Aleve LegalTech Ventures integra Deu Lance ao portfólio
A Aleve LegalTech Ventures, gestora especializada na criação e estruturação de legaltechs, integrou a Deu Lance, startup agregadora de leilões imobiliários, ao portfólio. Com a movimentação, a Aleve passa a contar com 12 empresas integradas, avaliadas em mais de R$ 180 milhões. O objetivo é impulsionar a Deu Lance, que deve chegar ao final do ano com cerca de 10 mil usuários e participar de cerca de cinco leilões por mês, elevando o faturamento para R$ 600 mil.
Conforme o fundador e diretor-presidente da Deu Lance, Guilherme Guimarães Vieira, a empresa nasceu de uma dor do mercado, que é a ineficiência do mercado de leilões imobiliários em função da desinformação e da fragmentação de informações. Assim, a empresa desenvolveu uma plataforma tecnológica própria que intermedeia a relação entre investidores, arrematadores e leiloeiros, otimizando o processo desde a originação do ativo até a arrematação. Ele ressalta que o mercado de atuação é promissor. Somente no ano passado foram arrematados, no mercado em geral, cerca de 45 mil imóveis.
“A Deu Lance nasceu de uma dor do mercado, de uma ineficiência do mercado de leilões imobiliários. A plataforma soluciona os gargalos de ponta a ponta, incluindo os jurídicos, os gargalos informacionais, e a gente, cumprindo essa esteira toda, otimiza esse mercado”.
Com atuação nacional, a Deu Lance, hoje, conta com cerca de 450 usuários ativos, entre advogados, imobiliárias, corretores, investidores, entre outros. A plataforma centraliza informações de leilões realizados por mais de 200 leiloeiros e atende demandas vindas principalmente de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Até o final do ano, a projeção é alcançar 10 mil usuários cadastrados e efetivar em torno de cinco leilões ao mês.

“Por mês, hoje, efetivamos de dois a três leilões. Ainda é uma frequência mensal baixa, até pelo tempo da empresa, já que estamos completando um ano de lançamento. Nossa expectativa com as funcionalidades que serão lançadas é ampliar tanto o número de usuários como a participação nos leilões”, disse Vieira.
A advogada, fundadora e diretora-presidente da Aleve LegalTech Ventures, empresa com sede em Belo Horizonte, Priscila de Oliveira Spadinger, está otimista com a integração da Deu Lance ao portfólio. Ao ser integrada, a Deu Lance passa a contar com uma estrutura completa para escalar o negócio, com um modelo de gestão que une governança, compliance, tecnologia de ponta, acesso ao mercado, jurídico estruturado, captação de recursos e processos de fusões e aquisições (M&A), o que favorece o crescimento. A estimativa, com as ferramentas a serem lançadas, é chegar ao final do ano com a Deu Lance faturando cerca de R$ 600 mil.
“Estimamos que a Deu Lance atinja o faturamento de R$ 600 mil em 2026 e que, no ano que vem, ela já exploda esse valor. Quando avaliamos a Deu Lance, a gente entendeu a maturidade dos fundadores e que o mercado de leilões é muito corrompido e há dificuldades muito grandes para olhar esse mercado de forma simplificada. A solução da Deu Lance vem solucionando esse gargalo, trazendo de forma simplificada cada vez mais inteligência analítica, com muita inteligência artificial, com muita tecnologia”, explicou Priscila de Oliveira Spadinger.
Com o desenvolvimento das soluções, a expectativa é crescer em um mercado com grande potencial. Em 2024, cerca de 50 mil imóveis foram leiloados no País, movimentando aproximadamente R$ 2 bilhões em transações. Estima-se que esse volume representa apenas 12% do potencial do mercado, que pode chegar a R$ 250 bilhões quando considerados todos os ativos passíveis de leilão.
O cadastro na plataforma da Deu Lance é gratuito. O sistema mapeia leilões 24 horas por dia e entrega ao usuário um feed filtrado conforme a preferência. A plataforma é capaz de mapear a vocação dos imóveis com base no zoneamento das cidades, o que evita compras frustradas.
DEU LANCE EM NÚMEROS
- Empresas no portfólio da Aleve: 12
- Valor das empresas integradas: mais de R$ 180 milhões
- Usuários ativos atualmente: cerca de 450
- Meta para 2026: 10 mil usuários cadastrados
- Leiloeiros monitorados: mais de 200
- Leilões efetivados hoje: de dois a três por mês
- Meta de operações: cinco por mês
- Faturamento projetado para 2026: R$ 600 mil
- Imóveis leiloados no Brasil em 2024: cerca de 50 mil
- Volume movimentado pelo setor: R$ 2 bilhões
- Potencial estimado do mercado: R$ 250 bilhões
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