Estúdios compactos com comércio integrado avançam em Belo Horizonte
O modelo de estúdios compactos integrados a áreas comerciais vem ganhando espaço nas grandes cidades brasileiras, impulsionado pela busca por praticidade, mobilidade e serviços próximos da moradia. Em Belo Horizonte, a tendência começa a ganhar força, especialmente na região Centro-Sul, e já movimenta cerca de R$ 35 milhões em investimentos do Grupo Katz em dois empreendimentos.
O formato, já consolidado em mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, combina unidades residenciais compactas com lojas e serviços no térreo, criando empreendimentos híbridos voltados a um perfil urbano que prioriza conveniência e localização estratégica. Estudantes, jovens profissionais e trabalhadores em trânsito estão entre os principais públicos desse tipo de imóvel.
Um dos exemplos recentes é o Modo Cidade Jardim, empreendimento lançado pelo Grupo Katz na região Sul da capital mineira. O projeto reúne 22 estúdios e sete lojas em um street mall integrado. Segundo a incorporadora, o residencial praticamente esgotou as unidades disponíveis. O investimento foi de aproximadamente R$ 13 milhões.
Além da demanda por moradia funcional, o modelo também desperta interesse de investidores, atraídos pelo potencial de locação de curta duração e pela previsibilidade de retorno. A presença de comércio no térreo é vista como fator que contribui para a vitalidade urbana, ampliando a circulação de pessoas e a oferta de serviços no entorno.

“A comodidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um critério de decisão. As pessoas querem resolver a vida no entorno imediato, com acesso a serviços, conveniência e qualidade de vida no mesmo lugar”, afirma o CEO do Grupo Katz, Daniel Katz.
A próxima aposta da incorporadora é o Modo Belvedere, previsto para ser lançado no segundo semestre de 2026. O empreendimento seguirá o mesmo conceito, com 26 estúdios a partir de 30 metros quadrados e sete lojas integradas ao térreo. O investimento previsto é de cerca de R$ 22 milhões.
Segundo a empresa, o projeto terá unidades maiores, novas configurações de planta e opções com áreas privativas e terraços, buscando atender um público de maior poder aquisitivo.
Para Daniel Katz, a expansão desse tipo de empreendimento acompanha mudanças no comportamento urbano e deve se consolidar em regiões mais valorizadas da cidade. “Regiões com alta demanda e pouca disponibilidade de terrenos tendem a adotar cada vez mais modelos híbridos. É uma resposta natural do mercado a um novo jeito de viver nas grandes cidades”, afirma.
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