de um plano de recuperação judicial, cuja intenção maior é profissionalizar 100%  a gestão, transformando o Cruzeiro em clube-empresa, tornando-o sustentável pelas próximas décadas.

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A prática já é comum entre os times europeus e o Botafogo aprovou, no fim de dezembro, em Assembleia Geral, a mudança estatutária para que o time carioca adote o modelo de gestão. As dívidas do alvinegro chegam a R$ 759 milhões.

Da mesma maneira, o Cruzeiro também precisará formalizar o processo, levando a proposta à avaliação do Conselho e alterando o estatuto do clube. Neste caso, as dívidas quase R$ 700 milhões, os atletas acumulam mais de três meses de salários atrasados e não há recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras bonificações. Com isso, dois jogadores já acionaram o clube na Justiça: Thiago Neves e Fabrício Bruno.

Enquanto a mudança não ocorre na prática, os empresários do novo Conselho Gestor aplicam as receitas de sucesso de suas empresas no projeto intitulado “Novo Cruzeiro”. Para isso, expertises de empresas mineiras de sucesso como Lokamig, Grupo Sada, Supermercados BH, Nova Safra, Frigorífico Uberaba e Aethra estão sendo agregadas à gestão do clube, em uma força-tarefa para reerguê-lo.

Saulo Fróes é o presidente do grupo, Vittorio Medioli é o vice-presidente, Pedro Lourenço lidera o departamento de futebol e Emílio Brandi está à frente da administração e do financeiro.

Além disso, Carlos Ferreira, dono do Frigorífico Uberaba, cuida dos setores de informática e social, e Pietro Sportelli, fundador da Aethra, dirige o setor de patrimônio. Vale dizer, porém, que Aquiles Diniz (fundador do Banco Intermedium, hoje Banco Inter) e Sportelli recusaram o convite de integrar formalmente o Conselho Gestor, mas seus nomes constam no organograma do novo comando do time.

Conselho gestor formado no final do ano passado conta com empresários de sucesso – Crédito: Divulgação

Ações – Entre as medidas tomadas até então, houve, por exemplo, o corte de cerca de 30 conselheiros remunerados pelo clube e a demissão de dezenas de funcionários. Em nota, o departamento de comunicação afirmou que “no esforço de resgatar o clube do desequilíbrio financeiro, todas as medidas necessárias serão tomadas para apresentar um plano de sustentabilidade econômica e exitosa visando um imediato retorno do time à série A”.

Em entrevista coletiva, no mês passado, o diretor-executivo do clube, Vittorio Medioli, explicou que a transformação do Cruzeiro em clube-empresa foi uma a possível solução discutida pelos diretores interinos na primeira reunião formal do grupo.

“Existe uma legislação já aprovada na Câmara Federal e que deve passar no Senado, que permite a recuperação judicial do Cruzeiro. Tem um Cruzeiro de 99 anos e tem um Cruzeiro que vamos preparar para ter 200 anos de glória, mas profissionalizando. Deixando essa figura de clube, e montando uma empresa, uma S/A, com ações que até os torcedores poderão comprar”, sugeriu.

Conforme Medioli, o projeto será pautado pela transparência, algo que teria faltado nas administrações passadas. “Se tivesse tido transparência nos últimos anos, a própria torcida e o público em geral, teriam tomado ciência que certas coisas não são para serem feitas. O Cruzeiro está quebrado, tem de refundar o Cruzeiro. Essa fundação vai demorar dois, três anos. Daqui a três anos, o Cruzeiro vai ser uma empresa modelo em termos de gestão e resultados”, completou.

Além disso, o Núcleo prevê uma auditoria nas contas do clube para responsabilizar as pessoas que causaram o rombo e a redução de salários, e mudanças no elenco para a temporada 2020, já que o orçamento do clube saiu de R$ 300 milhões em 2019 para R$ 80 milhões este ano.

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