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Inco Investimentos captou R$ 56 milhões

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Miari: esse mercado era acessível apenas para grandes investidores | Crédito: Divulgação

A queda da taxa de juros, associada ao clima de incertezas na economia impactada pela pandemia, fez com que a tradicional poupança e outros investimentos de baixo risco deixassem de ser atraentes. Uma alternativa historicamente considerada segura, o mercado imobiliário, ao mesmo tempo, vive dias de glória ao ter se mantido aquecido durante 2020 e promete manter o bom desempenho ainda durante muito tempo. 

Esse conjunto de fatores fez com que muita gente quisesse apostar no mercado imobiliário, porém, a burocracia e o baixo conhecimento sobre esse tipo de investimento ainda assustam muitos investidores em potencial, especialmente os novatos e de pequeno porte.

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A aceleração da digitalização imposta pelas medidas de distanciamento social também propiciou o desenvolvimento de soluções digitais para esse público. 

Fundada em 2018, em Belo Horizonte, a fintech Inco promete conectar investidores “comuns” ao mercado de crowdfunding imobiliário com arrecadações a partir de mil reais. Com 50 projetos, a startup já captou R$ 56 milhões desde o lançamento da primeira rodada de investimentos, em 2018, tendo os próprios fundadores como investidores de todos os projetos.

De acordo com o cofundador da Inco Investimentos, Daniel Miari, a tecnologia permite que os investidores conheçam em profundidade os projetos e construtoras aos quais vão se associar. Isso diminui riscos e ajuda a manter aquecido um mercado primordial para a economia brasileira pelo volume de recursos movimentados e de empregos diretos e indiretos gerados.

“Antes esse mercado era acessível apenas para grandes investidores. Era caro, burocrático, com riscos. Por outro lado, os investidores com má educação financeira – acostumados a deixar o dinheiro no banco porque os juros eram altos – com a queda da Selic, precisam buscar alternativas. Agora, qualquer pessoa com R$ 500 consegue ter o retorno investindo diretamente em empreendimentos imobiliários, diretamente no projeto, com uma taxa combinada com a construtora e com bons prazos de retorno. É como uma renda fixa. Ele sabe exatamente com quem está investindo e pode diversificar a carteira de projetos”, explica Miari.

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Segundo o empresário, a plataforma faz uma severa seleção de projetos e construtoras antes de oferecê-los ao público. Documentos contábeis e societários, além de todo o passado de entregas das empresas é checado. 

Como em qualquer investimento, o risco não é zerado, mas se torna muito menor a partir da iniciativa. Apenas 10% dos contatos feitos com construtoras se tornam projetos expostos na plataforma relacionada ao mercado imobiliário.

“Investir não é uma coisa fácil, tem que ter técnica para isso. Montamos uma equipe com especialistas do mercado imobiliário para a análise de dados. Cobramos da empresa todos os documentos, temos acesso aos documentos patrimoniais da construtora. Qualquer investimento tem risco, o que importa é ser um risco equilibrado. Além da seleção muito criteriosa, temos uma estrutura jurídica para proteger o investidor. Com a cédula de crédito bancário, em que a empresa assume com o investidor uma dívida. Com esse documento, conseguimos executar a dívida. As captações financiam um percentual pequeno do projeto para ter uma segurança maior”, destaca.

Estado 

Em Minas Gerais, com as construções dos empreendimentos disponíveis na plataforma, estima-se que a empresa ofereceu à produção do Estado cerca de R$ 31 milhões, além de gerar R$ 6,5 milhões em renda durante o ano, considerando setores como comércio, construção civil, máquinas e equipamentos e automóveis.

De acordo com o balanço da startup, que obteve R$ 45 milhões em 45 captações ao longo do ano por todo o País, a cada R$ 1 milhão investido por meio do crowdfunding imobiliário, cerca de 31 empregos são gerados, o que totalizou 743 empregos no último ano, sendo 428 deles gerados de forma direta. 

Apenas em Minas Gerais, a fintech entregou 23 captações e foi responsável por arrecadar R$ 23,9 milhões ao setor de construção civil.

“Já fizemos de loteamento a construções de luxo. Hoje nosso foco está no Sudeste, principalmente em projetos do Casa Verde e Amarela. É um mercado que gostamos porque tem uma previsibilidade muito boa. Estamos muito animados para 2021. Nosso primeiro ano foi basicamente com investimento dos sócios. Começamos 2020 com dez colaboradores e acabamos com 30. Agora já temos 42 pessoas na equipe. Ano passado, crescemos quatro vezes. A expectativa para este ano é repetir o resultado”, afirma o cofundador da Inco Investimentos.

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