COTAÇÃO DE 03-12-2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6790

VENDA: R$5,6800

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,7000

VENDA: R$5,8300

EURO

COMPRA: R$6,3643

VENDA: R$6,3655

OURO NY

U$1.784,10

OURO BM&F (g)

R$321,33 (g)

BOVESPA

+0,58

POUPANÇA

0,4739%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Negócios

Inco Investimentos captou R$ 56 milhões

COMPARTILHE

Miari: esse mercado era acessível apenas para grandes investidores | Crédito: Divulgação

A queda da taxa de juros, associada ao clima de incertezas na economia impactada pela pandemia, fez com que a tradicional poupança e outros investimentos de baixo risco deixassem de ser atraentes. Uma alternativa historicamente considerada segura, o mercado imobiliário, ao mesmo tempo, vive dias de glória ao ter se mantido aquecido durante 2020 e promete manter o bom desempenho ainda durante muito tempo. 

Esse conjunto de fatores fez com que muita gente quisesse apostar no mercado imobiliário, porém, a burocracia e o baixo conhecimento sobre esse tipo de investimento ainda assustam muitos investidores em potencial, especialmente os novatos e de pequeno porte.

PUBLICIDADE

A aceleração da digitalização imposta pelas medidas de distanciamento social também propiciou o desenvolvimento de soluções digitais para esse público. 

Fundada em 2018, em Belo Horizonte, a fintech Inco promete conectar investidores “comuns” ao mercado de crowdfunding imobiliário com arrecadações a partir de mil reais. Com 50 projetos, a startup já captou R$ 56 milhões desde o lançamento da primeira rodada de investimentos, em 2018, tendo os próprios fundadores como investidores de todos os projetos.

De acordo com o cofundador da Inco Investimentos, Daniel Miari, a tecnologia permite que os investidores conheçam em profundidade os projetos e construtoras aos quais vão se associar. Isso diminui riscos e ajuda a manter aquecido um mercado primordial para a economia brasileira pelo volume de recursos movimentados e de empregos diretos e indiretos gerados.

“Antes esse mercado era acessível apenas para grandes investidores. Era caro, burocrático, com riscos. Por outro lado, os investidores com má educação financeira – acostumados a deixar o dinheiro no banco porque os juros eram altos – com a queda da Selic, precisam buscar alternativas. Agora, qualquer pessoa com R$ 500 consegue ter o retorno investindo diretamente em empreendimentos imobiliários, diretamente no projeto, com uma taxa combinada com a construtora e com bons prazos de retorno. É como uma renda fixa. Ele sabe exatamente com quem está investindo e pode diversificar a carteira de projetos”, explica Miari.

Segundo o empresário, a plataforma faz uma severa seleção de projetos e construtoras antes de oferecê-los ao público. Documentos contábeis e societários, além de todo o passado de entregas das empresas é checado. 

Como em qualquer investimento, o risco não é zerado, mas se torna muito menor a partir da iniciativa. Apenas 10% dos contatos feitos com construtoras se tornam projetos expostos na plataforma relacionada ao mercado imobiliário.

“Investir não é uma coisa fácil, tem que ter técnica para isso. Montamos uma equipe com especialistas do mercado imobiliário para a análise de dados. Cobramos da empresa todos os documentos, temos acesso aos documentos patrimoniais da construtora. Qualquer investimento tem risco, o que importa é ser um risco equilibrado. Além da seleção muito criteriosa, temos uma estrutura jurídica para proteger o investidor. Com a cédula de crédito bancário, em que a empresa assume com o investidor uma dívida. Com esse documento, conseguimos executar a dívida. As captações financiam um percentual pequeno do projeto para ter uma segurança maior”, destaca.

Estado 

Em Minas Gerais, com as construções dos empreendimentos disponíveis na plataforma, estima-se que a empresa ofereceu à produção do Estado cerca de R$ 31 milhões, além de gerar R$ 6,5 milhões em renda durante o ano, considerando setores como comércio, construção civil, máquinas e equipamentos e automóveis.

De acordo com o balanço da startup, que obteve R$ 45 milhões em 45 captações ao longo do ano por todo o País, a cada R$ 1 milhão investido por meio do crowdfunding imobiliário, cerca de 31 empregos são gerados, o que totalizou 743 empregos no último ano, sendo 428 deles gerados de forma direta. 

Apenas em Minas Gerais, a fintech entregou 23 captações e foi responsável por arrecadar R$ 23,9 milhões ao setor de construção civil.

“Já fizemos de loteamento a construções de luxo. Hoje nosso foco está no Sudeste, principalmente em projetos do Casa Verde e Amarela. É um mercado que gostamos porque tem uma previsibilidade muito boa. Estamos muito animados para 2021. Nosso primeiro ano foi basicamente com investimento dos sócios. Começamos 2020 com dez colaboradores e acabamos com 30. Agora já temos 42 pessoas na equipe. Ano passado, crescemos quatro vezes. A expectativa para este ano é repetir o resultado”, afirma o cofundador da Inco Investimentos.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!