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Fiemg: passos firmes rumo aos 90 anos

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Fachada da Fiemg
Crédito: Divulgação

Caminhando com passos firmes rumo aos 90 anos de fundação, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) comemora 88 anos este mês e se abastece da sua longa jornada até aqui para mirar o futuro.

A entidade atuou para que empresas de importância mundial se instalassem no Estado, como Mannesmann, Usiminas, Fiat, Refinaria Gabriel Passos e também para a criação do Banco de Desenvolvimento de Minas (BDMG), entre outros.

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No manifesto de criação da Federação, assinado por Américo René Giannetti, Alvimar Carneiro de Rezende e Euvaldo Lodi, estava decretada a missão da Fiemg: “promover a indústria mineira em sintonia com os interesses da sociedade, estimulando os valores da livre iniciativa e do empreendedorismo”.

De acordo com o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, a entidade é portadora de futuro. Segundo ele, é dentro das indústrias que as inovações tecnológicas se materializam em produtos que atendem às necessidades da população. A entidade tem, hoje, cerca de 65 mil indústrias federadas.

“O papel da Fiemg é claro. O setor industrial quer contribuir para a retomada do crescimento e da geração de oportunidades para todos. Participamos dos momentos mais importantes da história da economia mineira nesses quase 90 anos, incentivando o fortalecimento da indústria em todo o Estado. E, hoje, a Fiemg, com as suas comissões e com os serviços que presta aos associados, incentiva e luta por melhores ambientes de negócios aqui”, explica Roscoe.

O esforço para a formação de mão de obra é uma das chaves para que a Federação cumpra a sua missão. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) são os braços que formam e qualificam a mão de obra e a gestão para as indústrias do Estado.




“A principal relevância do Sesi/Senai é a formação do nosso futuro. Ali damos qualidade de educação para as futuras gerações e também qualificação técnica. Lembrando que eles formam para o difuso, para toda a sociedade. Um eletricista formado no Senai não serve só à indústria, serve a todos os setores. São dezenas de profissões que podem atender a um amplo espectro de demandas e isso é muito importante nesse cenário de mudança tecnológica, em que a sociedade está se digitalizando. Além disso, tem um caráter de inclusão, com cursos gratuitos. Quem permite isso é a indústria através da contribuição à Fiemg”, pontua Roscoe.

Áreas de atuação do IEL

Gestão e Estratégias da Inovação: ferramentas e metodologias que atuam desde as fases mais preliminares, de idealização, até a captação de recursos para o desenvolvimento de projetos inovadores. Entre as soluções ofertadas estão planos de gestão da inovação, medição de resultados e sensibilização e gestão de ideias.

Programa IEL de Estágio: aproxima estudantes universitários e de cursos técnicos do mercado de trabalho. A partir de um amplo cadastro e de critérios inovadores de seleção e acompanhamento, indica talentos para preencher as vagas de estágio oferecidas pelas empresas.

Educação Executiva: o programa de Educação Executiva do IEL promove cursos de curta, média e longa duração para a melhoria das competências em gestão das empresas. Somente nos últimos cinco anos foram oferecidos mais de 50 programas, destinados a executivos, gestores e sucessores de empresas responsáveis por decisões estratégicas.

Inova Talentos: desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é um programa que visa ampliar o número de profissionais qualificados em atividades de inovação no setor industrial brasileiro. O objetivo é incentivar a criação de projetos de inovação nas empresas e em institutos privados de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Inova TEC: é voltado para alunos de graduação em bacharelado e de graduação tecnológica. Empresas submetem uma proposta de projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação, a ser executada em parceria com um professor-orientador, o qual é vinculado a uma instituição de ensino superior, que seleciona um bolsista para a execução das atividades.

Roscoe: Peso da arrecadação do setor é relevante para Minas | Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

2020 foi um dos mais desafiadores da história da Federação




O ano de 2020 foi, porém, um dos mais desafiadores da história da Fiemg. O impacto social e econômico da pandemia sobre o Estado levou a entidade a assumir de maneira contundente seu papel de liderança, conclamando os associados a participarem efetivamente do combate à Covid-19, doando recursos e expertise.

A Fiemg liderou um movimento de arrecadação de fundos para o projeto Inspirar, da empresa Tacom, que desenvolve ventiladores pulmonares, com inteligência e componentes mineiros. Cerca de 1.600 equipamentos estão sendo utilizados em dezenas de hospitais em Minas Gerais.

Também articulou investimentos para a construção do Hospital de Campanha no Expominas e de leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19 no Instituto Mário Penna e no Hospital Mater Dei Betim-Contagem.

Para estimular o desenvolvimento de pesquisas que buscam uma vacina para proteger a população contra a Covid-19, a Fiemg contribui para o desenvolvimento da imunização que ganhou o nome de UB-612. Elaborada pela Covaxx, uma unidade da United Biomedical, empresa internacional com unidades nos EUA, China e Taiwan, a vacina terá estudos clínicos no Brasil, conduzidos pelo laboratório Diagnósticos da América (Dasa).

Foram, ainda, produzidos em larga escala, por meio do Sesi/Senai, itens fundamentais para a proteção da população, como álcool glicerinado 70%, máscaras de tecido, face shields e jalecos, além da reparação de centenas de respiradores de todo o País; desinfecção de ruas e avenidas e investimentos em testes rápidos para identificação da doença.

“Tivemos um olhar cuidadoso para a sociedade – de ajuda humanitária – e para a indústria – para a preservação dos negócios e dos empregos. A pandemia foi algo totalmente imprevisto, sem a possibilidade de nos anteciparmos. Dialogamos constantemente, de forma proativa, com os governos federal e estadual, sugerindo diversas ações nas áreas trabalhista, tributária, ambiental, de acesso ao crédito e de energia, com destaque para as Medidas Provisórias 927 e 936, que preservaram, somente em Minas Gerais, mais de 300 mil empregos. A atividade industrial ser considerada essencial pelo Estado, permitindo a continuidade de sua atuação de forma responsável, desde o começo da pandemia, também foi uma articulação da Federação com o governo de Minas Gerais, além da sensibilização da prorrogação e suspensão de prazos para pagamentos de tributos. Esses pleitos do setor industrial contribuem na retomada do crescimento sustentável do País. A indústria traz prosperidade, traz renda para as comunidades. Hoje, o setor é responsável por 49% de tudo que o Estado de Minas Gerais arrecada. Isso é muito significativo”, destaca o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

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