Grupo Lafaete investe em estruturas pré-fabricadas

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Grupo Lafaete investe em estruturas pré-fabricadas
A estrutura é montada na edificação em apenas três dias - Crédito: Divulgação

A venda de casas e empreendimentos comerciais em estruturas pré-fabricadas é a grande aposta do Grupo Lafaete para os próximos exercícios. Comercializando os primeiros projetos em 2020, a CMC Módulos Construtivos, braço do grupo voltado para o segmento, investiu e estabeleceu parcerias para o desenvolvimento do negócio nos últimos 10 anos. Ao todo foram aportados R$ 8 milhões.

De acordo com o diretor de Operações do Grupo Lafaete, Edison Tateishi, os recursos foram destinados à compra de maquinários, contratação de funcionários, custo de desenvolvimento e infraestrutura fabril. A estrutura já sai pronta da fábrica e é montada pela equipe no próprio local da edificação e a montagem da estrutura pode ser concluída em apenas três dias.

“O grande diferencial está na rapidez em que se é edificado o empreendimento. Além disso, a modulação é feita sob medida para o cliente. As peças são produzidas de acordo com as medidas definidas previamente no projeto arquitetônico. Desenvolvemos algo que permite ganho de tempo para as empresas, mas com valores compatíveis com a alvenaria convencional”, explicou.

Em termos de mercado, ele contou que imóveis como estes já são utilizados em países como Japão e Canadá e que se trata de uma tendência para o setor imobiliário brasileiro também. “Para quem olha parece uma casa comum, mas temos uma estrutura mais leve do que as convencionais e não perde em segurança, evitando também problemas com mofo ou proliferação de fungos pela umidade”, completou.

Além disso, também entre os benefícios da estrutura pré-fabricada estão a redução de desperdício de materiais e a precisão dimensional. Sobre o custo, o diretor explicou que não há tanta diferença, já que esta ainda é uma opção relativamente nova no mercado. De acordo com ele, à medida que o produto foi escalando a tendência é que as fábricas estejam melhor preparadas e o custo caia ainda mais.

“Investimentos em automação e robótica, por exemplo, culminam com melhora na produtividade e produtos mais baratos”, lembrou.

Para apresentar a novidade ao mercado, a CMC Módulos Construtivos desenvolveu um protótipo, que tem, aproximadamente, 150 metros quadrados e dois andares. Instalada na fábrica de Mirassol, em São Paulo, a estrutura automatiza módulos em 2D e 3D, por meio do sistema Light Steel Frame (estrutura de aço leve).

O projeto, desenvolvido em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), envolveu anos de pesquisa e parcerias com instituições sólidas, como a Universidade de Alberta e a Universidade de São Paulo (USP).

É grande o volume de projetos em estruturas pré-fabricadas em carteira da CMC no momento, localizados em todo o País. Para se ter uma ideia, segundo Tateishi, se um terço dos negócios se confirmarem, a empresa não terá nem estrutura para atender a todos os pedidos.

Assim, a expectativa é que o grupo encerre 2020 com crescimento de 20% nos negócios em relação ao ano anterior – mesmo nível de expansão apurado no exercício passado sobre 2018. A continuidade do desempenho é atribuída principalmente aos esforços da empresa de se manter ativa no mercado, mesmo em cenários adversos, como os observados nos últimos anos.

“Não ficamos parados esperando a crise passar. Realizamos investimentos, pesquisamos e implementamos novas soluções e lançamos novos produtos no mercado”, finalizou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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