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Fabricantes de álcool em gel operam no limite da capacidade

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A fábrica da Emfal em Betim está conseguindo atender todos pedidos e há espaço para crescer ainda mais | Crédito: Divulgação

Em abril de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava pandemia de gripe A H1N1 mundial, na época ainda conhecida como gripe suína. O surto global caracterizou-se por uma variante de gripe suína, cujos primeiros casos ocorreram no México, em meados do mês de março de 2009.

Em maio de 2009, a gripe A H1N1 chegou ao Brasil, quando se registrou 20 casos da doença nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Pouco mais de um mês da pandemia, no final de junho, 627 pessoas em todo o País estavam contaminadas com o vírus. A primeira morte aconteceu no Rio Grande do Sul.

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Quase 11 anos depois, o País enfrenta um novo desafio: evitar a proliferação do novo coronavírus. Sabe-se, porém, que o Brasil está mais preparado para lidar com o Covid-19 do que estava em 2009 para enfrentar a pandemia da gripe H1N1.

Ainda assim, o avanço da epidemia pelo Brasil, com nove casos confirmados e 636 suspeitos, já impacta a indústria de produção de álcool em gel, usado para assepsia das mãos.

Algumas fábricas instaladas em Minas Gerais estão operando no limite da capacidade instalada, sofrem com falta de matéria-prima e, ao mesmo tempo, planejam investir em novos produtos para aproveitar a onda de prevenção.

O último balanço da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que o Estado recebeu, até o momento, notificação de 80 casos suspeitos de infecção humana pelo Covid-19. A primeira suspeita em Minas Gerais foi notificada no dia 28 de janeiro de 2020 e, do total de notificações, 80 que atendem a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) permanecem em investigação, 12 foram descartados e nenhum foi confirmado.




Na Start Química Produtos de Limpeza Ltda, com sede em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, por exemplo, nas últimas semanas, a produção de álcool em gel saltou de 16 toneladas para 30 toneladas por dia. E a expectativa, conforme o diretor comercial, Sérgio Spini, é que em breve chegue a 40 toneladas diárias.

“Na produção vamos ter um aumento de 150%, mas em termos de demanda, a alta foi bem maior, superior a 1.000%. Os pedidos chegam e já não conseguimos atender, apesar de ainda termos um pequeno espaço para crescer. O problema é que começamos a enfrentar falta de matéria-prima também. Já não estamos encontrando tampas para os potes”, afirmou.

O aumento dos pedidos, conforme o diretor, começou a ser observado logo após o Carnaval, uma vez que o primeiro paciente diagnosticado no Brasil com o novo coronavírus foi confirmado no dia 26 de fevereiro. E tamanho tem sido o incremento, que ele aposta em alta de pelo menos 50% no faturamento referente aos produtos de assepsia ao final deste exercício.

Para isso, a empresa pretende investir em novas linhas de produção, diante do aumento dos cuidados da população na prevenção da contaminação pelo vírus, a partir do uso de álcool em gel para assepsia das mãos. “Pensamos em álcool líquido spray e álcool em barra”, revelou.

Boom – A Empresa Fornecedora de Álcool Ltda (Emfal), localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), também observou aumento expressivo na demanda por álcool em gel nas últimas semanas. De acordo com o diretor de Marketing da indústria, Thiago Carceroni Ribeiro, o acréscimo da ordem de 90% tem ocorrido principalmente em função da disseminação na imprensa da recomendação do álcool 70% na prevenção do vírus.

Embora não tenha revelado a capacidade produtiva, o diretor informou que a fábrica está conseguindo atender todos pedidos e que há espaço para crescer ainda mais. A estrutura, conforme ele, se deve à atuação focada no fornecimento de álcool etílico também como insumo para fabricação de outros produtos relacionados com a saúde humana, além da produção de álcool em gel e de álcool líquido 70% de marca própria.




“Com essa alta nas vendas, estimamos um impacto de cerca de 20% no faturamento do segmento ao final deste ano”, revelou. A companhia pretende investir 10% do montante arrecadado no segmento em outros produtos para assepsia humana e produtos de limpeza, de maneira manter o ritmo de crescimento e atender recorrentes e futuras demandas.

Em todo o mundo, o Covid-19 já afetou mais de 98 mil pessoas, das quais mais de 3 mil morreram, a maioria na China. No Brasil, foram admitidos casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. No Sudeste, apenas Minas Gerais ainda não possui nenhuma confirmação.

Os casos considerados suspeitos são aqueles que envolvem pacientes que estiveram em países com risco de transmissão de coronavírus e que tenham apresentado sintomas como febre e algum problema respiratório, como tosse, ao retornar ao Brasil.

