COTAÇÃO DE 14/05/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2710

VENDA: R$5,2710

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,2700

VENDA: R$5,4330

EURO

COMPRA: R$6,3961

VENDA: R$6,3990

OURO NY

U$1.843,90

OURO BM&F (g)

R$311,62 (g)

BOVESPA

+0,97

POUPANÇA

0,2019%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Coronavírus livre Negócios
A psicóloga Juliana Lobo passou também a realizar atendimentos de forma on-line | Crédito: Divulgação

O período de quarentena tem exigido dos empreendedores novas estratégias para manter os negócios. Uma pesquisa realizada pela Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas mostrou que 89% das micro e pequenas empresas estão sendo negativamente afetadas pela crise do coronavírus.

E é neste cenário de pandemia que três empreendedoras da capital mineira têm buscado alternativas para driblar o momento de crise. Uso das plataformas digitais, negociação com fornecedores e férias coletivas são algumas das estratégias adotadas.

PUBLICIDADE

Novas ideias de mercado – A psicóloga Juliana Lobo, que há cinco anos possui um consultório próprio, passou também a realizar atendimentos de forma on-line. Segundo a empreendedora, com o isolamento social tem buscado migrar os atendimentos presenciais para o ambiente digital. Ela conta que precisou mostrar aos clientes que os serviços iam continuar, mas de uma forma diferente.

Além dos atendimentos, a psicóloga percebeu uma demanda por parte de pais que a procuravam para ajudá-los a trabalhar com as crianças em casa neste período de quarentena.

“Pelas redes sociais, recebia dúvidas de pais preocupados por não saberem o que fazer com os filhos em casa. Não é fácil prender a atenção das crianças. Comecei a disponibilizar conteúdos gratuitos voltados para as emoções, principalmente a ansiedade, e deu muito resultado”, destaca.

Em meio aos desafios da crise, a psicóloga também identificou a oportunidade de atuar com consultoria. Desde então, Juliana Lobo tem produzido vídeos e comercializado e-books para crianças, adultos, idosos e profissionais da saúde. Ela ainda participa de grupos de psicólogos que oferecem acolhimento gratuito aos profissionais de saúde envolvidos com a pandemia.

Fortalecer o relacionamento com o cliente – Diante do impacto econômico causado pelo Covid-19, principalmente nos pequenos negócios, Letícia Novais, proprietária da Let’s Sports, tem buscado aumentar o relacionamento com os clientes do bairro Grajaú, região Oeste da Capital. Há oito anos, a loja de artigos esportivos possui uma clientela bastante fiel.

“O nosso público é bem local. Neste período de pandemia, temos nos dedicado às redes sociais, marketplace, voucher de compra com bônus, delivery próprio e com entrega gratuita para alguns bairros, além do fortalecimento da nossa relação com o cliente”, enumera.

Ela ressalta que, por ser uma loja de bairro, consegue identificar bem o perfil dos clientes e utiliza isso a seu favor. A cada 10 dias, liga ou envia mensagens com conteúdos de interesse específicos de cada cliente. Depois de adotar essa estratégia, Letícia Novais diz que percebeu um aumento na procura pelos produtos enviados como sugestão à clientela.

“Também convidamos clientes que são personal trainers para darem aulas pelas lives das nossas redes sociais. Elas são direcionadas para as pessoas que estão em casa, para estimular a prática de atividade física. Produtos como elástico, cordas e colchonetes estão saindo bem nesse período em que as pessoas estão se exercitando em casa”, comenta.

Assim como em vários negócios, a empreendedora precisou negociar o aluguel da loja com o proprietário, prorrogou boletos e deu férias para as suas duas funcionárias. “A crise vai ensinar o brasileiro a pensar na saúde financeira, a valorizar a reserva de emergência e a importância do fluxo de caixa, finaliza.

A tecnologia a nosso favor – Entre as alternativas encontradas para amenizar a distância física em tempo de quarentena estão as lives. Esta foi a forma encontrada pela empreendedora Danniele Paiva para se reunir com as crianças do Berçário Aconchegos. A proprietária do espaço, que é um local de brincadeiras e desenvolvimento para crianças de quatro meses a três anos, encontrou na tecnologia uma aliada.

“Esta é uma faixa etária de difícil concentração. As aulas precisam ser objetivas, de no máximo 40 minutos, com atividades lúdicas. Utilizamos as lives para promover os encontros entre as crianças. Também enviamos vídeos para os pais ensinando eles a fazerem as brincadeiras com os filhos, explica.

