Grupo Martins aposta em IA para reduzir tempo de conclusão de vendas e crescer dois dígitos em 2026
O Grupo Martins aposta na tecnologia, especialmente ferramentas de inteligência artificial (IA), para ganhos de eficiência operacional neste ano. Entre os resultados obtidos com o uso da inteligência artificial estão a redução de 57% no tempo de conclusão das vendas, uma taxa de sucesso de 91% das solicitações automatizadas e 5.884 horas economizadas por ano. É nesse cenário que a companhia mineira projeta um crescimento de até dois dígitos no faturamento em 2026, após atingir R$ 7,5 bilhões no ano passado.
De acordo com dados do Ranking Abad/NielsenIQ 2026, a empresa atacadista fechou o último exercício com crescimento de 6,7% no faturamento anual frente ao registrado em 2024 (R$ 7 bilhões). Dessa forma, a companhia ocupa a liderança entre aquelas com sede em Minas Gerais, sendo a segunda maior empresa do setor atacadista distribuidor do Brasil.
Em entrevista ao Diário do Comércio, durante a edição deste ano da convenção da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), em Atibaia (SP), o CEO do Grupo Martins, Rubens Batista, destacou que o planejamento estratégico tem como principal objetivo aumentar a relevância da empresa junto aos clientes, que são os pequenos e médios varejistas.
Ele ressaltou que a meta da companhia é ampliar a eficiência, especializar o potencial de vendas e regionalizar, além de investir no marketplace. “Nós temos um marketplace que deve ser um dos cinco maiores do Brasil no canal business-to-business (B2B)”, acrescentou.
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A estratégia de aumento de eficiência do negócio envolve investimento em tecnologia, como a inteligência artificial. O executivo esclareceu que ações voltadas para a eficiência não envolvem apenas a redução de determinadas coisas, mas também o aumento do alcance, por exemplo.
Batista pontua que o Martins já está implementando a IA no ciclo de pedidos, na melhoria do processo de precificação e da estrutura organizacional. Esse tipo de ferramenta, segundo o CEO da companhia atacadista mineira, também tem contribuído para ganhos na área logística, por meio do planejamento de rotas.
“Nós estamos usando a IA em todas as frentes para melhorar a produtividade e o output de nossos colaboradores, liberando tempo para que eles possam ser mais produtivos”, disse.
Lembrando que, segundo levantamento realizado pela NielsenIQ, em parceria com a Abad, o grupo foi o sétimo atacadista do Brasil com maior número de funcionários (3.825) e o segundo em quantidade de representantes (4.501) no ano passado.
A
Renovação da frota e melhoria de eficiência

O CEO do Grupo Martins relata que a empresa avançou em todas as frentes do planejamento estratégico ao longo do último ano. “Nós crescemos em vendas, melhoramos nossa margem de lucro e tivemos um resultado líquido satisfatório”, pontua.
De acordo com o executivo, a companhia atacadista mineira começou com bons resultados no início de 2026. Ele afirmou que a empresa possui uma perspectiva de crescimento moderado na casa de um dígito, com possibilidades de atingir dois dígitos. Batista lembrou que o primeiro trimestre foi muito positivo e o segundo, apesar de ser mais desafiador para o setor, também foi marcado por um bom desempenho.
O Grupo Martins também esteve entre os destaques do Ranking Abad/NielsenIQ, no quesito frota própria, sendo o terceiro no ranking nacional, com 646 unidades. A empresa só está atrás da Delly’s Food Service (1.019) e do Gazin Atacado (810).
O executivo ressaltou que a empresa possui uma política de renovação da frota a cada oito anos, quando o custo com os veículos passa a ficar mais elevado. Para este ano, a previsão é de um volume menor de caminhões sendo trocados, se comparado com 2025. Já para 2027, a expectativa é de um número um pouco maior.
Batista pontuou que a atacadista está sempre em busca de aproveitar todo o potencial que cada ativo tem a oferecer. Ele destacou que a empresa já possui 210 mil metros quadrados (m²) de área de armazenagem e o foco para os próximos três anos está no investimento em automação para utilizar da melhor forma possível toda essa capacidade, sem a necessidade de uma expansão.
“Com a questão da reforma tributária, nós também estamos olhando o nosso footprint logístico, para avaliar se onde estamos é onde realmente devemos estar. Algum tipo de alteração e realocação deverá ocorrer, mas nada de grandes ampliações de área total”, completou.
Ao todo, o Grupo Martins trabalha com aproximadamente 300 mil variações de produtos, ou SKUs, com grande capilaridade no mercado nacional. O executivo reforçou que o foco está na melhoria da eficiência nas vendas e maior lucratividade. “Queremos seguir caminhando e crescendo, mas agora, de maneira mais sustentável. Essa é a nossa filosofia”, disse.
Durante uma apresentação no evento da associação, Batista relatou que a atacadista mineira elegeu quatro frentes para sua atuação com IA: vendas, logística, precificação e eficiência operacional e organizacional. Esse tipo de ferramenta vem sendo utilizado com foco na mitigação dos problemas no atendimento aos clientes da companhia, que são os pequenos e médios varejistas, e consequentemente melhorar a experiência.
“O mais importante é a experiência do nosso representante comercial e dos nossos clientes. Nós somos uma empresa que atende cerca de 120 mil CNPJs fazendo 300 mil entregas por mês. Não tem jeito de fazer tudo isso sem tecnologia”, declarou.
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