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Coronavírus exclusivo Negócios

Inatel se adapta para enfrentar pandemia

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Crédito: Divulgação

O Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), sediado em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, está com seus esforços voltados ao combate do novo coronavírus (Covid-19) no País.

Para isso, criou um grupo de voluntários e cerca de 50 profissionais atuam, nas últimas semanas, no desenvolvimento de ações que unem tecnologia e saúde em prol da população brasileira. Entre os resultados, equipamentos de proteção, ventilação mecânica e esterilização de baixo custo.

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De acordo com o professor e pesquisador do Inatel Felipe Bueno, que coordena o grupo, a intenção é colocar o conhecimento e a tecnologia a serviço da saúde de forma rápida à população. E, até o momento, o grupo atua em 16 ações divididas em três frentes: pesquisa e levantamento de informações para orientação de profissionais; desenvolvimento de soluções tecnológicas e regulamentação.

“Os alunos que estão participando das ações têm a oportunidade de vivenciar a engenharia na prática, buscando e encontrando soluções em benefício da sociedade em curto espaço de tempo. Nosso esforço teve início mesmo antes da chegada da doença no Brasil, a partir de contatos com pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos. Com informações preliminares tentamos antever problemas e solucioná-los como forma de amenizar os impactos no sistema de saúde do nosso País”, explicou.

Assim, professores e alunos fizeram um levantamento com hospitais com mais de 60 leitos de sete municípios do Sul do Estado. Essas unidades recebem as informações e levantamentos de dados realizados pelo grupo, que mantém contato com universidades e pesquisadores do Brasil e de outros países que também enfrentam a pandemia.

Conforme Bueno, uma das primeiras ações foi a produção e entrega de 80 máscaras de acrílico feitas com corte a laser no FabLab da instituição. Metade foi entregue para o Hospital Municipal Antônio Moreira da Costa e outras 40 para a rede pública do município.

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Segundo ele, a ação também envolveu empresas do Vale da Eletrônica, que contribuíram com a doação do material necessário para a produção dos acessórios, importantes para a proteção dos profissionais de saúde no atendimento a pacientes durante a pandemia do Covid-19.

Outras foram o desenvolvimento de um guia de utilização e manutenção de ventiladores pulmonares e a disponibilização do simulador utilizado para estudo na faculdade para empréstimo para os profissionais de tecnologia que atuam nos hospitais da região.

O professor contou também que um sistema de ventilação mecânica controlado por plataforma eletrônica de baixo custo e fácil reprodutibilidade foi desenvolvido pelo grupo. Conforme ele, o projeto está sendo desenvolvido utilizando componentes brasileiros ou de fabricação facilitada, de forma que consiga ser produzido rapidamente.

“O design foi criado pela equipe do Inatel para o sensor de fluxo, módulo de aquecimento, válvula exalatória e controle das válvulas de pressão. O design, o circuito e o código desenvolvidos serão compartilhados com o governo federal e empresa especializada para sua industrialização, como forma de colaborar para amenizar o déficit de ventiladores pulmonares no País”, explicou.

Esterilização de ambientes – Além disso, Bueno falou sobre um equipamento também de baixo custo capaz de esterilizar ambientes e leitos hospitalares, também desenvolvido pela equipe do Inatel.

A solução, de acordo com o professor, utiliza uma radiação ultravioleta que extermina vírus e bactérias e é uma alternativa ao uso de álcool gel nesses ambientes. Com a aparência de um “rodo” articulado, a solução foi criada em menos de uma semana, considerando o levantamento de informações, pesquisa e construção do protótipo.

O coordenador do grupo de pesquisas do Instituto ponderou, porém, que as definições de funcionamento ainda estão sendo estudadas, porque depende do resultado da cultura de bactérias para saber o tempo exato de exposição à radiação.

“Nós trabalhamos com quatro parâmetros: o tamanho, a distância, a intensidade e o tempo de exposição da radiação para a esterilização”, justificou. O custo da solução é de cerca de R$ 100. Após a conclusão da pesquisa, o Inatel estuda a possibilidade de produzir unidades do equipamento para hospitais.

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