O Ministério da Saúde divulgou a lista de 31 países dos quais os brasileiros, ao retornar de viagem, deverão procurar ajuda médica. Entre eles estão os Estados Unidos e grande parte da Europa.

Mastercard fecha escritório e Fórum Econômico é suspenso

São Paulo – A Mastercard, uma das maiores empresas de pagamentos do mundo, fechou seu escritório em São Paulo e pediu que seus funcionários trabalhem a partir de casa, como medida preventiva para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Em comunicado, a companhia afirmou que o funcionário infectado visitou o escritório da Mastercard em Purchase North (Nova York) no início desta semana.

“A conselho das autoridades de saúde pública, fechamos nossos escritórios em São Paulo e Purchase North, que passam por um processo de higienização completa. Além disso, os funcionários que estiveram em contato com o funcionário afetado e estão desenvolvendo os sintomas deverão procurar atendimento médico e trabalhar em casa por 14 dias”, afirmou a companhia.

A Mastercard afirmou ainda que suas operações continuam normalmente.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde confirmou 13 casos de coronavírus no Brasil, aumento de cinco casos em relação à véspera.

O fechamento do escritório da Mastercard ilustra como o setor corporativo no Brasil começa a acusar os efeitos da disseminação global do Covid-19, nome do vírus, que nesta semana já teve casos reportados em ao menos 95 países, após ter surgido na China no final de 2019. No mundo, a infecção contaminou mais de 100 mil pessoas e já matou mais de 3.400.

No começo da semana, a XP Investimentos informou que um de seus funcionários foi diagnosticado com o coronavírus após ter viajado à Itália, e determinou que outros funcionários que viajaram para locais considerados de risco trabalharão de casa por pelo menos 14 dias.

A JBS já avalia que a listagem de suas operações internacionais no mercado acionário dos Estados Unidos, prevista para acontecer neste primeiro semestre, deve atrasar ao menos em algumas semanas devido ao atraso no cronograma de encontros preparatórios com investidores, disse uma fonte a par do assunto.

E a empresa aérea Latam Airlines, dona da TAM, suspendeu voos entre São Paulo e Milão diante de baixa demanda, após a disseminação do coronavírus na Itália.

As ações de companhias aéreas nacionais Gol e Azul têm sido destaques de perdas na bolsa paulista desde a semana passada, refletindo temores do mercado que a disseminação da doença reduza drasticamente as viagens.

Várias aéreas no exterior têm suspendido voos, com grandes corporações e órgãos internacionais cancelando eventos, como medidas preventivas. Na sexta-feira, a associação de montadoras de veículos, Anfavea, cancelou o salão do automóvel de São Paulo deste ano, adiando o evento para 2021.

Enquanto isso, especialistas vêm rapidamente piorando as projeções para a atividade econômica em 2020 como reflexo da epidemia do coronavírus. O próprio IBGE afirmou na quarta-feira que o efeito da doença deve impactar o PIB brasileiro do primeiro trimestre.

A edição do Fórum Econômico Mundial para a América Latina que aconteceria no mês que vem em São Paulo, foi suspensa por conta do coronavírus, em mais uma decisão do tipo tomada em meio à disseminação da epidemia pelo mundo.

O evento, que ocorreria de 28 a 30 de abril, tinha como foco explorar o impacto da “quarta revolução industrial” nos negócios da região.

Itália – O Vaticano informou na sexta-feira que um paciente que recebe tratamento em seus serviços de saúde teve exame positivo para o coronavírus, o primeiro caso no pequeno enclave murado dentro de Roma.

A descoberta levou a epidemia ao coração da capital da Itália, o país europeu mais atingido pelo surto da doença. O número de mortos na Itália, onde o vírus afetou principalmente o norte, estava em 148 na quinta-feira (5).

Um porta-voz do Vaticano disse que o caso foi diagnosticado na quinta-feira e que os serviços médicos do Vaticano foram suspensos para higienizar as áreas.

A maioria dos funcionários do Vaticano que usa seus serviços de saúde vive na Itália, do outro lado da fronteira com a cidade-Estado.

O porta-voz não deu detalhes sobre se a pessoa com teste positivo é um funcionário ou está entre os poucos clérigos ou guardas que moram dentro de seus muros.

No início da semana, o Vaticano informou que o papa Francisco, que cancelou um retiro da Quaresma pela primeira vez em seu papado, está sofrendo de um resfriado, “sem sintomas relacionados a outras patologias”. (Reuters)

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