Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Abrindo 2019 em 76.402,08 pontos, o Ibovespa acumula alta de 30,99% neste ano, e alcançou um novo recorde, chegando a mais de 115 mil pontos, puxado em muito pelo resultado positivo do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que apontou a criação de 99.232 novas vagas de emprego, melhor resultado desde 2010. Entre os principais motivos que indicam o bom resultado anual, estão os sucessivos cortes na taxa Selic, que incentivam o investidor a procurar alternativas, fora da renda fixa.

Fernando Bergallo, diretor de Câmbio da FB Capital, estima que o ano se encerre na mesma faixa atual e pontua que diversos fatores positivos puxaram a alta, como as políticas monetárias que foram estabelecidas este ano e a participação do investidor brasileiro. “Uma série de questões positivas no cenário econômico doméstico, então, o Ibovespa deve seguir nos 115 mil pontos, a alta ainda é muito motivada pelo investidor brasileiro, sem uma grande participação de capital estrangeiro”, afirma. Para Bergallo, há a expectativa de ultrapassar os 200 mil pontos nos próximos dois anos. “Podemos ter uma perspectiva, de que, caso o cenário externo melhore, a gente consiga tentar mirar acima de 200 mil pontos em um horizonte de um ou dois anos”, finaliza o diretor de Câmbio da FB Capital.

Para Jefferson Laatus, Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, o Ibovespa deve fechar na mesma média de seu último recorde. “Nas circunstâncias atuais da economia, creio que 115 mil pontos será a média do ano que vem”. Laatus aponta que a média se dá pelo fato de o mercado estar próximo ao fechamento. “A alta em muito se dá pela participação brasileira nos investimentos, algo que foi notável ao longo do ano, mas a média fica assim, pois o mercado já está praticamente parando hoje”, afirma o Estrategista-Chefe.

André Alírio, Operador de Renda Fixa e Economista da Nova Futura Investimentos, afirma que o índice deve ficar na média de 120 mil pontos. “O Ibovespa tem tudo para fechar o ano em 120 mil pontos, mesmo com a pressão inflacionária, é um bom patamar para o fechamento do ano”. Alírio pontua que a reação aos dados que indicam uma recuperação da economia brasileira deveria ser maior. “A recuperação está em andamento, e as taxas de desemprego estão caindo. Creio que a reação inicial aos dados positivos deveria ser maior”, afirma. Para Alírio, a reação atual deve se manter por algum tempo. “Apesar de ser um pouco menos que o esperado, a bolsa nesta média deve se manter por um período”, finaliza Alírio. (Da Redação)