Já na parte financeira, o que prevalece é a negociação. Danniele Paiva afirma que os pais que continuarem em dia com as parcelas não precisarão pagar pela colônia de férias realizada nos meses de julho e dezembro. Também foi preciso negociar o aluguel do espaço, dar férias para oito funcionários e reavaliar, a cada 15 dias, as estratégias adotadas. (Da Redação)

Mudança de estratégias está na ordem do dia

Elas tiveram que se reinventar de um dia para outro. Era preciso sobreviver ao Covid-19, à crise econômica, adaptar-se ao consumo em tempos de isolamento social no Brasil. Mudar para não perder clientes e se antever aos cenários prováveis pós-pandemia.

O Estúdio Matraca, gráfica de grandes formatos que faz adesivo para frotas, placas, painéis fotográficos e banners, viu os pedidos minguarem e agiu rápido.

“Buscamos uma oportunidade que pudéssemos tirar proveito do maquinário existente aqui no estúdio”, diz o empresário Carlan Soares Lucas. Havia a necessidade de sinalizar o piso distanciando os clientes uns dos outros em supermercados e bancos. Começaram a produzir adesivos, que já estão em 32 lojas do Super Nosso na Grande Belo Horizonte e 30 agências do Banco do Brasil em Belo Horizonte, Betim, Contagem e Montes Claros.

“Percebemos também que havia preocupação em resguardar os caixas das lojas, com barreiras de acrílico, transparentes”, conta.

Não podiam perder tempo e iniciaram a produção. “Na sequência, vieram as máscaras face shield, aquelas de acrílico, que protegem todo o rosto”, lembra o empresário. O Estúdio Matraca tem máquina de corte a laser e por que não entrar neste segmento?

Clientes há em hospitais, clínicas odontológicas, pessoas físicas. “Estamos fazendo 60 para o hospital Sofia Feldman.” Já foram enviadas também para o interior do Estado. Em duas semanas produzimos cerca de mil máscaras.”

Outra reação às demandas do mercado em dias de isolamento foi agregar aos negócios a produção de adesivos para baús de motos de delivery. Carlan Lucas explica que essas ações resultam em faturamento mínimo para subsistência. “Mas dão fôlego à empresa, mantêm o pagamento em dia dos fornecedores e funcionários. Abriram um leque novo de negócios. Antes, nunca tínhamos atendido o setor de EPI.”

Quem também faz essa reinvenção é o buffet Chá com Mel. “Tivemos que nos reestruturar rápido. De um dia para o outro os eventos programados foram cancelados ou adiados”, diz o empresário Fábio Henrique Veloso. O que fazer? Tinham toda a expertise para produção de alimentos e havia a demanda de consumo em casa. “O problema era como fazer chegar o alimento à casa do cliente com qualidade.” Há os que querem o prato pronto, os que optam pelo congelado. “Antes, o cliente vinha até o buffet, agora é o contrário.”

Fábio Veloso explica que o buffet faz testes com quem já conhece os seus produtos, tem entrega própria, começa a usar as redes sociais e pretende manter o serviço de delivery depois da pandemia, associar ao de eventos que, acredita, serão os últimos a voltarem ao normal. Mudanças que devem ser mantidas, implementadas no mundo pós-coronavírus.

É o que ocorre também com a Previnir Promoção da Saúde. Os serviços de qualidade de vida no trabalho (ergonomia, quick massagem, ginástica laboral e organização de Sipats) e para pessoas físicas (pilates, cursos de massagens e estética), antes presenciais, estão sendo ajustados para o on-line. Carmen Eler, uma das sócias, teve que se adaptar.

“Estou aprendendo a conversar com câmera para gravar videoaulas”, afirma. Ela lembra que um curso presencial de 8 horas seguidas está sendo adequado para 3 horas, em vários módulos de 15 minutos.

“O futuro da Previnir é investir em plataformas. É mais rentável e com a vantagem de vender para pessoas fora de Belo Horizonte”, diz Carmen Eler. Unir com as ações presenciais.

“Quando o isolamento terminar, iremos propor aulas individuais aos alunos de pilates. Assim eles se sentirão mais seguros.” Mesmo depois que o coronavírus fizer parte do passado, os cuidados vão continuar e as empresas já têm que se preparar. É preciso se reinventar. (Da Redação)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!