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Ouro Preto prevê atrair 50 mil foliões neste ano

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Ouro Preto prevê atrair 50 mil foliões neste ano
Com o patrocínio de R$ 2,18 milhões da cervejaria Ambev, por meio da marca Skol, festa ocorre entre os dias 20 e 25 de fevereiro - Crédito: Prefeitura Municipal

Dona de um dos carnavais mais tradicionais e animados do Brasil, Ouro Preto, na região Central, espera receber cerca de 50 mil pessoas por dia durante a festa este ano. Com o patrocínio de R$ 2,18 milhões da cervejaria Ambev, por meio da marca Skol, a cidade histórica prevê um giro econômico de R$ 20 milhões entre os dias 20 e 25 de fevereiro.

De acordo com o secretário de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto, Felipe Guerra, toda a estrutura está sendo montada de modo a preservar o patrimônio arquitetônico e valorizar a história da cidade que em 2020 comemora os 40 anos do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1980.

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“Temos uma grande tradição carnavalesca, com o bloco Zé Pereira dos Lacaios, com 152 anos, por exemplo. Este ano serão quatro palcos no centro histórico, shows do carnaval estudantil no Espaço Folia e mais de 50 blocos desfilando, além das escolas de samba. Termos um carnaval patrocinado é essencial para dar sustentabilidade à festa, diminuindo sensivelmente os gastos públicos”, explica Guerra.

O tema deste ano é baseado em um antigo e curioso conto da região. A homenagem será em torno dos “Jacubas e Mocotós”, uma disputa que começou há séculos e que hoje se tornou uma memória carinhosa entre os moradores do município. Jacubas e os Mocotós era como eram chamados os habitantes de Ouro Preto de acordo com a região em que moravam. Desde o século 18 há uma rivalidade entre os moradores dos bairros Antônio Dias e Pilar, tendo começado com a disputa entre as Irmandades das referidas paróquias na construção das igrejas e capelas mais suntuosas para seus santos de devoção.

A expectativa é de que os hotéis tenham ocupação máxima durante o período. Além deles, as repúblicas estudantis também são responsáveis por receber hóspedes de todo o Brasil, principalmente mineiros e fluminenses.

O pré-carnaval começa dia 8, com uma projeção de imagens que resgatam a história da festa no País e na cidade nas paredes do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes. No dia 16, será a vez da antiga Fábrica de Tecidos receber a batalha de confetes e a apresentação dos enredos das escolas de samba. A cidade ainda fará homenagens às cidades de Belo Horizonte, com participação do bloco Baianas Ozadas, na abertura, dia 20; e Diamantina, com a Bartucada, no encerramento, dia 25.

“Nos últimos anos temos enfrentado a crescente concorrência do Carnaval de Belo Horizonte. Entendemos, porém, que podemos fazer isso de uma maneira cooperativa. O mesmo acontece com as demais cidades que têm carnavais importantes, especialmente as cidades históricas. Ouro Preto foi a única cidade histórica a conquistar patrocínio particular. Esse é um momento complicado. Como conquistamos uma certa visibilidade estamos aqui também para mostrar que o carnaval do nosso Estado continua vivo e especial”, pontua o secretário de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto.

Chuvas – Além da festa na Capital, Ouro Preto vem enfrentando outras dificuldades nos últimos anos que espantaram muitos foliões: medo em relação às barragens de rejeito da mineração, após os rompimentos acontecidos em Mariana (2015) e Brumadinho (2019); surtos de dengue (2016) e febre amarela (2018). Este ano é a vez das fortes chuvas que vem castigando especialmente a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e a região Central do Estado. A cidade, contudo, se esforça para garantir a segurança e os dias de diversão de visitantes e moradores por meio de ações preventivas em parceria com órgãos do poder estadual e iniciativa privada.

“O verão é uma época complicada. As chuvas são, certamente, o foco das nossas preocupações. Nossa topografia nos impõe cuidados especiais e isso é feito pela nossa Defesa Civil em parceria com a Defesa Civil Estadual e outros órgãos de segurança estaduais, com prevenção e monitoramento. Fechamos parceria com o aplicativo Waze para que os motoristas sejam avisados de possíveis interdições e também trabalhamos em conjunto com as demais cidades do Circuito Turístico do Ouro (CTO). Também é importante salientar que não existe nenhuma barragem ameaçando o centro histórico de Ouro Preto”, afirma.

O Carnaval abre a alta temporada na cidade tricentenária, já chamando os turistas para a Semana Santa e demais eventos como o Festival de Inverno, Férias de Julho e festas religiosas. Para garantir a integridade do maior ativo turístico da cidade – o patrimônio edificado do século 18 preservado, em conjunto com o patrimônio imaterial – são tomados cuidados como o uso de tapumes e seguranças contratados.

“O Carnaval só acontece no centro histórico porque assinamos um termo de ajustamento de conduta junto ao Ministério Público. Por isso lançamos mão dos quatro palcos, com o objetivo de diminuir a aglomeração em um só ponto. No Carnaval já nos preparamos para receber os turistas durante a Quaresma e a Semana Santa. Ouro Preto tem um longo calendário de eventos muito importante para o nosso desenvolvimento econômico. O turismo é a atividade do terceiro setor que mais cresce na cidade e é fundamental para a necessária diversificação da nossa matriz econômica”, completa o gestor.

A festa e a mística ouro-pretana extrapolam os limites do município e até do Estado. A antiga Vila Rica é tema da escola de samba carioca São Clemente. O “Conto do Vigário” fala sobre uma história popular – talvez um tanto recriada pela imaginação da população de Ouro Preto – que explica como surgiu o termo. Em Ouro Preto, no século 18, houve uma disputa de paróquias por uma imagem. Um dos padres propôs então que a santa fosse amarrada no lombo de um burro. Para onde a imagem fosse, segundo ele, seria a paróquia vencedora. O burro escolheu naturalmente o caminho de uma delas. O que ninguém sabia é que o burro era de um dos padres, portanto ele faria aquele caminho por hábito. Assim, todos caíram no “conto do vigário”.

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