Em 2019, a Feira Nacional de Artesanato recebeu 130 mil visitantes no Expominas; evento segue agendado para dezembro | Crédito: Divulgação

Participante do calendário oficial da cidade, a Feira Nacional de Artesanato segue agendada para o período entre 1º e 6 de dezembro, no Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte. Mas como nada será como antes no pós-pandemia, o evento também ganha um novo formato, apostando na transformação digital.

Unindo a tradição do artesanato, onde o que vale é a exclusividade de tudo o que é feito à mão, com o mundo virtual, em 2020 a edição será híbrida, acontecendo simultaneamente no Centro de Feiras e Exposições e na internet.

De acordo com a presidente do Instituto Centro Cape – responsável pela organização da Feira Nacional de Artesanato -, Tânia Machado, o evento será realizado dentro de todas as normas de segurança sanitária determinadas pelas autoridades de saúde municipal. Em 2019, foram 130 mil visitantes durante a feira.

“Estamos todos discutindo a retomada econômica e sabemos que, mesmo liberados, os eventos que geram grandes aglomerações terão dificuldades em atrair público. Então resolvemos fazer uma edição híbrida, com parte presencial e parte on-line. Quando tudo estiver montado vamos filmar a feira em 360 graus e fazer uma edição para a internet.

No nosso site o consumidor vai poder visitar todos os estandes, conhecer e escolher os produtos e entrar em contato direto com os artesãos. Será um grande desafio, porque teremos apenas 48 horas para fazer tudo, mas essa foi a forma que encontramos para quem não puder ou não quiser vir ao evento não deixar de conhecer e comprar o artesanato. São mais de quatro quilômetros de corredores e mais de 20 mil produtos”, explica Tânia Machado.

O site não será um marketplace. Os visitantes não farão compras diretamente através dele. Como a maioria dos artesãos não tem experiência e nem estrutura para e-commerce, não há tempo hábil para o desenvolvimento e integração de tantos sistemas.

O site ficará no ar até novembro de 2021, permitindo que consumidores e lojistas conheçam artesãos e produtos durante todo o ano que vem.

Antes disso, porém, já em outubro, será disponibilizado especialmente para lojistas um site com os nomes, contatos e foto de referência de todos os artesãos que já confirmaram a sua presença, de forma que o lojista possa antecipar as compras de Natal, fazendo as encomendas diretamente ao produtor.

A ideia de “digitalizar” a feira já existia, mas era um plano para o futuro. Para garantir a realização da edição de 2020 foi necessário tomar decisões rápidas e arcar com o aumento de custos.

“A feira está encarecendo R$ 300 mil por conta dos novos protocolos e insumos. Tivemos que refazer o layout com distanciamento dos bancos para descanso. Também a área de alimentação será reformulada. Não terá mesa com cadeiras, serão apenas mesas-bistrô. Não vai poder ter degustação nos estandes, os produtos só poderão ser oferecidos em embalagens individuais. E todo o vasilhame será descartável. Também na limpeza vamos contratar uma empresa para tirar o lixo e incinerar o descarte, e um aumento na equipe de faxina de 100 a 250 pessoas”, enumera a presidente do Centro Cape.